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Chefe irresistível: sucumbindo ao seu toque romance Capítulo 1346

“Rúbia”

Quando o Rafael me disse que iria ao hospital eu imediatamente pedi para ir com ele e liguei para a secretária do médico que a Hana me indicou. Para a minha sorte, depois de ouvir que eu era amiga da Hana, ela me encaixou para uma consulta naquela tarde. Eu tinha decidido ficar, tinha decidido deixar o medo de lado e confiar no Rubens, no que ele dizia sentir por mim. Todo mundo me dizia que eu tinha que ficar, então eu comecei a achar que estavam todos certos e por isso eu comecei a pensar que talvez fosse hora de colocar uma antiga idéia em prática.

Claro, o Rubens e eu ainda tínhamos questões a resolver e ele ainda não tinha me contado a história dele, ou melhor, a história do divórcio dele, porque no sábado, com a confusão com o Rafael, não deu tempo, já que nós fomos para o bar e passamos a noite lá de olho em tudo e o fim de semana não foi diferente, porque o Rafael nos pediu para ajudá-lo, pois ele se afastaria do bar por uns dias.

De qualquer forma, mesmo estando com medo eu ficaria e confiaria nele. Até porque eu estava completamente apaixonada por ele e contra isso não dava pra lutar. Mas eu precisava saber o que tinha acontecido com ele, o que tinha sido tão ruim assim que ele nem tocava no assunto.

- Oi, fofinho! – Quando chegamos, eu fui direto até ele e o abracei. Ele pareceu surpreso ao me ver ali.

- Lorão, porque você não ficou quietinha em casa com a ferinha e o gracinha? Pra quê vir pra cá, justamente hoje? – Ele me olhou com aquele jeito preocupado que eu achava tão bonitinho.

- Porque eu tenho uma consulta daqui a pouco e é aqui no hospital. – Eu respondi com os braços em torno do pescoço dele.

- O que foi? Você está se sentindo mal? Se machucou? Está sentindo dor? – Ele se preocupou, me fazendo rir. Ele era tão fofo!

- Não, fofinho, é só um checkup. Que tal você me acompanhar e deixar o Rafa aí cuidando da Nana? – Eu pedi e ele deu um grande sorriso pra mim.

- Com muito prazer, lorão! Você cuida da pequena, chefe?

- Eu sempre cuido, Rubens! – O Rafael estava olhando para a Hana como se nada mais no mundo importasse.

Nós caminhamos abraçados até o elevador, enquanto ele me contava o que tinha acontecido, desde o encontro com a mãe da Hana naquela manhã. Eu me perguntava como aquela mulher poderia ser assim tão cruel com a própria filha.

- Essa mãe da Hana é uma pessoa horrorosa! Como pode fazer esse tipo de coisa com a própria filha? – Eu ficava indignada com as coisas que aquela mulher fazia com a Hana. Logo a hana que era uma pessoa tão boa.

- Acredite, lorão, tem gente que tem a maldade entranhada no coração. – Ele comentou e apertou o botão do elevador.

- Você conhece outras mulheres como a Suzy? – Eu perguntei meio distraída.

- Pelo menos mais uma eu conheço, mas felizmente ela não teve filhos para maltratar. – Ele respirou fundo. – Minha ex mulher talvez seja até pior do que a mãe da Hana.

- Isso é possível? – Eu perguntei e ele me olhou por um momento.

- Eu não achava que alguém podia ser como ela, até que eu vi e ouvi. O pior foi que eu vivi anos enganado. Mas isso é passado. – Ele deu um beijo no meu rosto e sussurrou no meu ouvido. – Você é o meu presente e o meu futuro.

- Tem certeza disso? – Eu perguntei com um sorriso.

- Absoluta! – Ele me virou e me dei um beijo na boca. – Te esperei por muito tempo, lorão! Em casa eu te conto sobre a minha ex mulher. Não vai passar de hoje, tá bom?

- Tá bom!

Nós saímos do elevador e caminhamos até o consultório abraçados e quando entramos a secretária abriu um sorriso simpático.

- Rubens! Que bom vẽ-lo de novo por aqui. Acompanhando mais uma amiga para a consulta? – A secretária do médico estava cheinha de sorrisos para o meu fofinho e ele foi simpático demais com ela, mas o que me chamou a atenção foi ela dizer “outra amiga”.

- Com quem você veio aqui? – Eu perguntei e o encarei.

- Coma Hana, lorão! Com quem mais seria? – Ele sorriu e se virou para a secretária. – Não, hoje eu trouxe a minha namorada. – Ele sorriu e eu gostei dele avisar que eu era a namorada.

- Então esta é a sua namorada, Rubens? – O médico perguntou e o Rubens sorriu parecendo orgulhoso.

- É sim, Dr. Molina. – Ele respondeu satisfeito.

- Muito prazer, Rúbia! – O médico me cumprimentou com um aperto de mão e um sorriso acolhedor. – Sentem-se. Imagino que o Rafael esteja com a Hana.

- É, está! Com aqueles quatro aqui no hospital, ele não fica tranquilo. – O Rubens respondeu.

- Eu entendo, mas estamos todos de olho! Agora vamos a você, Rúbia. O que posso fazer por você? – O médico tornou a sorrir pra mim.

- Dr. Molina, eu vou fazer quarenta anos. Nunca me casei e não tenho filhos. Vim passar umas férias aqui no país e olha só, acabei encontrando o homem da minha vida. – Eu comecei a falar e o sorriso do médico foi ficando maior.

- Mas isso é maravilhoso! A vida apronta cada uma com a gente, não é, Rúbia? Eu estou casado pela segunda vez, agora com a mulher da minha vida, uma que estave perto de mim a vida toda e eu só me dei conta de que era ela há poucos anos. – Ele contou com um grande sorriso e me mostrou a foto.

- Vocês formam um lindo casal. – Eu comentei e ele ficou tão orgulhoso quanto o meu fofinho.

- Obrigado. E nós somos muito felizes! Então, Rúbia, sua viagem de férias virou uma mudança?

- É o que parece. – Eu dei uma olhadinha para o fofinho que estava revirando os olhos.

- Você não volta pra Austrália de jeito nenhum, lorão! Já te falei isso! – Ele me lembrou e eu adorava quando ele falava comigo daquele jeito, sem me dar opção de fugir dele.

- Então, sim, doutor, vim passar férias e decidi ficar. Mas eu também tomei outra decisão e por causa da minha idade eu não quero adiar mais. Sabe como é, nós mulheres temos um relógio biológico contra nós.

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