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Chefe irresistível: sucumbindo ao seu toque romance Capítulo 1455

"Hana"

Já tinha se passado uma semana desde o ultrassom e o casamento estava marcado para a semana seguinte. A Melissa, apesar de estar no hospital, estava participando de tudo e me ajudando a organizar cada detalhe. E como ela não podia ir comigo aos lugares e nem poderia estar no casamento, ela encarregou a Adèle de representá-la e me proporcionar o dia dos meus sonhos. Mas a verdade é que eu nem sabia com o que eu sonhava para o meu casamento, tendo o Rafael, o resto era só detalhe.

Mas além do casamento, o Rafael e eu estávamos visitando as casas no condomínio. Só faltava uma para ver, eu não sabia porque ela tinha ficado por último, ela era a mais próxima da praça do condomínio, todas as outras ficavam mais adiante. Fato é que eu ainda não tinha sentido que tinha encontrado o nosso lugar, talvez o condomínio não tivesse algo que combinasse conosco.

Nós paramos em frente a uma casa charmosa, dois andares, estilo colonial, grandes janelas de vidro e portas largas. Uma cerquinha fofa de tijolinhos e gradil preto por onde se viam as flores coloridas ao redor de toda a cerca. Aquela casa tinha uma vida que eu não tinha visto nas outras. Nós passamos pelo portão e todo o piso do pátio era de uma pedra clara, quase do mesmo tom de bege das paredes, o que fazia destacar as muitas flores coloridas que estavam por todos os lados em grandes vasos ou pequenos canteiros. Eu percebi no segundo andar um terraço grande e mais flores pintando o cenário. Toda aquela cor e ao mesmo tempo a luz que a casa refletia era como se refletisse como eu me sentia, feliz, tranquila, florescendo o tempo todo.

- É essa! - Eu sibilei e o Rafael se aproximou.

- O que disse, minha doida?

- É essa, psicogato! A nossa casa! - Eu respondi empolgada.

- Mas nós ainda não a vimos por dentro. - Ele questionou.

- Eu não preciso ver, eu sei que é essa. - Quando eu me virei para ele havia em seu rosto aquele enorme sorriso lindo de quem sabia exatamente o que eu queria. Eu estreitei os meus olhos para ele. - Você sabia que seria essa!

- Eu pressentia. Ela combina com você, tão cheia de vida e de energia, vibrante, apaixonante, completamente inesperada no meio das outras muito modernas e extremamente brancas. E ela vai se revelando aos poucos, olha, em frente ao portão, não se vê o terraço, nem aquela árvore enorem na lateral. - Ele respondeu empolgado. - Eu também acho que é essa, eu vi as fotos da imobiliária, mas eu quero ver por dentro.

- Eu também quero! - Eu respondi animada.

- Acho que vocês não precisam de mim para ver essa casa. - O corretor sorriu. - Ela realmente fala por si.

- Podemos vê-la sozinhos? - Eu perguntei empolgada.

- Sim, geralmente eu gosto de vender meu produto, mas o seu sorriso pra essa casa me diz que vocês vão escolhê-la. Acho que a experiência de vê-la pela primeira vez será mais especial se for compartilhada sem um corretor chato falando sobre as maravilhas dela. - Ele riu. - Como eu disse, essa casa fala por si! vou estar no carro, é só me chamar, Rafael!

- Obrigado! - O Rafael pegou as chaves das mãos do corretor e me olhou. - Pronta?

Eu fiz que sim e nós fomos até a porta da frente e giramos juntos a chave e a maçaneta, empurrando a porta e revelando uma sala enorme com piso de madeira em tom mel. Havia muita luz entrando por todas as janelas. A casa era muito linda, tinha cinco suítes no segundo andar e todas tinham portas de acesso ao terraço. No terraço também tinha uma escada externa larga que levava até a parte de trás da casa, onde havia grama, mais flores e uma piscina com escada em todo um lado e era muito azul. Nós voltamos para dentro e entramos na suíte principal, onde seria o nosso quarto.

- Não vejo a hora de te foder gostoso contra essa porta, minha doida! - O Rafael sorriu e eu também estava ansiosa.

- Vamos assinar logo esse contrato de compra, psicogato.

- Acho que temos tempo pra uma rapidinha! - Ele sorriu e beijou o meu pescoço.

- Como se eu não soubesse como são as suas rapidinhas que se desdobram em vários lugares. - Eu ri. - Não dá tempo, psicogato, eu marquei com o Flávio e o advogado!

- Mas que mistério é esse que você está fazendo com o Flávio e o advogado? - Ele me encarou curioso, desde que eu marquei essa reunião que ele estava querendo saber o que eu estava tramando.

- Você vai saber, junto com todo mundo. - Eu avisei.

- Ah, pai, foi uma coisa muito especial e...

- E é melhor você não saber, Rafael! - O Anderson interveio antes que a Giovana falasse demais.

- Aprende, psicogato, não pergunta! - Eu dei um aperto na mão dele. - Dr. Romeu, vamos começar.

- Claro. Aqui estão, os três fundos de investimento que você pediu que eu criasse. - Ele me entregou as pastas. - Estão com os nomes.

- Obrigada, Dr. Romeu. - Eu peguei as pastas e dei uma olhada, eu estava satisfeita. - Flávio, você já sabe o que havia no cofre do meu pai e sabe que havia uma grande quantia em moeda estrangeira, um dinheiro que eu não precisava, então eu decidi dividir em três partes e criar três fundos. Uma parte eu destinei a quem fez um bem para mim talvez sem nem saber, mas que eu soube que tem um bom coração e que quer uma vida melhor. Aqui, eu sei que o William ainda está preso, mas sei que você já está providenciando para que ele seja acolhido pela instituição do Ricardo e da Anabel. Mas se não fosse por ele entregar todo o plano daqueles bandidos, sabe-se lá o que o Frederico teria conseguido fazer contra nós. Isso é para que ele recomece e seja feliz, como eu estou e em parte graças a ele.

- Você está apadrinhando o Pão com ovo? - O Flávio me olhou com um sorriso surgindo em seu rosto e pegou a pasta das minhas mãos. - Hana, isso é um belo presente, ele pode recomeçar a vida muito bem com esse dinheiro.

- Que bom! Flávio, o bem que ele me fez não tem preço, mas essa é uma forma de agradecê-lo por ter se colocado em risco para me ajudar.

- Tenho certeza de que ele vai fazer muito bom uso, Hana! Cá pra nós, o Pãozinho merece. Quer dizer, agora ele já é Will! - O Flávio sorriu. - Obrigado pela sua generosidade.

- Flávio, o mais generoso aqui foi você! Você cumpre o dever todos os dias e nem precisava. Você se coloca em risco por pessoas que você nem conhece, você faz o seu melhor. Eu vou ser sempre grata! E eu prometo me comportar, mas não posso dizer nada pelos meus filhos, porque você já viu como é a irmã. - Eu brinquei e nós começamos a rir.

Nós conversamos por mais um tempo antes do Flávio e o advogado irem embora. Eu tinha mais dois presentes para entregar, mas isso seria muito pessoal e muito especial.

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