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Comprei um Gigolô e ele era um Bilionário (Kayla Sango ) romance Capítulo 18

~ ZOEY ~

A primeira coisa que eu senti foi a boca do Christian no meu ombro.

Um beijo lento, quente, como se ele estivesse acordando uma parte específica do meu corpo antes de acordar o resto.

— Feliz trinta anos, meu amor — ele murmurou, e a voz veio com aquele sorriso que eu sempre ouvia mesmo quando meus olhos ainda estavam fechados.

Eu me revirei na cama, preguiçosa, puxando o lençol mais para cima como se eu pudesse negociar com o mundo por mais cinco minutos.

— Achei que esse era um tipo de marco… — eu resmunguei, ainda com a cara amassada de sono. — Que tudo ia mudar depois dos trinta.

Christian deu um beijinho na minha testa.

— E não vai?

Eu abri um olho só, do jeito dramático que eu fazia quando queria parecer mais séria do que estava.

— De certa forma, vai — eu admiti. — Vamos ser pais de novo. Vamos morar em Bolonha. E você ainda aí… todo misterioso sobre alguma coisa.

Ele arqueou uma sobrancelha, fingindo inocência.

— Misterioso?

— Misterioso — eu confirmei, e fechei o olho de novo. — Só que, ao mesmo tempo… nada mudou.

Christian ficou quieto por um segundo. Eu senti a mão dele deslizar pelo meu braço, desenhando preguiçosamente minha pele como se ele tivesse todo o tempo do mundo.

Eu respirei fundo e completei, porque era a verdade inteira:

— Porque eu continuo acordando ao lado do homem que eu amo. E isso é tão… lar.

Christian não falou nada de imediato. Ele só aproximou o rosto do meu e encostou a testa na minha, como se o gesto fosse resposta suficiente.

— E vai continuar acordando comigo pelo resto dos nossos dias — ele disse baixinho.

Eu ri, mas meu riso saiu pequenininho, fraco de sono e forte de felicidade.

— Olha você — eu provoquei. — Falando como se tivesse assinado um contrato vitalício.

— Eu assinei — ele respondeu, simples. — No dia em que eu te escolhi.

Aquilo apertou um lugar dentro de mim que eu nem sabia nomear direito. Talvez fosse amor mesmo. Talvez fosse aquele tipo de segurança silenciosa, mas sustenta tudo.

Eu estiquei a mão e toquei o rosto dele.

— Você não dormiu? — eu perguntei.

— Dormi — ele mentiu com uma facilidade ridícula.

— Christian.

Ele suspirou, rendido.

— Tá. Eu dormi pouco. Eu fiquei… olhando você.

Eu fiz uma careta, fingindo indignação.

— Isso é assustador.

— Isso é meu trabalho — ele corrigiu, e se inclinou para me dar mais um beijo, agora na boca, lento e macio. — Proteger meu lar.

Eu abri os olhos de verdade dessa vez.

O apartamento de Bolonha ainda tinha aquele cheiro de “novo” misturado com “nós”, porque a gente tinha chegado ali faz pouco, mas já tinha deixado marcas invisíveis: uma nécessaire esquecida no lugar errado, uma camiseta dele pendurada na cadeira, meus frascos alinhados na bancada do banheiro como se eu fosse abrir uma mini farmácia pessoal.

Christian se afastou só um pouco.

— Eu tenho um presente — ele anunciou.

Eu pisquei.

— Outro?

Ele sorriu, como se soubesse exatamente o efeito que aquela palavra tinha em mim.

— Esse é de aniversário.

Eu ri.

— Certo. Não sou eu quem vai recusar.

Christian estendeu o braço e pegou o tablet na mesa de cabeceira.

Meu primeiro reflexo foi achar que ele ia me mostrar alguma foto, algum vídeo bobo de Matteo, algum texto fofo que ele tinha escrito escondido e que eu ia fingir que não ia chorar.

Em vez disso, ele abriu um arquivo.

Um documento organizado demais para ser casual.

— Lê — ele pediu.

Eu sentei na cama, ajeitando o lençol na cintura, e peguei o tablet das mãos dele.

A primeira coisa que eu vi foi um título.

BELLUCCI BEAUTY.

Eu li devagar, como se o meu cérebro precisasse de tempo para acreditar no que os olhos estavam enxergando. Para compreender as fotos. Para compreender as palavras.

— Bellucci… Beauty? — eu repeti.

Christian observou minha reação com atenção, como se estivesse pronto para ajustar qualquer coisa caso eu explodisse de emoção ou de pânico.

— Eu estava… entediado — ele disse, e a forma como ele falou aquilo era quase engraçada, porque “entediado” saía da boca do Christian como se fosse uma confissão grave. — Sentindo que eu cheguei no limite do que a Bellucci podia oferecer.

Eu continuei olhando o arquivo.

Tinha páginas. Tinha notas. Tinha ideias. Tinha um mapa inteiro dentro daquele tablet.

Christian se apoiou no travesseiro ao meu lado.

— Linha premium — ele enumerou, e o tom dele ficou prático, como se fosse uma reunião. — Linha orgânica. Linha popular com a Montesi. Suco. Tudo.

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Extra - Capítulo 18 3

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