"Rafael"
Eu estava muito mais tranquilo agora que a Hana havia conversado com o Nelson. Ela me garantiu que estava tranquila e ansiosa para marcarmos a data do casamento, mas eu decidi esperar uns dias para ter certeza de que ela não teria nenhuma dúvida ou precisaria falar com o Nelson outra vez antes disso. Eu também queria conversar com ele e ter certeza de que ele falou tudo e agora eu estava saindo da sala dele ansioso para marcar uma data para me casar com a minha doida. Mas eu também estava ansioso por outra coisa.
- É aqui que trabalha a noiva mais linda e amada do mundo? - Eu brinquei quando cheguei a mesa dela.
- Essa sou eu! - Ela sorriu e se levantou para me dar um beijo. - E então, como foi com o Nelson?
- Muito bem! - Eu respondi e dei ouro beijo nela. - Podemos marcar a nossa data.
- Finalmente! - Ela me olhou desconfiada por um momento. - Você não vai querer falar com a minha psicóloga não, né?! - Eu dei uma gargalhada.
- Está com medo que eu dê uma olhadinha dentro da sua cabeça, minha doida?
- Eu prefiro que você não olhe! - Ela respondeu rindo.
- Minha flor, eu já sei que você é doida, foi por isso que eu me apaixonei por você! So não me diz que dentro dessa cabecinha tem nudes que não sejam meus. - Eu brinquei e ela deu uma risada gostosa de ouvir.
- Talvez um ou dois daquele ator que faz o pai na série de coisas sobrenaturais que a Gi gosta de ver. O do Thor eu deletei depois que associei o Sr. Geraldo ao personagem. - Ela brincou e me fez rir.
- Acho que eu preciso conversar com a Arlete e pedir uns favores.
- Não destrói os nudes dos gatos na minha cabeça! Eu preciso de um para quando ficar brava com você!
- Você não fica brava comigo.
- Mas vai que eu fique! - Ela abriu bem aqueles olhinhos puxados.
- Vou me certificar de que não aconteça. - Eu dei mais um beijo nela. - E então, pronta para a consulta? Eu estou ansioso para saber como está o nosso bebê!
- Eu estou prontíssima! Vamos! Vai com a gente, Brutamontes?
- Hoje não, pequena. Vou encontrar a minha lorão na lanchonete e nós vamos tomar um café enquanto vocês dão oi para o meu sobrinho. Depois você me conta tudo!
- Por que a Rúbia não subiu com você?
- Sei lá, ela teve uma vontade repentina de comer aquele sanduíche frio de frango que eles fazem aqui. Vamos? - Eu chamei e nós e o Rubens caminhamos até o elevador.
- Ela tem que abrir logo esse estúdio, está ficando estressada demais por ter tempo livre em excesso. - O Rubens comentou. - A peguei assaltando a geladeira de madrugada e acabei tendo que fazer macarrão com atum às duas da manhã porque ela não conseguia dormir.
- Ela ainda não perdeu essa mania de alimentar o estresse com calorias? É assim desde adolescente. - Eu me lembrei e ri.
A Hana e eu descemos no andar do Dr. Molina, eu estava como uma criança esperando pelo natal, louco para saber do meu filho e ver o ultrassom. O primeiro ultrassom, o que a Hana usou para contar da gravidez, só tinha sido feito para verificar se estava tudo bem com o bebê, foi no dia que o Frederico invadiu o local de trabalho dela e ela caiu. Mas agora seria o ultrassom oficial, regulamentar e eu estava ansioso. E eu tinha uma surpresa para ela e esperava que ela gostasse.
O médico sorriu e seguiu falando sobre o bebê e como estavam os exames da Hana e foi seguindo a consulta. Eu achei estranho que a Giovana estava muito quieta e sem fazer perguntas, esse não era muito o jeito dela.
- Bom, agora é a hora que os pais mais gostam! E pela qual a irmã mais velha está tão ansiosa! - O Dr. Molina sorriu e se levantou.
- Ultrassom! - A Giovana ficou de pé num pulo e comemorou com as mãos pra cima, fazendo o médico rir.
- É isso aí! - Ele respondeu e chamou uma enfermeira que ajudou a Hana a se deitar na cama de exames e a preparou.
O médico começou o exame em silêncio, observando atentamente. Eu estava inquieto, porque ele estava demorando demais para falar qualquer coisa, mas então, quando eu já estava a ponto de perguntar se estava tudo bem, ele sorriu e olhou para a Giovana, que estava pendurada no ombro dele, olhando a tela de ultrassom com muita atenção.
- Você sabe que nós ainda não conseguimos ver o sexo, não é, Giovana? - Ele perguntou e ela fez que sim. - Mas podemos ouvir o coração. Você quer?
Os olhos da Giovana brilharam.
- Gostei de você, doutor! Um coroa gatíssimo, super perfumado e ainda por cima realiza desejos! - A Giovana encarou o médico, que deu uma gargalhada.
Mas se ele conhecesse a Giovana, não teria rido, ela tinha ficado calada uma boa parte da consulta, mas agora que começou a falar, seria dali pra pior.
- Ah, querida, hoje eu ganhei o meu dia com esse elogio! - Ele respondeu simpático. - Então preste atenção e me diz se consegue contar as batidas.
No segundo seguinte as batidas muito aceleradas ecoaram pela sala. As lágrimas saltaram dos meus olhos e eu dei um beijo na Hana, que também estava emocionada, mas quando eu olhei para a Giovana, que eu achei que estaria em festa, ela olhava para o médico parecendo preocupada.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Chefe irresistível: sucumbindo ao seu toque
O nome do doutor Molina mudou por que?...
Que lindo esse livro. Estou aqui chorando novamente. Muito emocionante...
Amei saber que terá o livro 2. 😍...
Que livro lindo e perfeito. Estou amando e totalmente viciada nesse livro. Eu choro, dou risadas, grito. Parabéns autora, é perfeito esse livro 😍...
Está sempre a dar erro. Não desbloqueia os capitulos e ainda retira as moedas.😤...
Infelizmente são mais as vezes que dá erro, que outra coisa......