Entrar Via

Como odiar um CEO em 48 horas romance Capítulo 8

A porta se abriu e Ben se jogou sobre nós.

- Seus ossos doem, seu magrelo. – Reclamei.

- O que vocês estão conversando e por que estão aqui sem mim? Não podem esconder segredos de Benjamin. – Ele deitou do meu outro lado.

- Não estamos contando nossos segredos, Ben. Salma está dizendo que vai ficar rica e ganhar dinheiro sem fazer nada.

Ele levantou a cabeça e olhou para nossa amiga:

- Vai tentar a sorte na loteria?

Comecei a rir:

- Perguntei a mesma coisa.

- Não é nada disso. – Ela sorriu misteriosamente.

- Não faça besteiras, Salma. – Adverti.

- Besteira? Sexo não é maravilhoso? Já pensaram na hipótese de ganhar dinheiro e fazer sexo ao mesmo tempo?

- Vai virar garota de programa, profissional do sexo ou algo do tipo? – Ben sentou na cama. – Conta tudo, amiga... Tem vaga para mim?

- Seus bobos. – Reclamei.

- Não exatamente. Depois que der certo, conto para vocês. Afinal, não vai ser muito fácil.

- Precisa de ajuda destes seus amigos malucos? – Ben perguntou.

- Talvez precise... Depois de um tempo.

- Pode contar comigo. – Os dois bateram as palmas das mãos.

Ela me olhou:

- Falta você, Babi.

- Eu não concordo com coisas que podem ser ruins...

- Não confia na sua amiga?

- Às vezes não. – Confessei.

- Falou Santa Bárbara. – Ben riu.

- Sou santa sim... Em vista de vocês, sou Santa Bárbara.

- Perdeu a virgindade antes de mim. – Salma lembrou.

- Como se isso importasse... Sou virgem da parte de trás. – Confessei.

- Bem, eu perdi a virgindade no lado de trás, então não digo nada. – Ben começou a rir.

- Eu já experimentei as duas coisas... Não sou virgem de buraco algum. – Salma gargalhou.

- Pervertida! – brinquei.

- Eu ia gostar de ser pago para fazer sexo. – Ben confessou. – Imagina ficar dando o tempo todo e ainda receber para isso.

- E pegar cliente sujo e ter que fazer um oral? – Salma pensou na hipótese. – Não se preocupem, não vou vender meu corpo. – Riu. – Mas eu pagaria por um bom oral, daqueles que você goza sem sequer tocar o pau do homem.

- Oral é melhor do que o ato do sexo em si. – Ben disse seriamente.

- Receber ou fazer? – perguntei, curiosa.

- Receber, claro. Ou você acha mais prazeroso fazer do que receber?

Não falei nada e os dois me olharam. Depois alguns minutos de silêncio, Ben perguntou novamente:

- E então, Babi? Receber ou fazer?

- Eu... Não entendo muito sobre “receber”.

Salma levantou do travesseiro e sentou sobre a cama, me encarando:

- Não... Você não vai tentar nos convencer de que em oito anos transando com Jardel ele nunca fez um oral bem feito em você.

- Uma vez... Então não sei se foi bem feito ou não. – Confessei.

- Puta que me pariu. – Ben me levantou pelos braços, fazendo-me sentar. – Olhe nos meus olhos e diga que em 27 anos de vida você nunca gozou com um oral.

- Não. – falei, envergonhada.

- Isso é a coisa mais louca e absurda que já ouvi sobre sexo na vida. – Salma enrugou a testa. – E aconteceu com a minha melhor amiga. Caralho, você precisa fazer isso.

- Eu... Não curto muito fazer em mulheres, Babi... Caso contrário, cairia de boca em você e a faria gozar, amiga. – Ben lamentou, parecendo com o coração partido por mim.

- Jardel tinha algum problema? – Salma ficou curiosa.

- Claro que não... Além do fato de só querer o prazer dele. No início rolava algumas coisas legais e diferentes... Acho que tinha amor... Não sei explicar.

- Sexo não precisa ser só amor... Desde que tenha prazer. Isso é o mais importante. A maioria dos homens que transei foi sem amor... Só por tesão. E foi perfeito. – Salma disse.

- Babi, você precisa transar com um homem de verdade... Que a valorize, que faça um oral inesquecível em você... – Ben começou.

- Daqueles que você estremece e vê todas as estrelas do céu antes de voltar. – Salma completou. – Está quase na casa dos trinta, Babi. E dois anos é suficiente de luto por uma pessoa que não mereceu nenhum dia. Você precisa transar amiga... Urgentemente. E ter outras experiências... Além do babaca do Jardel.

- Aliás, você já está quase virgem de novo. Dois anos sem transar é de tomar tarja preta mesmo. Sinto muito por você... Mas vai transar, amiga. Ou não me chamo Benjamim.

- E ter um único homem na vida? Você é linda, Babi. Precisa ter todas as experiências possíveis.

- Não quero ter todas as experiências possíveis. Acho que um oral está de bom tamanho. – falei.

Os dois deitaram e fiz o mesmo. Ficamos em silêncio um tempo e começamos a gargalhar.

- Que papo de loucos. – falei.

- Babi, você é virgem, amiga! – Ben falou seriamente, enquanto tentava recuperar o fôlego depois de tanto rir.

- Até meu vibrador lhe traria mais prazer do que Jardel. E o melhor: ele é fiel. – Ela continuou rindo.

Dormimos os três na minha cama naquela noite, completamente cansados de tanto bater papo e rir. E eu fiquei empolgada em saber como era gozar num sexo oral.

Definitivamente minha vida sexual com Jardel foi um fracasso, tanto quanto nosso relacionamento conturbado e duradouro.

Acordei com o celular tocando. Era Daniel. Saí do quarto para não acordar Salma, que ainda dormia.

- Bom dia, Daniel.

- E então, como foi a entrevista, Babi?

- Não deu certo. O dono do restaurante não foi.

- Mas não remarcaram?

- Sim... Para hoje. Vou tentar ir. – Menti, certa de que não voltaria.

- Que bom. Torço para dar certo.

O nosso preço é apenas 1/4 do de outros fornecedores

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: Como odiar um CEO em 48 horas