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Chefe irresistível: sucumbindo ao seu toque romance Capítulo 986

“Irina”

Como a vida era injusta, eu acabei indo parar no lugar que eu mais temi a minha vida inteira. Nos primeiros dias, com o dinheiro que eu peguei de volta do Lucas, eu até consegui me virar, pensei que ia conseguir minha casa e minhas coisas de volta antes que o dinheiro acabasse, mas não foi o que aconteceu.

O Advogado tirou todas as minhas esperanças de reaver tudo o que era meu e eu precisei me virar. E como é que uma mulher se vira naquele lugar? Vendendo o corpo. Então eu assumi a “Roxane Pantera” e fui ganhar a vida. Mas agora eu estava aqui, presa, em frente ao mesmo delegado que prendeu a minha filha. Nossa, eu não via a Ilana há tempos, só que eu tinha ainda mais horror da cadeia do que da vida de prostituta.

Mas esse delegado estava louco se achava que eu ia abrir a minha boca. Eu nem sabia quem era Vanessa.

- Abaixa a voz, Irina, ou eu vou anotar um desacato na sua ficha também. – O delegado falou em tom de aviso.

- Ah, anota o que quiser! Mas eu não conheço nenhuma Vanessa. – Eu respondi.

- Mas a sua filha garante que você conhece e que foi assim que ela conheceu a Viviane, porque você é amiga da mãe dela. – O delegado explicou.

- Mas a mãe da Viviane é a Valéria. – Eu olhei para ele sem entender.

- Não me enrola, Irina. – O delegado me encarou.

- Gente, mas eu não estou te enrolando. O nome da mãe da Viviane é Valéria. – Eu insisti, aquele delegado estava muito confuso. – E sim, a Valéria eu conheço desde que nasci.

O delegado me encarou e saiu da sala. Eu fiquei sentada ali esperando o que pareceu uma eternidade, até que ele voltou.

- Aqui, D. Irina, a sua amiga se chama Vanessa, já tem alguns anos, desde que ela estava grávida, pois o companheiro a agredia. – Ele colocou uma folha de papel em minha frente onde constava que a Valéria havia trocado o nome e o sobrenome.

- Mas eu nunca soube disso. Por isso que ele nunca conseguiu encontrá-la. – Eu exclamei surpresa.

Eu fiquei olhando aquele papel e me lembrando de outros tempos. Aquele homem sempre me dava dinheiro para contar para ele onde a Valéria estava com a menina, mas quando ele chegava no lugar onde ela estava morando ela já tinha desaparecido e ninguém nunca sabia informar nada sobre ela.

Aí eu levava um tempo para encontrá-la de novo, mas para a minha sorte ela sempre gostou de mim e sempre me ligava e contava onde morava, eu ia visitá-la passava uns dias na casa dela e quando eu me cansava a entregava para o ex. Ele havia me prometido que se colocasse as mãos nela, me levaria para morar com eles e me sustentaria também, mas a Valéria dificultou tanto. Pena que agora ele estava morto, porque ele me tiraria daquele sobe e desce por essa informação.

- E esse sorrisinho, Irina? Lembrou de alguma coisa? – O delegado me perguntou e eu olhei para ele impaciente.

- Nada que seja da sua conta. – Eu respondi.

- Muito bem, então vamos falar da morte da Antônia? – Ele perguntou.

- Não, obrigada! – Eu olhei para ele com desdém.

- Tudo bem! Renatinha leva pra cela e vai buscar a Vanessa. – Ele chamou uma policial e eu olhei para ele intrigada.

- Ela está aqui? A Valéria está aqui? – Eu quis saber, mas ele apenas deu um meio sorriso enigmático. – Aquela traidora! Ainda bem que eu a traí primeiro. Pode contar pra ela, delegado, era eu que a entregava para o ex. Toda vez que ela sumia ele me dava dinheiro para contar onde ela estava com a criança.

- Não, Irina, isso foi gravado pela câmera escondida que tinha no quarto. O Leonel vigiava a esposa e tinha colocado uma câmera lá. Pegar o vídeo foi fácil, pois ficava gravado num cartão de memória dentro da câmera. – A Valéria contou. – Eu sabia que mais cedo ou mais tarde eu ia precisar disso.

- Sua... sua estúpida! Você não vê que vai ser presa comigo? Idiota? Você nos mandou para a cadeia. – Eu gritei e tentei me levantar, mas a algema me puxou de volta.

- É, Irina, eu mandei, não teria feito isso se você não tivesse contado que me entregava para aquele estúpido. Mas quer saber? Eu estou me sentindo aliviada. A D. Antônia não merecia aquilo. E também, eu pelo menos tenho uma filha que vai me visitar na cadeia. Ah, é, eu esqueci, a sua filha já está lá esperando por você. – A Valéria falou com escárnio.

- Com licença, delegado, eu sou o advogado da Sra. Vanessa Silva. – Um advogado bem vestido entrou na sala.

- Ah, claro, minha filha vai pagar um advogado para me tirar de lá bem depressa também, Irina. – A Valéria me olhou com superioridade. Aquela empregadinha imunda!

- Renatinha, acompanha o advogado e a cliente dele até a salinha dos fundos para eles conversarem. Fica do lado de fora esperando. Agora, D. Irina, eu vou ouvir a sua versão dos fatos... ou não, se a senhora resolver ficar calada. – O delegado me encarou.

Eu estava acabada, minha vida estava acabada, mas eu não responderia nada para esse delegado. Ele tinha um vídeo, então que se danasse!

N.A.:

Meus queridos! Como vocês estão? Muito obrigada, meus lindos, por vocês estarem compreendendo meus atrasos. Na verdade o meu doentinho é o meu marido, que teve um probleminha de saúde meio complicado e precisou de cuidado e xamego. Mas hoje já está bem melhor. E vocês sabem a preocupação nos exaure e no final o cansaso é um fato. Mas agora está tudo voltando ao normal e ele está bem melhor. Obrigada pelo carinho e pelas boas vibrações. Agora me conta, além da Vanessa, quem mais se antenou aí para o nome da amiga da Irina? Irina é uma cobra? Ah não ofendamos as cobras, Irina é o mel encarnado mesmo. Mas, como dizem, a justiça tarda, mas ela não falha, meus amores. O que vai volta, então eu espero que toda essa energia boa que vocês me mandam volte em dobro pra vocês. Beijo no coração.

Ah, deixa eu abrir o meu coração aqui sobre dois capítulos, sobre a reconciliação da Ana com o Leonel e sobre a Ana e o Don falando da mãe, foram dois capítulos que eu escrivi com lágrimas nos olhos, foram muito especiais pra mim e importantes. Obrigada as meninas que compartilharam comigo como se emocionaram com eles também.

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