"Rubens"
Eu levei a minha lorão pra casa depois da pequena reunião em família que o Rafael fez, mas durante o percurso eu fiquei pensando em como as coisas tinham mudado muito rápido na minha vida em muito pouco tempo e eu sabia que na dela também.
E talvez pudesse mudar mais, pois nós estávamos naquele processo de congelamento de material para decidir se teríamos um filho ou não. Sendo bem sincero, ver o Rafael tão empolgado com a gravidez da Hana, fazendo planos para o bebê, estava me levando a querer cada vez mais um filho com a minha lorão.
No entanto, ainda havia uma coisa entre nós, algo que ela precisava saber, ela tinha o direito de saber, e que eu ainda não tinha contado porque eu estava sobrecarregado com tudo o que vinha acontecendo. Eu andava tão estressado com toda a tensão do trabalho e a preocupação com a Hana e a Giovana, os riscos que elas estavam correndo, e ainda acumulando a função de substituir o Rafael no bar, que simplesmente aquela coisa ficou esquecida.
Mas talvez hoje fosse um bom dia para contar e virar de vez essa página. Então, depois de tomar um banho, eu a chamei para coversar.
- O que foi, fofinho? Você precisa de uma massagem? Você anda tão tenso! Você precisa de umas férias! - A Rúbia se sentou ao meu lado no sofcá da sala.
- Eu vou tirar férias durante a licença maternidade da Hana. - Eu sorri e a puxei mais para perto. - Lorão, eu quero falar com você, te contar algo que eu já deveria ter contado há muito tempo.
- Tem certeza que quer conversar? - Ela saqiu do meu abraço e se ajoelhou no sofá de frente para mim. - Eu tinha pensado em te fazer uma massagem, com aquele óleo que você adora que esquenta, aquele que tem cheirinho de maçã do amor...
- Lorão, assim fica difícil resistir! - Eu sorri e a segurei pela cintura enquanto ela montava em mim, usando só aquela fina camisola branca. - Mas eu quero te falar uma coisa primeiro, depois eu quero essa massagem.
- E o que é tão importante assim? - Ela perguntou e se abaixou para beijar o meu pescoço, deslizando as mãos pelo meu torso nu.
- Rúbia, Rúbia, assim fica difícil você me desconcentra!
- Ai, fofinho não tenho culpa se você é assim todo gostoso e resolve conversar comigo alguma coisa que parece importante usando só uma cueca! - Ela reclamou e suas mãos já estavam puxando o elástico da minha cueca.
- Lorão, foca nos meus olhos! - Eu segurei o queixo dela e ergui a sua cabeça.
- Sabe como eu me sinto, Rubens? Como a criança que não pode comer o doce antes da refeição, mas ele está bem ali na frente dela! - Ela estava impaciente e me fez rir.
- Eu pensei que eu fosse uma refeição completa? - Eu brinquei e ela riu.
- Daquelas que tem entrada, prato principal e sobremesa! - Ela deslizou as pontas dos dedos pelo meu corpo e seus olhos seguiram os seus dedos.
- Rúbia, olha nos meus olhos! - Eu a lembrei e ela suspirou e me encarou.
- Fala, fofinho, eu vou prestar atenção. - Ela cruzou os braços e eu ri. - Mas seja rápido, esses hormônios que eu estou tomando por causa do negócio do congelamento dos óvulos estão me fazendo subir pelas paredes.
- Sei, como se você já não subisse pelas paredes antes! - Eu ri. - Lorão, não se faça de inocente porque você é fogo puro com ou sem hormônios.
- É, meu amor, eu nao sou boba, tenho um homem gato e gostoso em casa, aproveito mesmo!
- E eu adoro que você aproveite! - Eu dei um beijo rápido nela. - Mas eu quero te contar sobre o meu divórcio.
- Ah, hora de tirar o esqueleto do armário! - Ela me encarou. - Tem certeza que quer falar sobre isso? Aconteceu tanta coisa e eu cheguei a conclusão que seu passado está morto e enterrado. E se você não gosta de falar disso é porque te faz mal, eu não quero que você tenha que reviver isso.
- Foi muito doloroso, mas é passado e como você disse, está na hora de tirar esse esqueleto do armário e enterrá-lo de vez. Eu quero te contar!
- Muito bem, eu estou te ouvindo. Mas eu acho muito difícil que a sua história supere a minha. - Ela falou em tom jocoso, mas eu duvidava que ela continuasse pensando assim no final da minha história.
- Eu fui casado por dez anos, e a minha ex esposa não queria filhos, no início eu entendi, ela tinha vinte e cinco anos quando nos casamos, era muito jovem e queria crescer na empresa onde trabalhava. Ela trabalhava em um excelente lugar. Mas os anos foram passando, eu comecei a insistir e sempre que eu tocava no assunto era uma briga, então eu cheguei a conclusão de que ela não queria filhos e parei de insistir.
- Que cachorra! Mas isso não se faz!
- Eu fiquei louco, quebrei a casa inteira. Eu a procurei em todos os lugares que eu imaginei que ela poderia e estar, inclusive no trabalho e descobri que ela tinha sido demitida. Uma semana depois ela foi presa em flagrante, ela havia ajudado a filha do amante a sequestrar o filhinho do dono da empresa. O garotinho foi encontrado acorrentado a uma mesa na cozinha da casa que elas usaram de cativeiro. Um garotinho de quatro anos.
- Meu deus, que horror! - A Rúbia levou a mão a boca.
- Quando ela foi presa, me ligaram, eu ainda era o marido, ainda não tinha assinado o divórcio. Aliás, como o mundo é pequeno, quem a prendeu foi o Flávio Moreno, foi depois desse caso que ele veio para Porto Paraíso. Mas então eu fui até a delegacia, eu queria falar com ela, saber do porque de tudo aquilo, confrontá-la. Eu achei que merecia respostas, uma última conversa olho no olho.
- E o que ela disse?
- Ela não quis me ver.
- E ela ainda está presa?
- Sim e foi condenada há muitos anos, por vários crimes. E isso é tudo o que eu sei dela. - Eu respirei fundo, me lembrando de dias muito difíceis. - Eu me senti humilhado, sem valor, indigno. E eu não enlouqueci graças ao Rafael e ao Anderson, eles me mantiveram são, eles estiveram comigo o tempo todo. O Rafael garantiu o meu trabalho, o meu salário, tudo o que eu precisei por semanas, porque eu me afundei em tristeza e bebedeira. E foram aqueles dois que entraram na minha casa e me puxaram de volta do abismo. Foram eles que me fizeram entender que não valia a pena sofrer por aquela mulher.
- Que bom que você teve os dois para te dar esse apoio.
- Sim, foi muito importante. E aí eu decidi esquecer que ela existe. Eu assinei o divórcio, vendi a casa, comprei esse apartamento e recomecei. Por isso não falo nela, ela não é nada pra mim, eu não penso nela, é como se esse período da minha vida não existisse.
- Então, nesse momento nós colocamos a pá de cal sobre esse esqueleto e o enterramos no esdquecimento. - A Rúbia me deu um beijo. - Nunca mais nós vamos tocar nesse assunto. - Ela me deu outro beijo. - A sua única mulher sou eu. - Mais um beijo. - E agora a sua mulher quer que você faça amor com ela. - Ela tirou a camisola e jogou no chão.
- Manda quem pode e obedece quem tem juízo! No caso você manda, minha lorão, e eu te obedeço em tudo! - Eu a deitei sobre o sofá, feliz por ter tirado aquele assunto do meio de nós dois e mais feliz ainda por ter essa mulher na minha vida, porque ela sim valia cada gota do meu sangue, merecia a minha confiança, o meu respeito e o meu amor!

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Chefe irresistível: sucumbindo ao seu toque
O nome do doutor Molina mudou por que?...
Que lindo esse livro. Estou aqui chorando novamente. Muito emocionante...
Amei saber que terá o livro 2. 😍...
Que livro lindo e perfeito. Estou amando e totalmente viciada nesse livro. Eu choro, dou risadas, grito. Parabéns autora, é perfeito esse livro 😍...
Está sempre a dar erro. Não desbloqueia os capitulos e ainda retira as moedas.😤...
Infelizmente são mais as vezes que dá erro, que outra coisa......