Entrar Via

Cláusula Proibida: O Amor Nunca Fez Parte Do Acordo romance Capítulo 70

Capítulo 70 — Acertos de Contas

Adrian Foley

Depois de ouvir meu “prometo”, Vic pegou minha mão novamente e nós finalmente entramos, seguindo as vozes que vinham diretamente da sala de jantar.

Eu cumpri o que prometi a minha mulher e o almoço de luto correu de forma tranquila, dentro do possível. O clima geral da mansão ainda era extremamente pesado e triste, afinal de contas, tínhamos acabado de sepultar o meu padrinho, mas mesmo assim tudo fluiu bem.

No meio da refeição, notei Victoria colocar a mão espalmada sobre a barriga, e a expressão do seu rosto mudar rapidamente de suave para uma careta de dor contida.

— O que foi, Vic? — sussurrei bem perto do ouvido dela.

— Cólica... De novo... — ela soltou o ar pelos lábios em um tom de derrota.

Fiz um sinal sutil com a cabeça para a Maria, que veio prontamente até a nossa posição na mesa.

— Maria, você poderia, por favor, preparar um daqueles seus chás especiais e depois levá-lo diretamente ao meu quarto? — pedi baixo.

A governanta abriu um sorriso terno.

— Mas é claro que sim, meu garoto. Faço isso agora mesmo.

Ela se retirou da sala de jantar. Meu avô, Lucas e Wesley continuavam profundamente entretidos em uma conversa solene sobre os negócios, enquanto Natalie e Henry apenas prestavam atenção aos detalhes.

Me levantei da cadeira, chamando a atenção de todos na mesa, e anunciei:

— Se os senhores nos derem licença, a minha esposa está se sentindo um pouco indisposta. Nós vamos nos retirar para o quarto.

Estendi a minha mão na direção da Victoria, que a segurou de forma meio sem graça diante dos olhares.

— Vic, minha querida, o que você está sentindo? — meu avô perguntou com um semblante preocupado.

Ela se encolheu de leve, o rosto corando.

— É apenas o mesmo incômodo de ontem, vovô, não se preocupe.

Meu avô a encarou por alguns segundos em silêncio, pensativo.

— Não seria consideravelmente melhor nós ligarmos para o Patrick voltar aqui para te examinar?

Ela negou de imediato com a cabeça, abrindo um sorriso simpático.

— Muito obrigada pela preocupação, vovô, mas não é necessário. Um analgésico simples combinado com o chá milagroso da Maria e eu estarei novinha em folha em pouco tempo.

Ele retribuiu o sorriso e nós dois finalmente saímos da sala de jantar em direção às escadarias principais. No entanto, assim que pisamos no primeiro degrau de mármore, Victoria parou abruptamente por um instante, levando a mão à base da barriga com uma careta.

Parei logo ao seu lado e, sem dar qualquer aviso prévio, a peguei no colo de uma vez.

— Adrian! — ela resmungou de leve pelo susto, mas eu a ignorei por completo, deixando um beijo carinhoso na curva do seu pescoço.

— Você está sentindo dor, querida, e eu adoro absolutamente o privilégio de tê-la em meu colo.

Victoria colocou a mão macia no meu rosto e me deu um beijo rápido nos lábios antes de apoiar a cabeça no meu ombro.

Subimos os degraus em direção ao meu quarto, empurrei a porta de madeira e a depositei com todo o cuidado do mundo no meio do colchão. Me inclinei e tirei os sapatos dela.

— Deus... Eu posso facilmente me acostumar com todo esse mimo, senhor Foley — ela disse com a voz manhosa.

— Então acostume-se, querida. — ela sorriu em resposta.

Tirei o meu terno preto, afrouxei a minha gravata e me deitei logo ao seu lado na cama, envolvendo a sua cintura fina com o meu braço e puxando o seu corpo quente de encontro ao meu peito.

Deixei um beijo demorado na sua têmpora.

— Você tem certeza absoluta de que não quer que eu ligue para o Patrick ou te leve direto para um check-up no hospital, Vic?

Ela negou com a cabeça enquanto seus dedos brincavam distraidamente com os botões da minha camisa.

— Vai passar, eu prometo. É apenas uma cólica chata para caramba, consideravelmente diferente de todas as outras que eu já tive na vida. Mas talvez seja por causa de... — ela parou de formular a frase no meio, hesitando.

Virei o rosto para encontrar as suas íris castanhas.

— Seja por causa de quê? — perguntei, arqueando uma das sobrancelhas.

Ela soltou um riso sem graça, o rosto corando sutilmente.

— Bem... Antes de conhecer você, Adrian, eu nunca tinha... — ela deu de ombros, deixando a frase implícita. — Você sabe, né? E talvez o meu corpo esteja apenas reagindo a toda essa grande novidade recente.

Ela levantou as sobrancelhas de forma divertida, e eu não consegui conter uma risada alta de orgulho, a abraçando com ainda mais força contra o meu peito.

— Grande novidade, é? — perguntei com um tom presunçoso, saboreando o adjetivo e, principalmente, a lembrança maravilhosa de que eu havia sido o primeiro homem da vida dela, e faria absolutamente tudo o que estivesse ao meu alcance para ser o último.

— Beeem grande! — ela enfatizou de forma exagerada, me fazendo gargalhar abertamente no quarto.

Apenas a Victoria tinha esse poder inexplicável de provocar em mim esse tipo de sentimento leve, essa alegria incontrolável no meio do caos.

Fomos interrompidos por duas batidas discretas na porta. Maria entrou no quarto trazendo a bandeja com o chá, acompanhada de perto pela Natalie.

— Trouxe o chá dessa mocinha indisposta — a governanta anunciou, exibindo o seu sorriso acolhedor de sempre.

— E eu tomei a liberdade de trazer um dos meus remédios, Vic... — Natalie disse, dando um passo à frente com uma cartela na mão, visivelmente tímida e envergonhada. — A Maria comentou comigo lá embaixo que o que você estava sentindo eram cólicas fortes, e esses comprimidos costumam funcionar muito bem comigo.

Victoria abriu um sorriso imenso e genuíno para as duas, se ajeitando para sentar no colchão.

— Muito obrigada, meninas. Vocês duas são verdadeiros anjos.

O nosso preço é apenas 1/4 do de outros fornecedores

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: Cláusula Proibida: O Amor Nunca Fez Parte Do Acordo