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Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário romance Capítulo 306

Silêncio entre Thomas e Sofia

Um beijo tenso, emocional, daqueles que aliviam e machucam

O quarto ficou silencioso assim que a porta fechou e os passos dos pais desapareceram no corredor.

Silêncio.

Denso.

Carregado.

Quase um terceiro corpo entre eles.

Thomas estava sentado ao lado da cama, mãos entrelaçadas, olhando para Sofia como se ela fosse uma visão que pudesse desaparecer a qualquer segundo.

Sofia o observava com a mesma intensidade — mas com outra coisa nos olhos.

Algo novo.

Firmeza.

Coragem.

Dor quieta.

E amor, muito amor.

Ela estendeu a mão devagar.

— Thomas…

Ele ergueu os olhos.

E ali — naquele instante — foi possível ver tudo:

a culpa

o medo

a fúria

a sensação de “quase perdi você” que devastava o peito dele.

Sofia apertou a mão dele, mesmo com os dedos ainda tremendo.

— Não foi sua culpa. — ela disse com suavidade. — Você me ouviu, Thomas? Não foi sua culpa.

Ele fechou os olhos, respirou fundo, mas a dor não cedia.

— Sofia… — a voz dele saiu quebrada. — Eu devia ter atendido. Eu devia ter ido antes. Eu devia—

— Ei. — ela tocou o rosto dele com delicadeza. — Você me achou. Você me tirou de lá. Se você não tivesse chegado…

Ela engoliu seco.

O corpo inteiro dela estremeceu com a lembrança.

Thomas imediatamente segurou o rosto dela com as duas mãos — como quem segura algo sagrado que quase perdeu.

— Nunca mais. — ele murmurou, com a testa encostada na dela. — Nunca mais vou te deixar sozinha. Nunca mais vou ignorar uma ligação sua. Eu juro, Sofia. Eu juro por tudo.

Ela respirou fundo, olhos brilhando.

E foi ali — naquele milímetro de espaço entre as bocas — que o beijo aconteceu.

Lento.

Profundo.

Ferido.

Uma mistura de “eu tô viva” com “eu tive tanto medo”.

Sofia puxou o lençol para cima enquanto encaixava a mão na nuca dele.

Thomas beijou como quem devolve o ar a alguém que quase morreu.

Mas o momento durou pouco.

A porta abriu com um estalo.

— Sofia? — Célia chamou, entrando com uma bandeja de café. — Trouxemos algo para você comer, meu amor…

Sofia limpou rápido a lágrima que escapou.

Thomas se afastou devagar.

O pai entrou logo atrás, e o irmão fechou a porta.

Célia correu para a filha.

Armado olhou de Thomas para Sofia — viu o beijo que tinha acabado de acontecer sem precisar presenciar — e o maxilar dele travou.

Thomas endireitou a postura.

— Sofia precisa ir à delegacia depois do hospital — ele disse, profissional, ainda que a voz viesse embargada. — Precisamos registrar depoimento e colher detalhes.

O pai virou na hora.

— Minha filha acabou de sofrer um sequestro! — ele explodiu. — E você quer arrastar ela pra delegacia?!

— É necessário. — Thomas respondeu, segurando o controle. — Quanto antes fizermos isso, mais rápido encontramos quem fez isso.

Sofia tocou a mão do pai, tentando acalmá-lo.

— Vai ficar tudo bem, pai. Eu consigo. — disse, firme, surpreendendo a todos.

Thomas respirou fundo.

— Vou até o médico ver se os resultados dos exames já ficaram prontos. — murmurou, e saiu.

Assim que a porta fechou atrás dele…

Armado foi atrás.

O corredor estava vazio.

O pai alcançou Thomas em três passos.

— VOCÊ. — Armado rosnou, segurando o braço dele. — Vai se afastar da minha filha.

Thomas ficou imóvel.

Frio.

Cansado.

Em ruínas.

Mas firme.

— Eu não vou me afastar de nada, senhor Armado — disse baixo, cada palavra um aço. — A não ser que ela me peça.

— Você colocou ela em perigo! — o pai avançou. — Isso não teria acontecido se ela estivesse com qualquer outro homem! Com qualquer outra vida!

Thomas respirou fundo, olhos vermelhos de exaustão.

— Eu quase perdi ela hoje. — ele respondeu, a voz falhando só uma vez. — E isso vai me perseguir pelo resto da vida.

Mas se tem uma coisa que eu sei é que Sofia não é uma criança.

E ela escolhe.

E enquanto ela me quiser perto… eu fico.

Armado cerrou os dentes, com os olhos cheios de lágrimas — de ódio, medo, amor, dor.

— Você devia ir embora da vida dela. — sussurrou.

"Se afastar dela vai me matar também” — mas ele não disse. Engoliu seco. Apenas ficou parado.

Seu coração escorregou no peito.

— Eu só vou embora… — ele disse, olhando o homem diretamente — …se ela pedir. Não antes.

Os dois ficaram parados ali, como dois homens carregados demais, quebrados demais pelo mesmo amor.

Até que o médico chamou:

— Acompanhante da paciente Sofia Valente?

Thomas respirou fundo, se soltou do aperto de Armado e respondeu:

— Sou eu.

O pai fechou os olhos.

Seu rosto caiu.

E, sem perceber, acabou fazendo algo que o machucava mais que qualquer golpe:

Deixou Thomas entrar.

Sozinho.

Para acompanhar Sofia.

Para continuar a protegê-la.

Mesmo que isso o destruísse por dentro.

___

A delegacia estava silenciosa demais para um começo de tarde.

Silêncio de coisa séria.

Silêncio de perigo ainda rondando.

Sofia entrou acompanhada de Thomas, passos lentos, a pele ainda marcada, mas o olhar… firme.

Firme de um jeito novo.

Firme de uma mulher que tinha enfrentado o próprio inferno e estava voltando de pé.

Bruna observou da porta.

Com um sorriso que não era sorriso.

Uma mistura de falsa preocupação… e satisfação escondida.

O delegado Mourão ajeitou os óculos e anunciou:

— Bruna, Alex… peguem o depoimento da Sofia. Thomas, comigo.

Thomas travou o maxilar.

— Chefe, eu quero estar na sala.

— Não hoje. — o delegado respondeu, firme. — Você é parte emocional do caso. Assista da sala atrás do vidro.

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