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Casei com um cafajeste para me vingar do ex-marido romance Capítulo 185

"Augusto"

Saí da sala do meu pai sentindo o ódio correr pelas veias, latejando em cada célula do meu corpo. Precisei respirar fundo para me controlar, recuperar a aparência de normalidade e analisar o que acabara de acontecer.

Fazer uma fusão e ainda usar o nome da familia era uma uma jogada de mestre — eu tinha que admitir. Nunca passou pela minha cabeça. Meu plano caso não houvesse salvação, sempre fora vender, encerrar tudo, apagar o nome, como se a empresa jamais tivesse existido. Mas ele encontrou um jeito de fazer o oposto: transformar o caos em força.

Pela primeira vez em muito tempo, senti aquela velha sensação de impotência.

Meu pai era uma força da natureza. Difícil de vencer, difícil de derrubar. O mais perto que cheguei disso foi quando saímos no soco, e nem aquilo foi suficiente para quebrá-lo.

Fui obrigado a ficar até tarde na empresa, lidando com demandas e perguntas sobre uma fusão que eu mal compreendia, tinha quase certeza de que meu pai ameaçara Marcelo para aceitar esse contrato. A fofoca de que as coisas não iam bem na nossa família já corria solta pelos corredores. Ninguém sabia os detalhes, mas todos sentiam o cheiro de algo podre.

Pensei na acusação de Isabella — o sequestro, o envolvimento do meu pai — ainda estava sob investigação. Nada tinha sido divulgado oficialmente, imaginava que com a morte de Carlos a investigação seria encerrada sem maiores detalhes. Eu conseguia imaginar perfeitamente o dedo dele por trás disso tudo.

Diana tinha razão.

Eu estava sendo ingênuo achando que podia comprar essa briga.

Acreditar em justiça, em regras, em qualquer coisa além de sobrevivência… era um luxo que eu não podia mais ter. No fim, só importava proteger minha esposa e meu filho. Todo o resto podia ruir.

No fim da tarde, saí da empresa decidido a ir direto para casa, mas mudei de ideia no caminho. Parei no shopping, entrei em uma joalheria e comprei um par de brincos de diamante para Isabella.

Foi uma compra rápida. Impulsiva. Eu precisava chegar em casa. Precisava contar sobre o retorno do meu pai antes que isso virasse outro pesadelo para ela. Não queria que o medo se instalasse de novo.

Quando entrei em casa, Isabella estava na cozinha, cozinhando. Uma cena simples, cotidiana, ela retornava aos poucos a rotina, seguindo o tratamento e tendo cada vez menos pesadelos no meio da noite.

— Olá, amor — ela disse ao me ver. — Tudo bem? Demorou hoje.

— O de sempre — respondi, me aproximando. Beijei seu pescoço, sentindo o arrepio imediato. — Trouxe um presente para vocês.

Entreguei o embrulho.

— Não precisava… — ela abriu a caixa e arregalou os olhos. — Meu Deus, Augusto… são lindos.

Nunca tinha dado um presente de verdade para ela. Tudo parecia confuso desde o momento em que nos casamos, cercado por problemas e urgências. Não tivemos uma lua de mel, não tive tempo de pensar direito no que significava ser marido. E tentava remediar isso.

Ela me beijou, feliz, e correu até o espelho para ver como os brincos ficavam.

Eu a observava quando o telefone tocou.

Minha mãe.

Atendi já com um pressentimento ruim.

— Mãe…

— O que você fez?! O que você fez?! — ela gritou do outro lado, chorando, desesperada.

— Mãe, eu não estou entendendo. Do que a senhora está falando?

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