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Cláusula Proibida: O Amor Nunca Fez Parte Do Acordo romance Capítulo 52

Capítulo 52 — Regras de Concessão

Victoria Clark

Adrian Foley era um completo idiota. E eu? Uma idiota e meia por me deixar levar por ele com tanta facilidade, desmontando todas as minhas defesas no segundo em que aqueles olhos azuis se fixavam em mim.

— Agora eu vou ter o imenso prazer de provar para você aqui nesta cama, senhorita Clark... Que a única coisa que eu definitivamente não sou neste mundo... É gay.

Ele ditou as palavras com a voz rouca, os olhos escurecidos e totalmente carregados de um desejo que me fez queimar por dentro. Num movimento fluido e seguro, Adrian deslizou as mãos pelo meu corpo, se desfazendo do meu sutiã e da minha calcinha, me deixando completamente nua e vulnerável diante do seu olhar predador.

Ele não perdeu tempo. Adrian me puxou para o centro do colchão e o seu corpo massivo cobriu o meu, me prendendo sob o seu peso. O beijo que se seguiu foi uma tempestade de dentes, línguas e lufadas de ar arfantes.

As mãos dele mapeavam a minha pele com uma urgência possessiva, subindo pelas minhas coxas, apertando a minha cintura, como se quisesse cravar a sua assinatura em cada centímetro meu. Quando a boca dele desceu pelo meu pescoço, trilhando um caminho ardente até os meus seios, soltei o primeiro gemido audível da noite, arqueando o corpo contra o dele.

Adrian desceu ainda mais. Ele deslizou pelo meu ventre, ignorando os meus protestos fracos, e abriu as minhas pernas com delicadeza e firmeza. No segundo em que a língua dele tocou o meu centro, o meu mundo inteiro implodiu.

— Adrian… — seu nome saiu em um gemido.

— Tô aqui querida… — ele respondeu com a boca ainda em mim.

Segurei os fios de cabelo dele com força, enterrando os meus dedos ali enquanto ele me explorava com uma precisão e uma voracidade que me fizeram perder completamente a cabeça. Eu me entreguei por inteiro.

No ápice do prazer, deixei escapar livremente pelos lábios tudo o que eu estava sentindo.

— Adrian… deus, você é um verdadeiro deus… e eu sou… eu sou completamente… — parei no meio da frase quando percebi que falaria demais.

Ele subiu o corpo rapidamente, alinhando o seu quadril ao meu, e me encarando com aqueles olhos azuis que me faziam perder até o ar.

— Você o que, querida? — ele perguntou me beijando, quando nos separamos ele colou a testa na minha e pediu em um tom baixo. — Diz pra mim…

Pensei por um instante no que dizer, e o que saiu foi.

— Sua… sou completamente sua.

E ao ouvir essas minhas palavras ele se enterrou em mim em um único impulso firme e profundo. O impacto me fez soltar um grito abafado contra o ombro dele. O ritmo que se seguiu foi avassalador, urgente, uma dança de pele e suor onde nenhum de nós dois parecia disposto a recuar ou respirar.

A cada estocada profunda, Adrian me olhava fixamente nos olhos, como se quisesse ler a minha alma, nos fundindo naquele calor até que o ápice nos atingiu juntos, nos fazendo desabar nos lençóis em um espasmo demorado de puro êxtase.

Quando o sexo finalmente acabou, o quarto foi tomado pelo som das nossas respirações descompassadas. Ficamos ali agarrados por longos minutos, com os corpos suados, colados e extremamente ofegantes.

Devagar, recuperei um pouco da minha sanidade e olhei para o relógio digital na cabeceira.

— Adrian…

— Hum… — ele respondeu ainda agarrado a mim.

— Eu preciso tomar um banho agora — falei, a voz ainda trêmula, tentando me desvencilhar dos braços dele. — Eu combinei com o Lucas e com a Sara de encontrá-los pontualmente às vinte horas no restaurante, e já estou em cima do horário.

Adrian bufou audivelmente no mesmo instante. Ele soltou a minha cintura de forma ríspida, impulsionou o corpo para cima e sentou-se na beirada da cama, visivelmente irritado, de costas para mim.

Me virei de lado, apoiando o peso no cotovelo.

— O que foi, Adrian? Qual é o problema agora?

Ele girou o tronco parcialmente para me encarar, as feições amarradas em uma linha dura.

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