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Cláusula Proibida: O Amor Nunca Fez Parte Do Acordo romance Capítulo 145

Capítulo 145 — Tô Aqui com Você

Sara Olsen

Olhei ao redor do quarto amplo do apartamento do Henry e, por alguns segundos, a ficha insistiu em não cair.

Não fazia muito tempo que a minha realidade era contar cada centavo para fechar o mês, dividida entre preocupações e turnos exaustivos. Agora, eu não só estava namorando o homem mais incrível que já conheci, como estávamos morando juntos debaixo do mesmo teto.

E como se a vida não estivesse correndo rápido demais, a proposta da Victoria ainda martelava na minha cabeça com força total.

Secretária executiva do Adrian Foley.

A ideia era que eu ficasse alocada na filial fazendo a ponte direta com a sede. Eu já conhecia a rotina e o pessoal da filial por conta do meu trabalho anterior, o que me dava certa familiaridade, mas nunca na minha vida tive uma oportunidade profissional daquela magnitude.

Era um salto gigantesco sair da copa para assumir a mesa executiva do homem mais imponente da cidade. O nervosismo estava me corroendo por dentro.

Soltei um suspiro pesado em frente ao espelho do closet. Eu já tinha trocado de roupa três vezes e continuava completamente insegura.

— Henry! — chamei, ajeitando a barra do vestido bege pela centésima vez. — Como eu estou?

Henry, que estava terminando de afivelar o cinto no canto do quarto, olhou para mim sem hesitar nem por meio segundo.

— Linda, perfeita e gostosa pra caralho.

Bufei, jogando os braços para cima em pura frustração.

— Henry!! Tô pedindo uma opinião séria, caramba!

Ele riu baixo, deu passos largos na minha direção e me abraçou por trás, envolvendo a minha cintura com aqueles braços fortes e me encarando diretamente através do reflexo do espelho.

— Amor, eu estou sendo cem por cento sincero. Você ficou maravilhosa em todas as opções que vestiu. Qualquer uma que você escolher vai estar impecável.

Apoiei as minhas mãos sobre os braços dele, soltando o ar devagar.

— Eu só quero estar à altura da oportunidade que o Adrian e a Vic estão me dando, Henry. Eu não quero parecer desleixada e nem deslocada.

Ele inclinou o rosto e deixou um beijo quente e suave na curva do meu pescoço.

— Você está mais do que à altura, princesa. Acredita em mim.

Sorri de leve, sentindo o calor do carinho dele acalmar um pouco da minha ansiedade.

— Obrigada...

Henry deu um aperto carinhoso na minha cintura antes de se afastar.

— Eu vou descendo para adiantar algumas coisas. Termina de se arrumar com calma e me encontra lá embaixo no carro, tá bom?

— Tá bom — assenti.

Assim que ele saiu do quarto, encarei meu reflexo novamente e torci o nariz. Não, aquele vestido bege ainda não parecia a escolha certa.

Voltei determinada para o closet e passei os olhos pelos cabides até encontrar uma combinação que me chamou a atenção: um body preto clássico, de mangas longas e um decote sutil e elegante, acompanhado de uma saia tubinho midi preta de cintura alta com uma fenda lateral discreta. Nada que soasse vulgar, mas com um toque refinado de presença e estilo.

Vesti o conjunto, calcei os saltos e ajeitei o cabelo. Peguei o celular, tirei uma foto de corpo inteiro no espelho e mandei direto no nosso grupo.

As notificações não demoraram nem trinta segundos para pipocar na tela:

"Santo Deus, ainda bem que você é minha melhor amiga se não eu ia surtar em ver você perto do meu marido! Você ficou gata demais, Sara!" — Vic mandou na hora.

"O tipo de mulher sexy sem ser vulgar. Ficou maravilhosa, amiga, super elegante!" — veio a mensagem da Natalie.

"Vai chegar mostrando pra que veio! O loirão aprovou essa roupa aí?" — Willian perguntou logo em seguida.

Olhei mais uma vez para o espelho, lembrando das palavras do meu namorado minutos atrás.

— Ele disse com todas as letras que qualquer uma que eu escolhesse seria perfeita... Então é essa aqui — declarei em voz alta para o cômodo vazio.

Peguei a bolsa, guardei o telefone e desci pelo elevador privativo até o estacionamento.

Henry estava de costas para mim, encostado na coluna perto do carro enquanto falava ao celular. Parei a poucos passos dele, esperando em silêncio até que ele encerrasse a chamada.

Assim que desligou e guardou o aparelho no bolso do paletó, Henry virou o corpo na minha direção.

No mesmo segundo, a postura dele travou por completo. Os olhos azuis desceram devagar pelo meu decote, contornaram a curva da minha cintura marcada pelo body preto e pararam na fenda da saia que revelava parte da minha perna a cada movimento.

Ele ficou em silêncio absoluto por cinco segundos inteiros, apenas me encarando.

— Nem fodendo!! — ele soltou a frase de repente, balançando a cabeça.

Pisquei os olhos, confusa.

— Como assim? Não entendi, Henry.

Ele fechou a distância entre nós em dois passos firmes, parando bem na minha frente com uma expressão inconformada.

— Sara, nem fodendo que você vai sair na rua vestida assim!

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