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Casei com um cafajeste para me vingar do ex-marido romance Capítulo 168

"Augusto"

Entrei na empresa e subi direto para o andar do meu pai, tentando manter o autocontrole, mas a sensação sufocante de impotência se alastrava, Isabella tinha saido a tarde, já tinha se passado horas e eu ainda não tinha ideia do que tinha acontecido, uma pista nada.

Quando o elevador parou, percebi que a secretária já tinha ido embora. Mesmo assim, eu sabia que ele ainda estava ali. Meu pai sempre trabalhava até tarde, controlando tudo e todos.

Abri a porta da sala sem bater. Ele estava exatamente onde eu imaginei: sentado atrás da mesa, tranquilo, comandando um império intocável, se sentindo ele mesmo intocável.

O pouco de autocontrole que me restava se perdeu no instante em que ele levantou a cabeça e me encarou.

Não tive mais dúvidas. Aquele homem que eu chamava de pai tinha mandado matar Isabella e Ícaro. Tudo fazia sentido agora — a ausência dos seguranças, o assalto perfeito, o caos cuidadosamente orquestrado. As peças se encaixavam com precisão demais para ser coincidência.

Algo se rompeu dentro de mim.

Sem aviso, atravessei a sala. Ele não teve tempo de reagir.

O soco o arrancou da cadeira. Meu punho acertou em cheio o rosto dele, e meu pai caiu no chão, o sangue jorrando do nariz. Ele me olhou surpreso, chocado. Em todos aqueles anos de brigas, nunca tínhamos chegado às vias de fato.

Marco Aurélio era um homem atlético, forte, que se cuidava. Mas ali, pego de surpresa, só conseguia me encarar em choque, o nariz escorrendo sangue.

— Você ficou maluco?! — gritou, tentando se apoiar para se levantar.

Não foi suficiente.

Dei outro soco, completamente fora de mim, causar dor, nem que seja fisica.

— Onde está a Isabella?! — meu grito saiu quase como um rosnado.

Meu pai limpou o sangue com a mão e riu. Ainda no chão, ferido, ele riu.

— Como é? Tudo isso é por causa daquela mulher?

Perdi qualquer resquício de paciência. Agarrei-o pelo colarinho e o puxei, forçando-o a me encarar olho no olho. Eu estava fora de mim. Só existia uma possibilidade aceitável: encontrá-la. Encontrá-la viva. Eu não aceitava nenhuma outra.

— O Ícaro levou um tiro num assalto. A Isabella desapareceu. Os seguranças foram removidos dos postos. E eu tenho certeza de que você sabe exatamente o que aconteceu. Chega de jogos, chega de ameaças. Eu só quero saber onde está a Isabella. O que você fez com ela?

— Me larga… seu moleque.

— Ou você me dá uma resposta agora…

— Ou o quê? Vai me matar? — ele riu na minha cara. — Você não tem isso dentro de você. É só um menino.

— Mas você tem, não é?

Soltei-o com brutalidade. Ele se desequilibrou, se levantou com dificuldade, ajeitou a gravata e me encarou com ódio. Ainda assim, a fúria dele não chegava perto da minha.

— Não tenho nada a ver com isso. Onde sua mulherzinha se meteu ou se aquele outro levou um tiro não é problema meu. Acha mesmo que eu me rebaixaria a isso? Matar esses dois que não passam de nada?

— É exatamente o que você faria — rebati. — Se livrar do problema de uma vez.

— Nisso eu concordo — ele respondeu friamente. — Devia ter me livrado de todos vocês de uma vez por todas. Essa é a última vez que você entra nesta empresa.

Capítulo 168. Confronto 1

Capítulo 168. Confronto 2

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