Capítulo 152 — Que merda você tinha na cabeça?
Henry Reeves
— Henry, por favor… não faz isso… — ela chorava em desespero. — Eu estou te implorando, não deixa meu irmão morrer. — Ela agarrou a minha camisa e me encarou com os olhos em puro pavor.
Andrew interveio com a sua postura calma e profissional:
— Deixa comigo, Sara. Eu vou até a sala dos fundos avaliar o estado dele e acionar uma equipe médica de emergência agora mesmo.
Encarei meu amigo com ódio.
— Andrew, não!!
— Henry, não toma atitude baseada na raiva para não se arrepender. — Andrew me repreendeu. — Eu vou até lá, Sara. Não se preocupe. — ele avisou.
Sara assentiu, aliviada entre os soluços:
— Obrigada... Muito obrigada… De verdade, muito obrigada.
Andrew caminhou em passos largos até o corredor lateral para prestar os primeiros socorros ao Samuel.
Decidi ignorar o ódio em saber que o responsável por todo esse sofrimento da minha garota seria resgatado, e quis sair logo dali.
Passei um braço pelas costas da Sara e o outro por baixo dos joelhos dela, erguendo o corpo leve da minha mulher nos meus braços e a acolhendo contra o meu peito. Puxei a barra da saia dela para baixo, cobrindo o seu corpo com o máximo de cuidado.
Augustus se aproximou, com o semblante tenso.
— Henry, eu posso levar vocês direto para a emergência do hospital agora mesmo.
— Não... Hospital não... — Sara sussurrou fraca, apertando os dedos na gola da minha camisa. — Por favor, amor... Eu só quero ir embora daqui... Eu não quero ir para hospital nenhum...
Inclinei o rosto e depositei um beijo suave e demorado na têmpora dela.
— Tudo bem, minha princesa. Sem hospital.
Adrian se colocou à nossa frente, assumindo o comando com autoridade.
— É melhor vocês irem direto para a mansão comigo. A Aline, a Catharina e a Lyu estão lá.
Thomas concordou de imediato.
— Ade está certo, a Aline pode examinar a Sara com muito mais privacidade e conforto em casa.
— Perfeito — assenti, grato pela postura de todos.
— Vocês vão no meu carro, Henry — Adrian determinou, virando-se para os outros dois. — Augustus, Willian, venham pra mansão também.
Thomas olhou para nós com firmeza.
— Eu, Chen e Andrew vamos permanecer no galpão até a chegada das viaturas para garantir o isolamento da cena, a prisão do sujeito e a remoção segura do Samuel na ambulância.
Sara murmurou um agradecimento fraco aos rapazes do Sterling, que apenas assentiram com um aceno respeitoso de cabeça.


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