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Casei com um cafajeste para me vingar do ex-marido romance Capítulo 171

"Augusto"

Os advogados chegaram e conduziram todo o procedimento com a frieza de quem já fez aquilo dezenas de vezes. Assinaturas, ligações, argumentos técnicos. No fim, o que importava era uma única coisa: eu estava livre.

Assim que cruzei a porta da delegacia, liguei para Danilo. Já tinha acionado a policia, e qualquer outro recurso que o dinheiro pudesse pagar e nada parecia ir rápido o suficiente.

— Conseguiu alguma coisa? — Tinha passado muito tempo, meu descontrole era imperdoável, custou um tempo precioso.

Do outro lado, ele suspirou, cansado.

— O colar não é um GPS comum — explicou. — Consegui fazer funcionar no programa da empresa e com o código de acesso, liguei para tudo que é lugar para conseguir acessar. Mas ainda não consegui, não apareceu nada.

— Então continua tentando — respondi, seco. — Não para.

Desliguei. O colar era uma esperança, podia ser a única forma de descobrir onde Isabella estava. Mas tudo parecia dar errado.

O celular vibrou de novo. Camila. tinha dezenas de ligações perdidas dela.

— O que aconteceu com a Isabella? — perguntou, sem rodeios. — Não consigo falar com ela. E a Karen acabou de me dizer que o Carlos foi solto ontem. O irmão dele fugiu da cadeia. Simplesmente desapareceu.

Tudo começou a se encaixar de um jeito cruel demais para ser coincidência.

— Ela sumiu hoje à tarde — disse, tentando manter a voz firme. — Saiu do escritório dizendo que resolveria uma coisa rápida. Nunca mais atendeu.

Camila ficou em silêncio por alguns segundos.

— E o que porra você está fazendo? — gritou, por fim. — Você tem recursos, Augusto. Tem gente procurando por ela?

— Tudo o que é possível. Advogados acionaram a polícia, investigadores particulares, segurança privada, mas ainda não tenho nada. Eu estou procurando por ela — continuei, sentindo a raiva misturada ao medo. — Já perdi o controle uma vez por causa do meu pai, eu sei que ele esta envolvido de alguma forma.

— Ela é minha família — a voz de Camila falhou. — O que eu posso fazer?

— A Karen comentou mais alguma sobre o Carlos… ela ainda fala com ele?

— Não sei. Ela jogou isso no ar, com aquele jeito desgraçado dela.

— Então arranca dela qualquer coisa. Qualquer detalhe. Se o Carlos estiver por trás disso, ele não agiu sozinho.

Camila desligou sem se despedir. Eu sabia que ela não pararia até descobrir algo.

A vontade era sair dirigindo sem rumo, mas procurar o quê? O colar deveria funcionar. Mas ali na porta da delegacia, não tinha para onde ir, não podia ir para casa sem a Isabella, nunca. Eu só entrava naquela casa com ela.

O advogado falava o telefone, a sensação de mau agouro, de tempo perdido. Fechei os olhos com força, precisava afastar os pensamentos, manter a mente clara.

Danilo voltou a mandar mensagem.

Ele tinha conseguido acessar o trajeto, uma parte pelo menos.

Casa. Médico. Escritório. Shopping. Depois, um deslocamento estranho, rápido demais para alguém sozinha. O sinal se afastando da cidade e sumindo. A sensação de impotência voltou vendo aquele pontinho.

— A única pista concreta veio do último segurança que deixou o posto, Isabella foi vista entrando no shopping, numa loja infantil, mas depois ele foi embora, não conseguimos saber o que aconteceu depois, mas o carro não foi encontrado na garagem, então ela saiu do shopping — O advogado falou desligando o celular.

O celular vibrava sem parar, dezenas de mensagens se acumulavam na tela, e nenhuma delas trazia algo que nos levasse a algum lugar. Nada concreto, nenhuma pista real. Só ruído, só atraso. A ideia de procurar meu pai voltou com força — arrancar dele qualquer informação, custasse o que custasse. Se havia algo sendo escondido, eu descobriria. Nem que fosse à força.

Camila ligou minutos depois.

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