Capítulo 77 — Esconderijo
Lucas Avery
— Nat... Você é…
Ela estendeu a mão rapidamente e tapou a minha boca para me calar, o rosto queimando de vergonha, e eu acabei rindo do jeito desesperado dela debaixo de mim.
— Pelo amor de Deus, Lu! Já é humilhante demais para mim ser uma mulher da minha idade nessa situação. Ouvir você verbalizar isso em voz alta vai ser dez vezes mais constrangedor!
Afastei a mão dela da minha boca com delicadeza e a beijei novamente. O beijo dessa vez teve um gosto completamente diferente, mais íntimo, mas também só serviu para aumentar o meu desejo de posse por ela.
Fiquei me imaginando venerando cada centímetro do corpo perfeito que ela tinha com a minha boca, sentindo o seu gosto, me enterrando nela até perdermos a noção do tempo.
Acabei não resistindo à tentação. Deslizei as minhas mãos por debaixo do tecido do seu vestido preto e, quando os meus dedos encontraram o seu centro através da renda, apertei o local.
— Porra, Nat... Você está molhada pra caralho, querida. — confessei com a voz rouca, o desejo falando mais alto.
Ela soltou um gemido sôfrego e delicioso diretamente nos meus lábios.
Ah... Que se foda o luto, que se foda o momento politicamente correto, que o falecido senhor Theodore Weston me perdoe onde quer que esteja, mas eu esperei tempo demais por essa mulher para conseguir me segurar agora.
Sem dar nenhum aviso prévio, afastei a lateral da sua calcinha e enfiei o meu dedo longo dentro dela de uma vez, sentindo o seu calor apertar o meu toque.
Natalie arqueou o quadril no colchão e gemeu o meu nome contra a minha boca, o corpo inteiro tremendo.
— Lucas...
Comecei a movimentar os meus dedos lá dentro em um ritmo lento e firme, buscando descobrir cada ponto de prazer e sensibilidade dela.
— Deus, Lucas… — ela sussurrou, completamente entregue.
Sorri de canto por vê-la tão dominada pelo meu toque, mas, bem no meio do nosso ápice, o som de duas batidas firmes na porta de madeira ecoou pelo quarto, seguido por uma voz grave e familiar:
— Nat? Sou eu, o Ade. Posso entrar?
Natalie arregalou os olhos verdes em puro pânico e me empurrou com toda a força do seu corpo para longe de si, afastando-se na cama em um sobressalto.
— Merda... Merda... Merda… — ela começou a xingar em um sussurro desesperado, ajeitando o vestido às pressas.
A puxei de volta pela cintura, tentando acalmá-la.
— Nat, calma. Qual é o problema?
Ela me olhou como se eu tivesse acabado de pronunciar o maior absurdo de todo o universo.
— É o Adrian, Lucas! Ele... Ele simplesmente não pode te ver aqui dentro do meu quarto de jeito nenhum. Na verdade, ele não pode nem sonhar ou imaginar o que estava prestes a acontecer aqui nessa cama!
Ela saltou da cama num pulo e começou a segurar o meu braço com força, me puxando com pressa na direção do closet espelhado. Adrian bateu na porta mais uma vez do lado de fora, o tom de voz subindo:
— Princesa, abre aqui. O vovô me disse que você veio para o seu quarto. Me deixa entrar, por favor...
Cruzei os meus braços com firmeza no meio do quarto e parei os meus passos, encarando-a com seriedade.

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