“Melissa”
Quando nós descemos do elevador no andar onde o Domani estava, a Hana já estava nos esperando. Ela estava usando um par de óculos escuros lindíssimo e eu achei graça do disfarce.
- Depois eu que sou maluca! Rabicho, os óculos são lindos, mas todo mundo sabe que é você atrás deles. – Eu brinquei e deu um abraço nela.
- Ai, Mel... – Ela suspirou e depois que eu a soltei ela tirou os óculos.
- Fala pra mim que isso foi um acidente e que você atropelou um ônibus. – Eu pedi e ela sorriu.
- Aquele covarde do Frederico mandou alguém atrás de mim. – Ela contou.
- Não acredito! Olha isso, Sandrinha! – Eu chamei a Sandra. – O ex namorado, aquele bandido que está internado aqui também! Hana, eu vou dar uma lição nesse otário que acha que pode fazer isso com uma mulher.
- Hum-hum! – O Douglas limpou a garganta atrás de mim. – Você vai me deixar fazer o que tiver que ser feito, maluca, você no máximo vai fazer discurso.
- Ah, tá bom! Mas você vai fazê-lo se arrepender por isso. – Eu avisei e o Douglas fez que sim.
- Onde está o seu segurança, Hana? – O Douglas perguntou e eu olhei para ela sem entender.
- Trancado no meu quartinho de suprimentos. – A Hana respondeu depressa.
- Segurança? – Eu não estava sabendo de nada mais. O que estava acontecendo comigo? Depois que eu fiquei grávida as notícias só me chegavam atrasadas.
- É, Mel, aquele psicopata anda me seguindo e apareceu na hora em que eu estava sendo atacada, por isso eu tenho só um olho roxo ou poderia ter sido muito pior, reconheço. O problema é que ele resolveu que eu estou em perigo e destacou um dos seguranças do bar para me vigiar em tempo integral. – A Hana reclamou e eu sorri.
- O Rafa é demais, hein?! Para com essa bobagem de fugir dele, já te disse. E você está em perigo, olha pra esse olho. – Eu apontei e ela fez uma careta. – Agora me explica porque o perturbado sabia disso e eu não.
- Provavelmente porque o seu príncipe contou. Eu preferia que você não soubesse, você está grávida e... – A Hana começou a falar e eu reclamei logo.
- Gente, eu não estou doente, só estou grávida. Não gosto que as pessoas fiquem escondendo coisas de mim não. Pode parar com isso. Agora vamos, quais são os quartos? – Eu perguntei.
- Os do fundo, mas tem dois guardas do presídio lá e dois policiais que o delegado Moreno mandou para reforçar a segurança. – A Hana me avisou.
- Quem são os policiais? – Eu perguntei e a Hana me descreveu a Renatinha e o Breno. – É o meu dia de sorte! – Eu mandei uma mensagem para a Renatinha que logo apareceu.
- Maluca, o que você está fazendo aqui? – A Renatinha me abraçou.
- Ué, vim bater um papo agradável com os dois ridículos que acham que vão ficar aterrorizando a gente. Me ajuda, Renatinha? – Eu sorri.
- O Breno vai surtar com isso. Olha, vou mandar os guardas do presídio tomarem um café, com o Breno eu me entendo depois. Quando eles passarem vocês correm, porque teremos só quinze minutos. – A Renatinha avisou e voltou para o final do corredor.
Assim que os dois guardas entraram no elevador nós fomos em direção aos quartos.
- Ah, não, Renata! Você não armou isso pra mim! – O Breno reclamou e a Renata olhou pra ele séria.
- Sabe porque que eu armei, Breno, porque nós não podemos fazer nada, mas olha para o rosto dessa moça. – Ela apontou para a Hana que tirou os óculos. – Você acha mesmo que um cara que faz isso não merece um pouco do próprio veneno? E a Mel? Ela está grávida, Breno e sem paz. Esses dois precisam entender que não vão fazer o que bem entendem e que elas não têm medo deles.
- Eu tenho medo deles. – A Hana se apressou.
- Mas eles não precisam saber, rabicho. – Eu a corrigi.
- Droga! Tudo bem, eu dou cobertura, mas façam valer o meu processo administrativo, porque eu não vou ser punido por pouca coisa. – O Breno avisou.
- Deixa comigo! – O Douglas sorriu e passou na frente, entrando no primeiro quarto.
- Quem é você? – O homem sobre a cama olhou assustado para o Douglas. Com certeza era o tal Frederico. – Ah, é o novo namoradinho dessa puta.
- Ah, talvez uns pontos possam arrebentar. – Eu sugeri.
- Os do rabo podem arrebentar com uma flatulência mais potente. – O Douglas sugeriu.
- Não, pelo amor de deus, não mexe aí! – O Domani implorou e logo a mão da Sandra já estava cobrindo a boca dele e ela estava enfiando o dedo no ombro onde tinha uma sequência de pontos.
- Olha só, moço, a gente não quer fazer isso, mas a gente sabe que as pessoas aprendem pela dor e nós precisamos te ensinar a não tentar abusar de moças indefesas e a não ameaças as pessoas. Você precisa aprender a ser do bem, entendeu? – A Sandra falou com ares professorais e quando soltou o Domani ele estava sem ar.
- Eu entendi, eu entendi. Eu não vou mexer com ninguém mais, eu juro, especialmente você, Melissa, eu vou ficar longe, você nem vai se lembrar que eu existo. – O Domani se apressou em dizer.
- Pronto! Acho que ele foi sincero. Não vamos precisar da flatulência mais potente. – Eu sorri pra ele. – Aviso dado, Domani. Não mexe comigo de novo! Vamos, ferozes. – Eu sorri e nós saímos do quarto.
Eu agradeci rapidamente a Renatinha e o Breno e nós corremos para os elevadores, onde encontramos os guardas do presídio que estavam voltando do café. Mas não encontramos apenas eles, tinha mais gente naquele elevador, o Fernando e o tio Álvaro me olhavam sérios. Eu estava em apuros, definitivamente.
N.A.:
Queridos... como estão?
Gente, muito obrigada pelo amor e carinho! Por favor, rezem, orem, vibrem energias positivas para essa autora! Eu fico tão feliz quando alguém me inclui em suas orações, isso é muito especial, quando alguém se lembra da gente naquele momento tão íntimo com Deus! Eu coloco vocês todos em minhas orações todos os dias, porque vocês têm sido luz para os meus dias! Obrigada a cada um!
E vou me corrigir numa coisa aqui. Técnicos de enfermagem, seus lindooos! Eu fui sintética e chamei todo mundo de enfermeiro ontem, mas, o técnicos são essenciais. Gente, cada um que trabalha com a saúde, isso inclui até os meus queridos que cuidam de deixar os quartos limpinhos e levar um sorriso afetuoso para quem está ali se sentindo impotente, você são extraordinários! Eu respeito demasiadamente quem se dedica a auxiliar de alguma forma pacientes e familiares, porque nos conhecem no nosso pior momento e não raras vezes nos momentos em que a dor emocional ultrapassa a física. Eu sempre serei grata a pessoas que seu doam para o próximo com o que eu só posso dizer que seja amor infinito. Vocês são anjos de deus!
E a minha querida com sete pinos na coluna, seguro em pensamento a sua mão, para que você não se sinta só quando parece que nada pode melhorar esse tormento. Eu tenho uma leve escoliose lombar que já dói pra caramba e causa uma séria de outros problemas reflexos. Mas, gente, dói como se eu estivesse sendo dobrada ao meio para trás.
E continuo entregando os capítulos com amor, um pouco atrasados devido as pausas que eu preciso fazer, mas todos os dias eles chegam. E hoje um capítulo grandão pra matar a vontade.
Beijo no coração, minha tropa.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Chefe irresistível: sucumbindo ao seu toque
O nome do doutor Molina mudou por que?...
Que lindo esse livro. Estou aqui chorando novamente. Muito emocionante...
Amei saber que terá o livro 2. 😍...
Que livro lindo e perfeito. Estou amando e totalmente viciada nesse livro. Eu choro, dou risadas, grito. Parabéns autora, é perfeito esse livro 😍...
Está sempre a dar erro. Não desbloqueia os capitulos e ainda retira as moedas.😤...
Infelizmente são mais as vezes que dá erro, que outra coisa......