O momento mágico do encontro de olhares com Nate foi interrompido antes mesmo que pudesse completamente processar a emoção que havia sentido. Mal havia dado dois passos na direção do terraço quando um homem se aproximou de mim com um sorriso confiante e charmoso, bloqueando sutilmente meu caminho.
— Impressionante como o clima inglês consegue ser imprevisível até mesmo dentro de casa — disse com sotaque alemão refinado, gesticulando na direção das janelas onde a chuva havia começado a bater suavemente. — Lá fora está chovendo, mas aqui dentro vocês conseguiram criar um verão perpétuo.
Não pude evitar uma risada genuína.
— É verdade — respondi com um sorriso natural. — Acho que os ingleses aperfeiçoaram a arte de ignorar completamente o próprio clima. Se dependêssemos do tempo para fazer festa, Londres seria uma cidade muito mais silenciosa.
— Exatamente! — riu ele, parecendo satisfeito por ter conseguido me fazer sorrir. — Klaus Reinhardt, aliás.
O sobrenome me fez parar imediatamente. Reinhardt. Como em Reinhardt Industries, o maior comprador da linha orgânica da Bellucci na Europa, responsável por uma parcela significativa dos nossos lucros nesse segmento. Eu havia estudado extensivamente os relatórios sobre essa conta - eles não apenas compravam em grandes volumes, mas também tinham influência sobre outros distribuidores na região, funcionando como uma espécie de porta de entrada para todo o mercado alemão.
— Annelise Aguilar — respondi, apertando sua mão enquanto minha mente processava rapidamente a importância deste encontro. — Que legal ver o rosto por trás do nome! Sempre vejo seu nome nos e-mails e contratos.
— Ah, você trabalha na Bellucci então? — perguntou com interesse renovado.
— Sim, a linha orgânica faz parte do meu portfólio — respondi, e então acrescentei com um sorriso conspiratório: — Inclusive, não conte para ninguém, mas é minha favorita de trabalhar.
Klaus sorriu largamente.
— Então já temos algo em comum — disse, seus olhos brilhando com interesse. — O que m faz me perguntar... o que mais será que vamos descobrir em comum esta noite?
O tom havia mudado sutilmente, e eu estava prestes a redirecionar a conversa para território mais profissional quando um garçom passou próximo a nós, carregando uma bandeja que continha as duas últimas taças de um vinho que reconheci imediatamente.
— Que sorte — disse Klaus com um sorriso que pareceu quase orquestrado demais para ser coincidência, interceptando o garçom e pegando as duas taças. Ele me ofereceu uma e ficou com a outra.
Aceitei a taça, tentando usar o momento para voltar ao tom profissional.
— Perfeito — disse, examinando o líquido. — É do nosso próprio vinhedo orgânico. Este rótulo específico foi uma aposta arriscada quando lançamos, mas tem se mostrado muito popular na Europa. O processo de fermentação completamente natural cria notas bem características...
— O que é realmente impressionante — Klaus me interrompeu suavemente, levantando sua taça — é encontrar alguém tão apaixonada pelo próprio trabalho. E que coincidentemente fica absolutamente deslumbrante enquanto fala sobre vinificação orgânica.
Ali estava a mudança que eu havia previsto. Klaus claramente não estava interessado em discutir processos de fermentação ou estratégias de mercado. Seus olhos se demoraram mais tempo do que seria apropriado no meu decote, e pude perceber que sua atenção estava muito mais focada em mim do que em qualquer conversa profissional que pudéssemos ter.
— Obrigada — respondi cuidadosamente, tomando um gole do vinho para ganhar tempo e pensar em como navegar esta situação.
— Esse vestido fica absolutamente deslumbrante em você — disse finalmente, abandonando qualquer pretensão de que nossa conversa era puramente comercial. — A cor branca realça perfeitamente seu tom de pele.
— Anne! — Tori me recebeu com entusiasmo genuíno, um contraste refrescante após a conversa com Klaus. — Você está absolutamente linda! Esse vestido é perfeito. E já aproveitou meu presente? O gift card da loja de sapatos?
— Ainda não tive tempo — respondi, sorrindo pela animação dela. — Mas já que falamos em presentes, eu tenho algo para você.
Tori me olhou com curiosidade enquanto eu abria minha pequena bolsa de festa e retirava um cartão de visitas elegante.
— O que é isso? — perguntou, pegando o cartão e examinando-o com confusão.
— É o seu contato na Christie's — expliquei, observando sua expressão mudar gradualmente de confusão para surpresa. — Atrás está anotada a data e o horário da sua entrevista.
Tori virou o cartão rapidamente, e pude ver seus olhos se arregalando conforme lia as informações escritas à mão no verso.
— Como... Anne, como você conseguiu isso? — perguntou, claramente chocada.
Sorri, sentindo uma satisfação particular em poder surpreendê-la desta forma.
— Aparentemente, meu pedigree não é tão ruim assim...

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Comprei um Gigolô e ele era um Bilionário (Kayla Sango )
Quem é Paloma, gente? Era pra ser a Paola, no caso?...
Pois é Simone Honorato, eu tbm fiquei super animada achando que leria 20 capítulos.Frustante mesmo...
Boa tarde, reparei que do capitulo 731 pulou para o capitulo 751 !!!! Me parece o FINAL !!!! É ISSO MESMO ? FRUSTANTE, PENSEI QUE LERIA 20 CA´PITULOS, E NADA, SOMENTE 01.!!...
Pelo amorrrrrrr desbloqueia esses capitulos!!!!!...
Paguei pelas moedas, e não foi desbloqueado! Afff...
O que houve porque parou de carregar capítulos?...
Gostaria de manifestar uma profunda insatisfação com vc autora, pois vc parou a história no capítulo 731 e nada de falar se foi o fim do livro ou se vai ter continuação Acho um desrespeito com os leitores q espera todo dia por um novo capítulo. Acho que seria o.minimo de respeito avisar q acabou....
Uma semana sem desbloquear os capítulos...
Não vão desbloquear o restante dos capítulos?...
Ja tem uns 2 dias que não desbloqueiam os capítulos, parou no capítulo 714 e nada... Afff...