~ CHRISTIAN ~
Grávida.
Zoey estava grávida.
A palavra ainda parecia grande demais para caber no quarto da Annelise, mas era real do mesmo jeito. Real como a mão dela apertando a minha, real como o teste na pia, real como o silêncio que antecedeu o momento em que nós dois finalmente olhamos.
Nosso segundo filho.
Ou filha.
Eu pisquei uma vez, como se o corpo precisasse se acostumar com a notícia antes da alma.
Eu tinha passado semanas procurando adrenalina.
E eu tinha acabado de conseguir.
Só que não foi do jeito que eu imaginei.
— Eu queria te fazer uma surpresa… — eu disse, ainda meio atordoado, e eu ouvi minha própria voz com um tom que eu não usava no mundo. Não era CEO. Não era Bellucci. Era só eu. — E fui eu quem acabei surpreendido.
Zoey sorriu entre lágrimas, e aquele sorriso dela foi como ver o sol depois de uma semana de chuva londrina.
— Eu sei — ela murmurou, enxugando o rosto com as costas da mão, como se estivesse brava com a própria emoção. — Eu não acredito que eu precisei do Matheus pra descobrir isso pra mim.
Ela riu, e a risada veio quebrada. Depois respirou fundo e, com a mesma rapidez com que ela toma decisões quando o coração está cheio demais, se virou.
— Aliás… — Zoey apontou com a cabeça para a porta do quarto, que ainda estava fechada. — TÔ GRÁVIDA!
O que aconteceu em seguida foi um furacão.
A porta do quarto abriu de uma só vez, e a Annelise entrou primeiro. Os olhos arregalados, mãos na boca, como se estivesse presenciando uma revelação divina. Matheus veio atrás dela repleto de uma alegria pura tentando encontrar onde pousar. Nate apareceu logo depois, com aquele sorriso dele que é mais raro do que deveria, mas quando aparece parece que ilumina a sala inteira.
Eles abraçaram a Zoey ao mesmo tempo e me puxaram para dentro do abraço.
Eu senti o cheiro do cabelo da Zoey, senti o tremor pequeno dela, senti o peso exato da realidade: a gente ia ter mais um bebê.
E eu não podia estar mais feliz.
— Meu Deus — Annelise repetia, rindo e chorando ao mesmo tempo. — Meu Deus, Zoey.
— Eu falei que tinha alguma coisa — Matheus resmungou, mas a voz dele falhou num sorriso. Ele apertou a irmã mais forte e, por um segundo, eu vi o garoto dentro do homem.
Zoey olhou para mim por cima do ombro da Anne, e eu vi nos olhos dela uma pergunta silenciosa: tá tudo bem?
Eu respondi do único jeito que importava.
Abracei de volta.
Annelise se afastou primeiro, como se lembrasse que precisava respirar.
— Vocês vão ficar? — ela perguntou, já recuperando o modo “irmã que organiza tudo em vinte minutos”. — Eu vou pedir pra preparar um almoço de comemoração.
Nate soltou um suspiro de realidade.
— Eu preciso ir pro escritório — ele disse, como se estivesse se desculpando por ser responsável. — Eu estava no meio do caminho quando encontrei o Christian e…
Eu levantei a mão antes que ele terminasse.
— Nada disso — eu cortei, firme, mas com um sorriso que eu não consegui conter. — Hoje é dia de folga de todo mundo.
Nate me olhou como se eu tivesse acabado de decretar feriado nacional.
— Quero meu melhor amigo comemorando comigo — eu completei.
A Annelise fez um som de aprovação, Matheus deu um riso curto e a Zoey me olhou como se eu tivesse acabado de dar a ela um presente que não se compra.
E, de algum jeito, eu tinha.
Algumas horas depois, a casa já tinha voltado a funcionar como se estivesse no modo “celebração”. A cozinha parecia ter produzido comida do nada. A mesa de jantar estava posta com aquela elegância simples que a Anne dominava: guardanapo de tecido, louça bonita, nada exagerado.
Ginger, a golden retriever deles, rodava a mesa como se fosse um satélite faminto, farejando cada prato com uma esperança incorruptível. Ela parava ao lado de um de nós, apoiava o focinho na borda da cadeira e dava aquele olhar impossível de ignorar.
Zoey estava sentada ao meu lado. Eu ainda pegava a mão dela de tempos em tempos, só para lembrar o corpo de que aquilo era real.
— E vocês? — eu perguntei para a Anne e Nate, quando a primeira rodada de comida chegou. — Tem novidades?
Ela soltou uma risada.
— Com três filhos e um cachorro, normalmente todas as novidades giram em torno de marcas de fralda e ração — ela respondeu, apontando o garfo para a Ginger, que fingiu que não era com ela.
Nate levantou a sobrancelha, teatral.

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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Comprei um Gigolô e ele era um Bilionário (Kayla Sango )
Quem é Paloma, gente? Era pra ser a Paola, no caso?...
Pois é Simone Honorato, eu tbm fiquei super animada achando que leria 20 capítulos.Frustante mesmo...
Boa tarde, reparei que do capitulo 731 pulou para o capitulo 751 !!!! Me parece o FINAL !!!! É ISSO MESMO ? FRUSTANTE, PENSEI QUE LERIA 20 CA´PITULOS, E NADA, SOMENTE 01.!!...
Pelo amorrrrrrr desbloqueia esses capitulos!!!!!...
Paguei pelas moedas, e não foi desbloqueado! Afff...
O que houve porque parou de carregar capítulos?...
Gostaria de manifestar uma profunda insatisfação com vc autora, pois vc parou a história no capítulo 731 e nada de falar se foi o fim do livro ou se vai ter continuação Acho um desrespeito com os leitores q espera todo dia por um novo capítulo. Acho que seria o.minimo de respeito avisar q acabou....
Uma semana sem desbloquear os capítulos...
Não vão desbloquear o restante dos capítulos?...
Ja tem uns 2 dias que não desbloqueiam os capítulos, parou no capítulo 714 e nada... Afff...