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Chefe irresistível: sucumbindo ao seu toque romance Capítulo 1450

"Hana"

Meu tio achou melhor ligar para o advogado para que ele nos acompanhasse até o banco, para o caso de precisar resolver alguma formalidade legal. A tia Luana precisava voltar para casa e não poderia nos acompanhar, mas o Rafael e o Rubens iriam conosco. O advogado marcou de nos encontrar no banco e uma hora depois estávamos diante do gerente explicando a situação.

- Srta. Hana Saito... Saito... sobrenome incomum... me lembra alguma coisa... - Ele pensou por um momento e como se abandonasse a idéia se virou para mim outra vez. - Olha, se o cofre estiver em nome de um falecido, você precisará de autorização judicial, já que o inventário ainda é discutido judicialmente. Tem certeza de que o cofre está no nome do seu pai? - O gerente me encarou com os olhos gentis.

- Imagino que sim, afinal foi ele quem alugou. - Eu o encarei.

- Veja, se ele teve tanto trabalho para esconder a existência desse cofre, ele pode ter alugado no nome de outra pessoa, o que seria possível com uma procuração apenas. - O gerente explicou. - Vamos conferir! Quais os dados de cofre que você possui, por favor? - O gerente perguntou e eu informei a ele os dados. Ele verificou no computador e sorriu. - Ah, é bem mais fácil do que estávamos pensando.

- Ai, meu deus, não é possível que ele colocou esse cofre no nome dela! - Eu afundei na cadeira, porque o meu pai acreditava na Suzy, ou pelo menos eu achava que acreditava.

- O seu pai alugou o cofre conosco e, de acordo com o registro, ele esteve aqui poucas vezes, mas da última, ele transferiu o cofre para o seu nome e deixou um fundo de investimento em seu nome também que cobre as taxas anuais. Aliás, é um belo investimento e é bom que você veja. E quanto ao cofre, já que você tem a chave e os dados, nós apenas vamos precisar do seu documento de identificação. - O gerente tinha um sorriso satisfeito pra mim.

- É sério? Eu tenho um cofre e fundos de investimento que eu nunca soube? - Eu estava sentindo totalmente perdida naquele momento.

- É um belo patrimônio, senhorita! Seu pai se preocupou com a sua segurança financeira e o dinheiro rendeu muito bem todos esses anos. - O gerente sorriu.

- Quando foi a última vez que ele esteve aqui? - Eu perguntei, querendo que todas as coisas fizessem sentido na minha cabeça.

- De acordo com os registros do banco e com essa certidão de óbito, exatamente um dia antes de morrer. - O Gerente franziu as sobrancelhas e falou sem nem perceber: - Parece que ele pressentiu a morte!

Quando percebeu o que havia dito, ele se apressou em se desculpar, mas a verdade é que ele tinha razão, eu sabia disso e senti o sangue martelendo em meus ouvidos, a minha visão ficar turva e o ar me faltar. Se eu não estivesse sentada, eu teria caído, porque as minhas pernas estavam bambas.

- Calma, Hana! - Eu ouvi a voz do Rafael, baixa e segura. Senti o aperto dele em minha mão e a sua outra mão deslizando em minhas costas.

- Me desculpem! - Eu ouvi o gerente se desculpando, sem graça, como se estivesse muito distante.

- Pode ficar com essas coisas, tio, eu só quero a carta e nem sei se vou conseguir ler. - Eu respondi.

- Não querida, isso é seu! E se você ainda não souber o que fazer, deixa no cofre e quando decidir busca. - Meu tio sugeriu.

Eu olhei para todos aqueles itens e para a carta queimando em minhas mãos. Então eu decidi abrir e ler. Era apenas uma página, nada mais. Estava com a caligrafia do meu pai. Eu limpei a garganta e comecei a ler em voz alta:

- "Hana, minha pequena flor de cerejeira, se você chegou a esta carta é porque eu não pude vê-la crescer, mas acredite que o tempo em que tive você em minha vida foi o meu melhor tempo de vida." - Com essas poucas palavras eu senti a garganta falhar e o choro que escapou de mim foi incontrolável.

- Ele escolheu o seu nome justamente porque significa flor. - Meu tio também não escondia a emoção quando segurou a minha mão. Ele também não conseguiria ler pra mim.

Eu olhei em volta da sala, o advogado olhava atentamente as pastas e eu podia ver que sua mente estava nas questões jurídicas daquela descoberta. Eu olhei para o Rafael e ele estava preocupado demais comigo e eu sabia que ele pararia de de ler segundo em segundo para me consolar. Além do mais, tinha alguém ali que significava muito e era muito próximo de um pai para mim.

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