Emma acordou devagar.
Por alguns segundos, ficou olhando o teto sem entender exatamente onde estava.
O corpo ainda pesado.
A cabeça mais leve… mas vazia.
Virou-se devagar na cama.
Foi quando viu o papel apoiado ao lado do abajur.
O coração apertou antes mesmo de ler.
Pegou o bilhete.
As letras eram firmes, simples.
“Meu amor,
Fiz uma sopa. Está na cozinha.
Preciso passar na empresa, mas volto logo.
Por favor, come um pouco, mesmo sem fome.
Eu te amo.
— Seu príncipe.”
Emma fechou os olhos.
A culpa veio como uma onda.
— Merda… Emma… — murmurou para si mesma, passando a mão pelo rosto. — Você precisa se controlar.
Respirou fundo.
Uma vez.
Depois outra.
Saiu da cama devagar e caminhou até a cozinha.
O cheiro da sopa ainda estava no ar.
Ela levantou a tampa da panela.
Ainda morna.
Serviu um pouco em uma tigela.
Sentou-se à mesa.
Comeu devagar.
Sem fome.
Mas comeu.
Enquanto mastigava, o olhar percorreu o apartamento.
A sala agora estava limpa.
O espelho ainda trincado.
Mas sem cacos no chão.
Sem garrafas quebradas.
Thiago tinha arrumado tudo.
Silenciosamente.
Sem reclamar.
Sem cobrar.
Emma apoiou a colher na tigela.
Passou a mão pelo rosto outra vez.
O peso no peito já não era raiva.
Era vergonha.
E um medo novo.
Não do câncer.
Mas de se perder dentro dele.
A televisão estava ligada.
Mas Emma não fazia ideia do que passava.
Sentada no sofá, com as pernas recolhidas, ela segurava o controle remoto como se aquilo justificasse estar ali.
Os olhos estavam na tela.
A mente… em outro lugar.
A culpa ainda pesava.
O som da chave girando na porta fez seu coração disparar.
Thiago entrou.
Assim que a viu no sofá, abriu um sorriso pequeno.
Não era um sorriso grande.
Era daqueles que dizem “está tudo bem” antes mesmo de qualquer conversa.
Emma ficou sem saber o que fazer.
Endireitou-se no sofá.
Desligou a televisão.
— Oi… — disse, meio sem jeito.
Thiago fechou a porta e deixou as chaves no aparador.
— Oi.
Ele tirou o paletó devagar, observando-a.
— Comeu a sopa?
Emma assentiu.
— Comi.
Fez uma pausa.
— Estava boa.
Thiago sorriu de leve.
— G****e ajudou.
O silêncio voltou por alguns segundos.
Emma mexeu nas próprias mãos.
Respirou fundo.
— Thiago… eu—
Ele levantou a mão suavemente, interrompendo.
Não foi brusco.
Foi quase um gesto de carinho.
— Não precisa. — disse com calma.
Emma franziu a testa.
— Mas eu preciso—
Thiago deu alguns passos até ela.
Parou bem perto do sofá.
— Amor… — disse baixo. — Você não precisa se explicar.
Ela levantou os olhos.
Ainda havia culpa ali.
— Eu sei que você está com medo.
Ele se sentou ao lado dela.
Perto.
Mas sem invadir.
— E quando o mundo parece que está abrindo aos seus pés… — continuou — a gente fala coisas que não queria falar.
Emma engoliu em seco.
— Eu fui cruel com você.
Thiago balançou a cabeça.
— Você foi humana.
Ele segurou as mãos dela.
— E eu vou continuar aqui. Mesmo nos dias ruins. Mesmo quando você achar que não merece.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário
Impossível de ler, vários capítulo não abrem só aparece o anúncio. Vou nem gastar dinheiro pq vou me arrepender...
Caraca vários capítulos não abrem. Muito ruim assim. mailto:[email protected]...
Quando vai liberar os próximos capítulos, please??????...
Libera mais capítulos pff...