Entrar Via

Chefe irresistível: sucumbindo ao seu toque romance Capítulo 1143

“Fernando”

Eu não estava esperando nenhum, aí apareceram quatro e eu abracei a idéia, mas aí de repente eu descubro que são seis, seis filhos, de uma vez! A minha cabeça dava milhões de voltas com tudo o que aquilo significava e não era pouco. O que a Melissa aguentaria com essa gestação não seriam mudanças físicas e hormonais apenas, ele estaria sob pressão, medo, risco. E enquanto o meu tio contava o sexto bebê eu queria gritar de felicidade, mas numa fração de segundos a minha menta foi inundada com as possibilidades daquela gestação.

- Nando... ei... são só mais dois! – A Melissa apertou a minha mão, percebendo que eu estava entrando em parafuso e eu olhei para ela.

Eu é que deveria estar acalmando a minha esposa, mas ela estava ali pra mim sempre que eu começava a me perder. O que eu ia dizer? Eu precisava me agarrar àquela parte que me dizia que tudo daria certo, poxa, nós tínhamos o melhor hospital do país a nossa disposição, eu tinha que confiar que ia ficar tudo bem.

- Eu te amo, Melissa! – Eu me abaixei para beijá-la. – E eu amo cada um desses bebês, mesmo que eles estejam se multiplicando como aquele bichinho do filme que você adora. Mas nós temos que nos lembrar de não alimentá-los depois da meia noite para que eles não se multipliquem mais. – Eu sorri para ela que deu uma gargalhada gostosa.

- Acho que não corremos mais risco, não é, tio?! – Ela estava sorrindo pra mim.

- Não, queridos, são apenas seis. Mas esses seis são muito especiais e precisam de cuidados muito especiais. – Meu tio nos alertou e eu sabia que era hora da conversa difícil.

- Até quando eu vou poder trabalhar? – Ela perguntou já se levantando da mesa de exame.

- Aí é que está, Mel, eu preciso que você pare agora. – Meu tio a encarou e ela sustentou o olhar dele com seriedade.

- Tudo bem. Eu posso fazer isso, posso trabalhar de casa. – Ela falou convicta e eu a ajudei a se sentar na cadeira em frente a mesa.

- Não, querida, não pode. Você está de licença à partir desse momento. Lembra da gravidez do quarteto da Cat? – Meu tio perguntou e ela fez que sim. – Nós conversamos na época sobre todos os cuidados e riscos e você já estava meio preparada para uma gestação como a dela.

- Sim, mas eu tenho dois a mais. – Ela completou.

- Sim, isso significa cuidado maior. Mel, a gravidez de sêxtuplos é raríssima e exige muito da mãe. Você precisará se cuidar muito mais, precisará ter foco, ficar de repouso e não se estressar de jeito nenhum. Nós precisamos manter você com o mínimo de alterações possível. – O tio Álvaro a encarou e ela respirou fundo.

- Certo. Entendi. Risco alto. Com certeza um parto prematuro, que pode colocar os bebês em risco, e dias, talvez semanas, no hospital com os bebês em cuidado intensivo. – Ela o encarou e sorriu. – Você não vai deixar nenhum dos meus bebês morrer, eu sei disso. E também vai cuidar de mim. E eu, vou fazer tudo o que você mandar. Vou seguir a risca cada detalhe.

- Eu tenho certeza que vai! Se alguém pode fazer isso é você! – Meu tio sorriu pra ela. – Mas, querida, você precisa se preparar pra tudo, tá bom?! Os riscos existem, eu vou fazer o melhor do melhor, mas você sabe que existe algo além de nós e que muitas coisas podem acontecer.

- Eu sei! Mas eu confio! Eles não estão aqui por acaso. – Ela colocou a mão na barriga, estava sorrindo, confiante.

- Como você consegue ser tão incrível? – Eu a encarei, percebendo mais uma vez a mulher forte e destemida que ela era.

- É porque eu sempre tive você pra segurar a minha mão! – Ela apertou a minha mão na dela e eu a abracei. Eu seria forte e confiante por ela. – Tá, agora vamos ao plano, como vai ser de agora em diante?

Durante o restante da consulta, meu tio explicou cada passo que daríamos dali pra frente e como era importante estarmos comprometidos com o processo para alcançar o melhor resultado. Quando saímos do consultório a Melissa já estava numa cadeira de rodas, protestando contra o Douglas porque ele ameaçou amarrá-la na cadeira se ela não se sentasse.

- Mel, eu estou pensando que nós deveríamos mudar o nosso quarto para o andar de baixo, pra você não ter que subir escadas. Assim, você pode se sentar na sala, pegar um sol no jardim, não fica tão limitada. – Eu sugeri quando já estávamos no carro.

- Eu gostei da idéia! Pode ser naquela sala que nós vamos converter em brinquedoteca, tem um banheiro ao lado. – Ela sorriu.

Quando chegamos em casa eu tinha um monte de amigos para me ajudar a carregar móveis, mas a Samantha nem nos deixou começar.

- Podem parar por aí, vocês não vão simplesmente colocar uma cama num cômodo de qualquer jeito! – A Samantha nos olhava como se fôssemos loucos.

- Pronto, ela já vai querer decorar. – O Heitor bufou. – Minha deusa, é só descer a cama e subir o sofá, é temporário.

- Não é porque é temporário que pode ser de qualquer jeito. – A Samantha corrigiu o marido. – Olha só, Nando, vamos transformar isso aqui num quarto confortável bem depressa, a Mel merece cuidado. E nós não vamos desmontar o quarto. Eu vou ligar pra loja e comprar uma cama. Vamos transformar em um quarto temporário que vai fazer a Mel se sentir bem e feliz.

Eu estava ali para aceitar todas as idéias que fossem fazer bem para a minha esposa, ela realmente merecia que tudo fosse especial. A Samantha, como sempre, deu um jeito em tudo e no início da noite, nós já tínhamos um quarto lindo e confortável no andar de baixo. E quando a Melissa viu ela se emocionou, o que me deixou feliz por ter a Samantha para abrir meus olhos.

Mas eu tinha uma legião de amigos especiais e enquanto nós cuidávamos do quarto as garotas planejavam a logística de tudo e dividiam entre si horários para que a Mel nunca ficasse sozinha e as obrigações de cada coisa. Elas estavam todas grávidas, mas mesmo assim criaram uma força tarefa para nos ajudar a passar por aquele momento. As semanas seguintes não seriam as mais fáceis, mas seriam especiais.

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: Chefe irresistível: sucumbindo ao seu toque