~ ZOEY ~
Eu ainda não tinha entendido em que momento, exatamente, a minha manhã em Londres — que começou com um teste de gravidez em cima da pia e eu tentando não desmaiar — virou uma operação internacional.
Mas, quando eu percebi, de alguma forma nós tínhamos acabado todos dentro do jatinho da Bellucci rumo à Itália.
E, quando eu digo “todos”, eu não estou exagerando.
Isso incluía os adultos, as crianças, as babás e… Ginger.
A Ginger estava deitada na área mais espaçosa da aeronave, com aquele ar confiante de quem nasceu para receber carinho e ganhar comida proibida. Matteo estava tão feliz com a presença dela que parecia ter esquecido que tinha acabado de trocar de país como quem troca de sala.
— Mamãe, olha! — ele anunciou, com três anos e aquela certeza absoluta de que qualquer novidade no mundo existe para ser mostrada para mim. — A Ginger tá comigo!
— Eu vi, amor — eu respondi, beijando a cabeça dele.
Eu beijava Matteo com uma frequência que devia ser considerada crime em alguns países.
A babá dele — que veio do Brasil com Christian — organizava brinquedos, lanchinhos e um tablet com volume baixo, como se estivesse conduzindo um ritual para manter uma criança feliz durante um voo transatlântico.
Do outro lado, Anne e Nate discutiam em sussurros sobre horários de soneca e “qual das babás fica com qual criança” como se isso fosse uma reunião de conselho. Matheus estava com a Mia ao lado, os dedos entrelaçados nos dela, conversando baixo e rindo de alguma coisa que só os dois entendiam.
E Christian.
Christian estava sentado ao meu lado como se aquele cenário fosse absolutamente normal: esposa recém-descobre-gravidez, família toda embarcada, cachorro na aeronave, destino Itália.
Ele parecia tranquilo demais.
O que, vindo dele, era sempre suspeito.
Foi aí que ele virou o rosto para mim com aquela expressão que ele usa quando vai pedir algo sem soar como ordem.
— Escuta… — ele começou.
Eu ergui uma sobrancelha.
— Lá vem.
Christian soltou uma risada curta.
— Tudo bem se fizermos uma pequena parada em Bolonha?
— Bolonha? — eu repeti, e a palavra soou estranha dentro da minha boca, como se fosse nome de comida e não de cidade. — Por quê?
Ele me olhou com calma.
— Primeira parte da surpresa.
Meu coração deu um pulo. Um pulo bom.
— Ah — eu soltei, e senti meu rosto se iluminar apesar de mim. — Então é por isso que você tá com essa cara de quem sabe alguma coisa que eu não sei.
— Eu sempre sei alguma coisa que você não sabe — ele provocou.
— Christian — eu avisei, mas eu estava sorrindo.
Ele inclinou a cabeça, como se estivesse negociando.
— É menos de um dia. Matteo pode seguir na frente com a babá e os tios. Você vem comigo.
Minha mão apertou a dele instintivamente.
— Eu não gosto de ficar longe do meu filho — eu confessei.
Christian assentiu como se aquilo fosse um fato científico.
— Eu sei. Você é uma mãe coruja.
— E você não fica atrás como pai.
Ele sorriu, e o sorriso dele tinha aquela satisfação discreta de quem recebe elogio e finge que não liga.
— Mas… — ele completou, aproximando um pouco a boca do meu ouvido como se o segredo ficasse mais seguro perto da minha pele — eu também sou um marido coruja.
Eu ri, baixinho.
— Um marido coruja?
— Um marido que quer você perto — ele disse, simples. — E a sua surpresa começa lá.
Eu senti uma ansiedade deliciosa subir pelo corpo.
— Tá — eu cedi, levantando as duas mãos como rendição teatral. — Tudo bem. Já tô ansiosa.
Algum tempo depois, o jatinho finalmente fez a parada prometida.
Só eu e Christian descemos. Matteo ficou lá dentro com a babá e os tios — eu vi pela janela o rostinho dele já distraído, apontando para alguma coisa e esquecendo que, até pouco tempo, ele não deixava meu colo.
Eu hesitei um segundo no topo da escada, respirando o ar frio de Bolonha e lembrando a mim mesma: são só algumas horas.”
Christian veio ao meu lado e tocou minha cintura.
— Vem — ele disse.
O carro nos levou por ruas elegantes até um bairro que tinha aquele tipo de beleza clássica: prédios bem cuidados, vitrines discretas, árvores alinhadas.
Christian me conduziu até um prédio de portaria discreta. Subimos. Quando a porta abriu, eu entendi na hora que aquilo não era só uma ‘paradinha’
O apartamento era amplo, claro, com uma vista bonita que parecia um quadro. A sala tinha janelas enormes, a luz entrava de um jeito calmo.
Christian me observou, esperando.
— O que acha? — ele perguntou.
Eu pisquei.
— O que eu acho para o quê?


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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Comprei um Gigolô e ele era um Bilionário (Kayla Sango )
Quem é Paloma, gente? Era pra ser a Paola, no caso?...
Pois é Simone Honorato, eu tbm fiquei super animada achando que leria 20 capítulos.Frustante mesmo...
Boa tarde, reparei que do capitulo 731 pulou para o capitulo 751 !!!! Me parece o FINAL !!!! É ISSO MESMO ? FRUSTANTE, PENSEI QUE LERIA 20 CA´PITULOS, E NADA, SOMENTE 01.!!...
Pelo amorrrrrrr desbloqueia esses capitulos!!!!!...
Paguei pelas moedas, e não foi desbloqueado! Afff...
O que houve porque parou de carregar capítulos?...
Gostaria de manifestar uma profunda insatisfação com vc autora, pois vc parou a história no capítulo 731 e nada de falar se foi o fim do livro ou se vai ter continuação Acho um desrespeito com os leitores q espera todo dia por um novo capítulo. Acho que seria o.minimo de respeito avisar q acabou....
Uma semana sem desbloquear os capítulos...
Não vão desbloquear o restante dos capítulos?...
Ja tem uns 2 dias que não desbloqueiam os capítulos, parou no capítulo 714 e nada... Afff...