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Casei com um cafajeste para me vingar do ex-marido romance Capítulo 7

"César"

A estrada pareceu interminável, mas só respirei de verdade quando as placas começaram a anunciar uma cidade que eu nunca tinha visitado antes, distante o suficiente para que ninguém nos encontrasse por acaso.

Depois de horas dirigindo, com algumas paradas necessárias chegamos ao destino. Não era uma cidade grande, não tinha prédios altos nem trânsito caótico, apenas ruas largas, casas espaçadas e silêncio, seria fácil perceber qualquer movimentação estranha.

A casa ficava em uma área mais afastada, cercada por um muro alto, portão automático e câmeras discretamente posicionadas nos cantos do terreno. Não era luxuosa, mas era segura. E, naquele momento, segurança era tudo o que importava.

Assim que o portão se fechou atrás do carro, senti o peso dos últimos dias cair sobre meus ombros. Desci primeiro, dei a volta e abri a porta de trás para pegar o bebê. Ele dormia, pequeno demais para entender que sua vida já começava em fuga. Julia saiu devagar, olhando ao redor com atenção.

Entrei na casa e esperei que ela me seguisse. O interior era simples, mas confortável. Sala ampla, cozinha equipada, dois quartos no andar superior. Cortinas grossas bloqueavam a visão de fora. Sobre a mesa da cozinha havia uma pasta com documentos falsos, dinheiro em espécie e um celular novo.

— A casa vai ser vigiada — expliquei, deixando o bebê no berço que já estava montado no quarto principal. — Tem dois homens revezando do lado de fora. Ninguém entra, ninguém sai sem eu saber.

— Você pensa em tudo, não é? — ela murmurou, observando enquanto eu testava as travas das janelas.

Meus pensamentos foram até Camila. A cada dia, pensava mais nela. Pensava nas minhas escolhas de vida. Todos os motivos para não me envolver, permitir que fosse alvo do meu pai.

— Eu penso no que é necessário — respondi apenas.

Aquele lugar seria nossa casa por algumas semanas, escolhi um quarto para dormir e Júlia ficou no quarto do filho, ao lado do berço foi instalada uma cama de solteiro.

Os dias começaram a se arrastar em uma rotina silenciosa. Julia se dedicava ao filho com intensidade que o momento exigia. Eu cuidava da segurança, falava com Jonh duas vezes por dia, acompanhava qualquer movimentação suspeita. A cada amanhecer, riscava mais um dia no calendário improvisado na geladeira. Faltavam quarenta e cinco. Depois quarenta e quatro. Depois quarenta e três.

Numa das noites, encontrei Julia na varanda dos fundos, embalando o bebê sob a luz fraca.

— Ele tem seus olhos — ela disse de repente.

Aproximei-me devagar.

— Não começa, Julia.

Ela me encarou.

— Eu só estou dizendo que ele se acalma quando você fala. Ele sente você perto.

Fiquei em silêncio, olhando para o menino que dormia tranquilo nos braços dela. Era um bebê calmo que chorava pouco, desde que ficasse no colo, então Julia e eu revezamos para ficar com ele.

— Eu estou aqui porque precisava tirar vocês daquela situação — respondi, mantendo a voz firme. — Não confunda as coisas.

Ela segurou meu olhar por alguns segundos.

— E o que exatamente eu estou confundindo, César?

Capítulo 07. 1

Capítulo 07. 2

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