Alana ficou parada dentro do carro por vários minutos depois que deixou o estacionamento da cafeteria. As mãos ainda tremiam, o peito doía e, por mais que tentasse se convencer de que estava certa, aquilo não diminuía a sensação horrível que havia ficado.
Porque a verdade era simples.
Ela tinha machucado Enzo.
Mas também estava machucada.
Respirou fundo algumas vezes antes de pegar o celular. Abriu o grupo das meninas e digitou apenas uma mensagem:
-> "Preciso beber. Alguém pode me acompanhar?"
A resposta veio tão rápido que ela quase riu.
Emma respondeu primeiro.
-> "Endereço."
Depois Nathalia.
-> "Já estou pegando a bolsa."
Laís mandou um emoji de taça.
Eloise escreveu:
-> "Quem precisamos matar?"
Sofia foi a última.
-> "Estou saindo da delegacia."
Menos de uma hora depois, todas estavam reunidas. Taças espalhadas pela mesa, petiscos esquecidos e cinco mulheres olhando para Alana como se estivessem prestes a ouvir o maior escândalo do ano.
Foi Eloise quem falou primeiro.
— Certo.
Ela cruzou os braços.
— Agora pode nos dizer o que aconteceu?
Alana soltou um suspiro longo, daqueles que saem direto da alma.
— Fiz uma aposta.
O silêncio foi imediato.
Emma piscou.
Nathalia piscou.
Laís piscou.
Sofia pareceu se divertir.
— Você fez o quê? — Emma perguntou.
— Uma aposta.
— Nossa virgem inocente não era tão inocente assim.
Alana revirou os olhos.
— Obrigada pelo apoio.
— Estou chocada — Nathalia confessou.
— Calma que tem mais — Sofia avisou.
Todas voltaram a olhar para Alana e ela soube imediatamente que não tinha mais como esconder.
— Eu transei com ele.
O silêncio durou exatamente dois segundos.
Porque logo depois a mesa inteira explodiu.
— O QUÊ? — Nathalia praticamente gritou.
— Meu Deus! — Laís levou a mão ao peito.
— Eu sabia! — Emma apontou para ela.
— Sabia nada.
— Sabia sim.
— Mentira.
— Mas eu queria ter sabido.
Alana afundou na cadeira.
— Foi semana passada, gente.
— SEMANA PASSADA? — Laís repetiu.
— Você escondeu essa informação por uma semana inteira?
— Eu estava ocupada demais.
— Não justifica.
As amigas continuaram protestando enquanto ela tentava inutilmente recuperar algum respeito.
Foi Eloise quem finalmente colocou ordem na mesa.
— Certo.
Ela apontou para Alana.
— Agora explica por que você está aqui afogando as mágoas. Porque, pelo que eu entendi, Enzo está apaixonado por você. Vocês passaram o fim de semana juntos. Vocês dormiram juntos. Então o que exatamente saiu do controle?
Alana respirou fundo.
E contou tudo.
A ligação.
O encontro.
A conversa com Eduarda.
A decisão de encerrar a aposta.
E o momento em que Enzo apareceu.
Quando terminou, a mesa inteira ficou em silêncio.
Foi Emma quem falou primeiro.
— Puta merda.
Alana concordou.
— Exatamente.
— Você deu mole.
— Emma!
— O quê? Eu gosto de você, mas deu mole.
Nathalia balançou a cabeça.
— Agora ferrou mesmo.
— Não ajuda — Alana reclamou.
Eloise permaneceu pensativa antes de apoiar os cotovelos sobre a mesa.
— Calma. Ela errou com a aposta, isso é um fato. Mas vamos esperar o Enzo processar tudo antes de decidir que o mundo acabou.
Laís concordou.
— Qual foi a reação dele?
Alana soltou uma risada sem humor.
— Brigamos. Brigamos feio.
As meninas imediatamente ficaram em silêncio.
— Eu joguei na cara dele que só disse que estava apaixonado depois que descobriu a aposta.
Sofia levantou a taça.
— Errada você não está.
— Obrigada.
— Continua errada pela aposta. Mas errada nisso especificamente não.
Alana bebeu mais um gole.
— O pior é que ele também não estava certo.
As meninas esperaram.
— De manhã estava no hospital com a Eduarda. À tarde me levava café, à noite dormia comigo. Me desculpem, mas isso não é exatamente comportamento de homem apaixonado.
Alana olhou para Emma.
— Emma...
— Não vou ficar chateada.
Ela balançou a cabeça.
— Eu adoro meu irmão. Mas se ele fez isso mesmo, ele foi uma galinha.
— Obrigada.
— Não agradece. Ainda quero matar você pela aposta.
A mesa inteira caiu na gargalhada.
E, pela primeira vez desde que saiu daquela cafeteria, Alana sentiu o peso dentro do peito diminuir um pouco. Só um pouco. Mas o suficiente para respirar.
Porque talvez aquilo ainda não tivesse acabado.
Talvez estivesse apenas começando.
Alana já tinha bebido mais do que deveria. Não o suficiente para esquecer, mas o bastante para que Eloise se recusasse terminantemente a deixá-la dirigir.
O trajeto até o apartamento foi silencioso na maior parte do tempo. Em alguns momentos, Eloise tentava puxar assunto. Em outros, apenas deixava a amiga respirar. Quando chegaram, desligou o carro e virou o rosto para ela.
— Tem certeza que vai ficar bem?
Alana abriu um pequeno sorriso cansado.
— Vou sobreviver.
— Posso ficar hoje.
— Nem pensa.
Ela balançou a cabeça.
— Você tem seu marido, seus pequenos lindos filhos e uma casa inteira esperando você. Vai embora.
Eloise observou ela por alguns segundos, como se tentasse decidir se acreditava ou não. No fim, suspirou.
— Me liga se precisar.
— Prometo.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário
Impossível de ler, vários capítulo não abrem só aparece o anúncio. Vou nem gastar dinheiro pq vou me arrepender...
Caraca vários capítulos não abrem. Muito ruim assim. mailto:[email protected]...
Quando vai liberar os próximos capítulos, please??????...
Libera mais capítulos pff...