Entrar Via

Cláusula Proibida: O Amor Nunca Fez Parte Do Acordo romance Capítulo 68

Capítulo 68 — Linhas de Confissão

Victoria Clark

A cerimônia de despedida do senhor Theodore foi silenciosa, solene e dolorosamente rápida. Assim que as grandes portas da catedral de São Francisco se abriram para a entrada dos acionistas e do público em geral, me afastei discretamente de perto do Adrian.

O nosso casamento ainda era um segredo absoluto para o mercado corporativo e nós definitivamente não queríamos atrair nenhuma atenção desnecessária para nós dois, muito menos no dia de hoje.

O senhor Victor subiu ao altar e disse algumas palavras emocionadas; a Natalie, mesmo muito abalada, também fez a sua homenagem. Mas as palavras que realmente fizeram todos os presentes estremecerem no templo foram as de Adrian.

Acho que, no fundo, ninguém ali imaginava que o famoso "homem de ferro" da holding Foley pudesse ser tão humano e vulnerável daquele jeito.

Após o encerramento do cerimonial na catedral, seguimos o cortejo de carros em direção ao cemitério de São Francisco. Dessa vez, Adrian e eu fomos no banco traseiro do mesmo carro. Eu decidi não o questionar em nada e a Natalie parecia anestesiada demais pela dor profunda do luto para se importar em não ter a companhia dele.

Acho que esse exato momento do adeus definitivo é, sem dúvidas, o mais triste de todo o processo. É o instante em que você vê o caixão descer lentamente, a terra começar a ser jogada por cima da madeira e, ali, a sua mente finalmente entende que aquele corpo físico se foi para sempre.

Tudo o que nos resta a partir daquele segundo... É a lembrança.

Dessa vez, nenhum de nós dois se importou com os flashes da imprensa ou com os olhares curiosos dos acionistas ao redor do jazigo. Adrian estendeu a mão na minha direção, procurando apoio, e eu segurei os seus dedos com firmeza, sem me importar com o amanhã.

Quando a última pá de terra foi jogada sobre o túmulo, as pessoas começaram a se dispersar aos poucos pela calçada, deixando ali apenas o núcleo mais íntimo da família.

— Eu preciso muito ir para casa... — o senhor Victor anunciou com a voz cansada pelo dia exaustivo.

Natalie segurou a mão dele com carinho, oferecendo amparo.

— Eu posso ir e ficar com o senhor hoje na mansão, tio Victor?

O velho colocou a mão no rosto dela de forma afetuosa.

— Com toda a certeza do mundo, minha pequena. Pelo tempo que você achar necessário. O seu antigo quarto está do jeitinho que você o deixou antes de ir para Tóquio.

Ela respondeu com um sorriso fraco, mas imensamente grato. Adrian apertou a minha mão que ainda estava unida à dele e se virou na minha direção.

— Eu também queria ficar hospedado na mansão com eles por mais alguns dias, Vic... Você se importa?

Neguei prontamente com a cabeça, tranquilizando-o.

— Claro que não, meu amor. Eu fico exatamente onde você ficar.

Ele me entregou um selinho rápido nos lábios, virou o rosto na direção do avô e da Natalie e sugeriu.

— Vamos?

Ambos assentiram com a cabeça e nós quatro começamos a caminhar juntos em direção aos veículos. Assim que nos aproximamos do carro, senti o corpo do Adrian enrijecer por completo ao meu lado sob o meu toque.

Olhei imediatamente para a mesma direção que ele e vi o Lucas se aproximando de nós a passos lentos, vestido de preto.

— Senhor Foley... — ele cumprimentou polidamente o senhor Victor.

Vovô Vivi desfez o contato com a Natalie por um segundo e se aproximou do meu amigo com um semblante terno.

— Lucas, quanto tempo, meu querido — os dois se envolveram em um abraço carinhoso.

Adrian apertou a minha mão com tanta força que quase cortou a minha circulação. Levantei os meus olhos para encarar o perfil dele, mas o seu olhar continuava vidrado de forma fustigante no Lucas.

— Nat... Vejo que você já se tornou uma linda mulher — Lucas comentou, desviando a atenção para ela.

Natalie o olhou visivelmente sem graça, e eu fui capaz de captar um brilho sutil e completamente diferente nos olhos dela ao encará-lo.

Lucas deu um passo à frente e a envolveu em um abraço de condolências, sussurrando perto do seu ouvido:

— Eu sinto muitíssimo pela sua perda, querida.

Ela murmurou um "obrigada" tímido e meio sem jeito, e aquela interação pareceu irritar o Adrian em um nível ainda mais perigoso.

Quando Lucas finalmente se soltou do abraço e se virou na nossa direção, ele fixou os olhos em mim.

— Vic... Como vai a minha princesa?

— Oi Lucas… — respondi com um sorriso.

O nosso preço é apenas 1/4 do de outros fornecedores

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: Cláusula Proibida: O Amor Nunca Fez Parte Do Acordo