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Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário romance Capítulo 580

Alana ficou parada dentro do carro por vários minutos depois que deixou o estacionamento da cafeteria. As mãos ainda tremiam, o peito doía e, por mais que tentasse se convencer de que estava certa, aquilo não diminuía a sensação horrível que havia ficado.

Porque a verdade era simples.

Ela tinha machucado Enzo.

Mas também estava machucada.

Respirou fundo algumas vezes antes de pegar o celular. Abriu o grupo das meninas e digitou apenas uma mensagem:

-> "Preciso beber. Alguém pode me acompanhar?"

A resposta veio tão rápido que ela quase riu.

Emma respondeu primeiro.

-> "Endereço."

Depois Nathalia.

-> "Já estou pegando a bolsa."

Laís mandou um emoji de taça.

Eloise escreveu:

-> "Quem precisamos matar?"

Sofia foi a última.

-> "Estou saindo da delegacia."

Menos de uma hora depois, todas estavam reunidas. Taças espalhadas pela mesa, petiscos esquecidos e cinco mulheres olhando para Alana como se estivessem prestes a ouvir o maior escândalo do ano.

Foi Eloise quem falou primeiro.

— Certo.

Ela cruzou os braços.

— Agora pode nos dizer o que aconteceu?

Alana soltou um suspiro longo, daqueles que saem direto da alma.

— Fiz uma aposta.

O silêncio foi imediato.

Emma piscou.

Nathalia piscou.

Laís piscou.

Sofia pareceu se divertir.

— Você fez o quê? — Emma perguntou.

— Uma aposta.

— Nossa virgem inocente não era tão inocente assim.

Alana revirou os olhos.

— Obrigada pelo apoio.

— Estou chocada — Nathalia confessou.

— Calma que tem mais — Sofia avisou.

Todas voltaram a olhar para Alana e ela soube imediatamente que não tinha mais como esconder.

— Eu transei com ele.

O silêncio durou exatamente dois segundos.

Porque logo depois a mesa inteira explodiu.

— O QUÊ? — Nathalia praticamente gritou.

— Meu Deus! — Laís levou a mão ao peito.

— Eu sabia! — Emma apontou para ela.

— Sabia nada.

— Sabia sim.

— Mentira.

— Mas eu queria ter sabido.

Alana afundou na cadeira.

— Foi semana passada, gente.

— SEMANA PASSADA? — Laís repetiu.

— Você escondeu essa informação por uma semana inteira?

— Eu estava ocupada demais.

— Não justifica.

As amigas continuaram protestando enquanto ela tentava inutilmente recuperar algum respeito.

Foi Eloise quem finalmente colocou ordem na mesa.

— Certo.

Ela apontou para Alana.

— Agora explica por que você está aqui afogando as mágoas. Porque, pelo que eu entendi, Enzo está apaixonado por você. Vocês passaram o fim de semana juntos. Vocês dormiram juntos. Então o que exatamente saiu do controle?

Alana respirou fundo.

E contou tudo.

A ligação.

O encontro.

A conversa com Eduarda.

A decisão de encerrar a aposta.

E o momento em que Enzo apareceu.

Quando terminou, a mesa inteira ficou em silêncio.

Foi Emma quem falou primeiro.

— Puta merda.

Alana concordou.

— Exatamente.

— Você deu mole.

— Emma!

— O quê? Eu gosto de você, mas deu mole.

Nathalia balançou a cabeça.

— Agora ferrou mesmo.

— Não ajuda — Alana reclamou.

Eloise permaneceu pensativa antes de apoiar os cotovelos sobre a mesa.

— Calma. Ela errou com a aposta, isso é um fato. Mas vamos esperar o Enzo processar tudo antes de decidir que o mundo acabou.

Laís concordou.

— Qual foi a reação dele?

Alana soltou uma risada sem humor.

— Brigamos. Brigamos feio.

As meninas imediatamente ficaram em silêncio.

— Eu joguei na cara dele que só disse que estava apaixonado depois que descobriu a aposta.

Sofia levantou a taça.

— Errada você não está.

— Obrigada.

— Continua errada pela aposta. Mas errada nisso especificamente não.

Alana bebeu mais um gole.

— O pior é que ele também não estava certo.

As meninas esperaram.

— De manhã estava no hospital com a Eduarda. À tarde me levava café, à noite dormia comigo. Me desculpem, mas isso não é exatamente comportamento de homem apaixonado.

Alana olhou para Emma.

— Emma...

— Não vou ficar chateada.

Ela balançou a cabeça.

— Eu adoro meu irmão. Mas se ele fez isso mesmo, ele foi uma galinha.

— Obrigada.

— Não agradece. Ainda quero matar você pela aposta.

A mesa inteira caiu na gargalhada.

E, pela primeira vez desde que saiu daquela cafeteria, Alana sentiu o peso dentro do peito diminuir um pouco. Só um pouco. Mas o suficiente para respirar.

Porque talvez aquilo ainda não tivesse acabado.

Talvez estivesse apenas começando.

Alana já tinha bebido mais do que deveria. Não o suficiente para esquecer, mas o bastante para que Eloise se recusasse terminantemente a deixá-la dirigir.

O trajeto até o apartamento foi silencioso na maior parte do tempo. Em alguns momentos, Eloise tentava puxar assunto. Em outros, apenas deixava a amiga respirar. Quando chegaram, desligou o carro e virou o rosto para ela.

— Tem certeza que vai ficar bem?

Alana abriu um pequeno sorriso cansado.

— Vou sobreviver.

— Posso ficar hoje.

— Nem pensa.

Ela balançou a cabeça.

— Você tem seu marido, seus pequenos lindos filhos e uma casa inteira esperando você. Vai embora.

Eloise observou ela por alguns segundos, como se tentasse decidir se acreditava ou não. No fim, suspirou.

— Me liga se precisar.

— Prometo.

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