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Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário romance Capítulo 346

No hospital, a menina estava sentada, cobertor nos ombros, olhar baixo.

Quando viu Sofia, não sorriu.

Só puxou o ar, como se reunir coragem doesse.

Sofia se aproximou devagar e sentou ao lado, sem invadir espaço.

— Oi. — Sofia disse, suave. — Eu estou aqui.

A menina olhou para os próprios dedos, mexendo nas bordas do cobertor.

— Eu... — a voz saiu quase inaudível. — Eles falaram...

Sofia ficou imóvel.

— Respira, você está segura.

A menina assentiu.

— Ela não gritou. Não ameaçou. — engoliu seco. — Ela só… olhou. Como se eu fosse… nada.

Sofia sentiu um gelo por dentro.

— Você reconheceria se visse de novo?

A menina respirou fundo, e os olhos se encheram de algo que não era choro — era medo velho.

— Eles chamaram de… “Senhora Martins.”

Sofia travou por um segundo.

Senhora Martins.

Nicole.

Sofia apertou a mão da menina com cuidado.

— Você fez muito bem em falar comigo.

A menina piscou rápido.

— Eles disseram… — a voz tremeu. — Que os policiais são burros,nunca descobrir quem manda. Que essa senhora é inteligente.

Sofia ficou em silêncio por um instante.

Depois levantou, devagar.

— Obrigada. Você foi corajosa.

Ao sair do quarto, encontrou Thomas do lado de fora, encostado na parede, sério.

Ele leu o rosto dela na mesma hora.

— Fala.

Sofia respirou fundo.

— “Senhora Martins.”

Thomas endireitou o corpo.

— Merda.

— Agora não é mais só cheiro. — Sofia disse. — É direção.

Thomas a encarou.

E, por um segundo, o homem que ela conhecia — o Thomas inteiro, vivo — apareceu ali.

— Então ela vai cair. — ele disse, baixo.

Sofia sustentou o olhar.

— Vai.

E, pela primeira vez desde que voltou para a Cidade Norte…

ela sentiu que não estava lutando sozinha.

Quando saíram do hospital, o vento frio bateu no rosto dos dois.

Thomas caminhou um passo ao lado dela.

Perto o suficiente para aquecer.

Longe o suficiente para respeitar.

Sofia olhou para frente.

— A partir de agora, nada de quase. — ela disse.

Thomas respondeu sem hesitar:

— Nada de quase.

E, em algum lugar da cidade…

alguém também estava lendo os movimentos.

E sorrindo.

Porque a “Senhora Martins” sempre preferiu vencer antes do jogo começar.

Mas dessa vez…

Sofia e Thomas estavam aprendendo a jogar juntos.

---

A sala de Thomas estava mergulhada em silêncio outra vez.

Não aquele silêncio confortável de concentração, mas o tipo que pesa nos ombros, que faz o ar parecer mais denso. O relógio marcava quase nove da noite, e nenhum dos dois parecia disposto a ir embora.

— Até eu aparecer.

O ar parecia mais pesado, como se a sala tivesse diminuído.

Foi perigoso.

Thomas respirou fundo.

— Você vai virar o alvo principal.

— Eu sei. — ela respondeu, sem drama. — E é por isso que estamos chegando perto.

Ela apagou parte do quadro, mantendo apenas uma palavra sublinhada:

PONTE

— Quando a ponte cai… — Sofia continuou — todo o esquema desmorona.

Thomas assentiu lentamente.

— E eles vão tentar impedir isso.

— Já estão tentando. — ela respondeu. — A diferença é que agora sabemos onde olhar.

Sofia fechou o notebook.

Sentia aquele pressentimento antigo se instalar no estômago.

O de que alguém, em algum lugar, acabara de falar seu nome.

Ela respirou fundo.

— Thomas… — disse, sem olhar para ele. — A partir de agora, nada de rotinas previsíveis.

— Concordo. — ele respondeu. — E nada de você sozinha.

Ela o encarou.

Por um segundo longo demais.

— Isso vai nos colocar em risco.

Thomas respondeu sem hesitar:

— Já colocou.

Sofia assentiu.

E ali, sem alarde, sem promessas…

ficou claro para ambos:

o jogo tinha subido de nível.

E não havia mais como voltar atrás.

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