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Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário romance Capítulo 578

Alana estava almoçando sozinha no restaurante.

As meninas estavam ocupadas. Sofia tinha audiência, Emma estava atolada de compromissos e Nathalia havia desaparecido em alguma reunião misteriosa que provavelmente consumiria metade do dia.

Por isso, quando finalmente conseguiu sentar para almoçar sem ninguém interrompendo, acreditou que teria alguns minutos de paz.

Ou pelo menos era o plano.

Enquanto terminava a sobremesa, percebeu um homem se aproximando da mesa. Bem vestido, elegante e com aquele tipo de postura que denunciava dinheiro antes mesmo da pessoa abrir a boca, ele parou ao lado da cadeira e abriu um sorriso educado.

— Desculpe interromper.

Alana ergueu os olhos.

— Sim?

— Eu sei que isso pode parecer estranho.

Ela sorriu.

— Isso normalmente significa que vai ser estranho.

O homem riu imediatamente.

— Justo.

Aquilo arrancou uma risada dela também.

Foi exatamente nesse momento que Enzo apareceu no salão.

Ele vinha saindo da cozinha com um tablet nas mãos, resolvendo alguma questão do restaurante, quando seus olhos encontraram Alana sorrindo para um desconhecido. A princípio não deu importância. Continuou caminhando normalmente. Mas então viu o homem puxar uma cadeira e sentar-se à mesa dela.

E continuou observando.

Tempo demais.

— Chef?

Enzo nem ouviu.

— Chef?

— Hm?

— A mesa sete está perguntando sobre o vinho.

Enzo piscou algumas vezes.

— Que vinho?

O garçom ficou olhando para ele com evidente confusão. Afinal, o chef havia recomendado aquele mesmo vinho poucos minutos antes.

Do outro lado do salão, o homem continuava conversando com Alana. Ela ria. Respondia. Parecia confortável. Natural.

E isso começou a incomodar.

Muito.

Alguns minutos depois, o sujeito levantou. Falou alguma coisa, pegou o celular e, para desespero silencioso de Enzo, Alana entregou o próprio telefone.

Foi rápido.

Inofensivo.

Mas algo atravessou seu peito naquele instante.

Uma irritação irracional.

Uma vontade absurda de atravessar o restaurante.

O homem foi embora sorrindo.

Alana voltou para a sobremesa como se nada tivesse acontecido.

Quando finalmente levantou para sair, encontrou Enzo parado próximo ao caixa.

— Oi.

— Oi.

Ela observou o rosto dele por alguns segundos.

— Você está estranho.

— Estou?

— Está.

Enzo cruzou os braços.

— Quem era ele?

Alana piscou.

— Quem?

— O cara que estava sentado com você.

O silêncio durou apenas alguns segundos antes dela entender.

E quase sorrir.

Quase.

— Ah...

— Ah?

— Era um cliente.

— Cliente.

— Sim.

— Que pediu seu telefone.

Agora ela realmente precisou controlar o sorriso.

— Você ouviu?

— O restaurante não é tão grande assim.

Mentira.

O restaurante era enorme.

Alana cruzou os braços.

— Está com ciúmes?

Enzo abriu a boca.

Fechou.

Abriu novamente.

Porque a resposta certa era não.

Mas claramente era sim.

— Não.

— Hm.

— Não estou.

— Claro.

— Não estou.

— Enzo...

— O quê?

— Você está com ciúmes.

O silêncio voltou.

Enzo passou a mão pelo rosto, irritado.

Principalmente porque ela estava certa.

E o pior era que aquele sentimento fazia sentido. Porque, pela primeira vez, ele enxergou algo que nunca tinha considerado seriamente.

Outro homem podia olhar para Alana exatamente da mesma forma que ele olhava.

E ele odiou essa ideia.

---

Alana entrou no carro tentando inutilmente esconder o sorriso.

Porque a verdade era simples.

Enzo Rocha.

O homem que fugia de relacionamentos.

O homem que dizia não acreditar em amor.

O homem que passava metade da vida escapando de qualquer coisa parecida com compromisso.

Estava com ciúmes dela.

E Deus...

aquilo fazia um bem absurdo para o ego.

Ela apoiou a cabeça no banco enquanto o sorriso insistia em permanecer ali. Ridículo. Completamente ridículo.

O celular começou a tocar.

Alana olhou para a tela.

E o sorriso desapareceu devagar.

O número não estava salvo.

Mesmo assim, ela sabia exatamente quem era.

O telefone continuou vibrando.

Uma vez.

Duas.

Três.

Alana encarou a tela por alguns segundos antes de finalmente atender.

— Diz.

Do outro lado da linha, a voz veio sem rodeios.

— Precisamos nos encontrar.

Alana fechou os olhos imediatamente.

Porque reconheceria aquela voz em qualquer lugar.

Eduarda.

— Quando?

Houve um breve silêncio.

Então a resposta veio calma demais.

Calma a ponto de assustar.

— Amanhã.

O coração de Alana afundou.

Porque, naquele instante, teve a sensação de que a aposta finalmente havia chegado ao fim.

O dia seguinte passou devagar para Alana.

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