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Comprei um Gigolô e ele era um Bilionário (Kayla Sango ) romance Capítulo 11

~ CHRISTIAN ~

Eu não gostava de mentir pra Zoey.

Mas, naquele momento, eu precisava.

E eu precisava fazer tudo em silêncio por três motivos.

O primeiro era simples e irritante: eu não sabia se daria certo. E, se eu não sabia se daria certo, eu não queria criar expectativa. Nem nela, nem em mim, nem em ninguém.

O segundo era prático: envolvia a Bellucci. E qualquer coisa que envolvesse a Bellucci podia virar mídia num piscar de olhos. A gente não precisava de especulação, de manchete, de rumor atravessando redes sociais como se fosse uma verdade. Eu já tinha visto isso acontecer rápido demais para confiar que “ninguém vai ficar sabendo”.

O terceiro motivo era o único que fazia a culpa pesar e, ao mesmo tempo, justificava tudo: eu queria que fosse uma surpresa.

Zoey merecia uma surpresa de verdade. Daquelas que não são só presentes caros ou gestos bonitos. Uma surpresa que tivesse… significado.

Então, quando eu disse naquela manhã que estava indo para o escritório de Porto Alegre bem cedo… eu menti.

Na verdade, eu estava pegando um voo para o Rio de Janeiro para resolver essas coisas.

O carro chegou ao aeroporto antes do sol decidir que valia a pena aparecer. Eu entrei no terminal com boné e discrição suficiente para não chamar atenção — não por paranoia, mas por hábito. Eu aprendi cedo que ser um Bellucci era caminhar com um holofote invisível sempre pronto para acender.

Eu embarquei rápido. Sentei, abri o notebook, fechei sem digitar nada. Eu não estava com cabeça para planilhas. Eu estava com cabeça para uma lista mental que repetia os mesmos pontos como um mantra: silêncio, estratégia, surpresa.

No Rio, eu desci com pressa, peguei um carro, e o dia começou a se transformar naquela sequência que eu conhecia bem: deslocamentos, encontros, horários, portas se abrindo, mãos se apertando, olhares avaliando.

Não era o tipo de coisa que eu fazia por diversão. Era o tipo de coisa que eu fazia quando eu tinha decidido que alguma parte da minha vida precisava mudar de eixo.

E, até aquele momento, eu me sentia… certo.

Não leve. Não feliz como adolescente. Mas certo, como alguém que finalmente tirou uma pedra do caminho e percebeu que o caminho existe.

O resto do dia foi uma maratona controlada. Eu fui de um lugar para outro, fiz visitas estratégicas, me sentei com gente que eu precisava conhecer, firmei conexões que eu precisava firmar. Eu sorri nas horas certas, fui seco nas horas certas, ouvi mais do que falei quando isso rendia mais poder.

Eu assinei papel. Eu assinei compromisso. Eu assinei um contrato que poderia mudar tudo.

Quando a caneta tocou o papel, eu senti uma coisa rara: empolgação.

Não a empolgação de “negócio fechado”, que era uma sensação que eu já tinha sentido mil vezes. Era diferente. Era como se eu tivesse colocado uma peça nova no meu próprio tabuleiro.

Eu saí dali com o coração mais leve, conversando com o Marco.

Ele não estava envolvido oficialmente com a Bellucci. Marco tinha os próprios impérios, os próprios incêndios, os próprios deveres. Mas ele estava me apoiando em tudo como sempre — como primo, como irmão, como alguém que conhece meus silêncios e sabe quando eu estou carregando um segredo grande demais sozinho.

Extra - Capítulo 11 1

Extra - Capítulo 11 2

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