Enzo permaneceu imóvel por alguns segundos, encarando as duas mulheres à sua frente. O silêncio que tomou conta da cafeteria ficou pesado, difícil, quase sufocante. Quando finalmente falou, sua voz saiu baixa e controlada demais, daquele tipo que costuma ser mais perigoso do que um grito.
— O que está acontecendo aqui?
Eduarda imediatamente olhou para Alana, como se procurasse autorização para responder, como se soubesse que aquela explicação não pertencia a ela. Alana respirou fundo. O coração batia tão forte que chegava a doer.
— Estamos encerrando um assunto.
Os olhos de Enzo escureceram.
— Uma aposta, né?
O silêncio respondeu antes que qualquer uma delas pudesse falar. Eduarda foi a primeira a tentar consertar a situação.
— Enzo, você não está entendendo. Calma. A Alana pode explicar. Foi uma idiotice. Uma enorme idiotice.
Alana abaixou os olhos.
— Sim. Fomos imaturas.
Enzo soltou uma risada sem humor. Uma daquelas que machucam mais do que qualquer grito. Então balançou a cabeça lentamente.
— Patético.
Virou-se imediatamente e saiu.
Eduarda observou Alana por apenas um segundo antes de falar:
— Vai atrás dele.
Alana permaneceu imóvel.
— Vai. Fala a verdade. Fala o que você sente.
Foi tudo o que ela precisou ouvir.
Alana saiu correndo da cafeteria e o encontrou no estacionamento, quase entrando no carro.
— Enzo!
Ele não respondeu.
— Enzo, me escuta.
Finalmente ele virou. Os olhos estavam cheios de mágoa. Muito mais do que de raiva.
— Eu me abri com você.
A voz dele saiu baixa.
— Você foi a única mulher para quem eu contei meus medos. A única pessoa para quem falei sobre o que aconteceu com meus pais. Sobre o medo de me envolver. Sobre o medo de amar alguém.
Alana sentiu o peito apertar porque sabia exatamente o quanto aquilo tinha custado a ele.
Enzo passou a mão pelo rosto antes de respirar fundo.
— Não tem mais nada para conversar.
Fez uma pausa.
— Acabou.
As lágrimas já começavam a arder nos olhos dela.
— Acabou o quê?
— A gente.
A resposta veio imediata.
Mas algo dentro dela simplesmente quebrou. Então ela riu. Uma risada nervosa, machucada, daquelas que nascem quando a dor é grande demais.
— A gente?
Ela limpou as lágrimas.
— Que bonitinho.
Enzo franziu a testa.
— Alana...
— Você me contou seus medos, Enzo. E foi só isso.
A voz dela falhou.
— Nada além disso.
— Agora você está dizendo que eu estou errado?
— Não.
Ela balançou a cabeça.
— Estou dizendo que nós dois erramos.
Respirou fundo antes de continuar.
— Eu e a Eduarda fomos idiotas. Imaturas. Fizemos uma aposta ridícula. Principalmente porque partimos da ideia de que você nunca se apaixonaria por nenhuma de nós.
— Mas eu me apaixonei por você.
A resposta veio rápida, instintiva, verdadeira.
O coração dela apertou.
Mas não desviou o olhar.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário
Impossível de ler, vários capítulo não abrem só aparece o anúncio. Vou nem gastar dinheiro pq vou me arrepender...
Caraca vários capítulos não abrem. Muito ruim assim. mailto:[email protected]...
Quando vai liberar os próximos capítulos, please??????...
Libera mais capítulos pff...