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Contrato de Barriga de Aluguel para o Bilionário romance Capítulo 136

Bruno mantinha no rosto aquela expressão controlada de sempre, quase tranquila demais para alguém que aparecia sem avisar na casa de outra pessoa.

— Desculpa aparecer sem avisar. — disse ele, olhando para Marcelo. — Eu vi o que aconteceu nas notícias… achei que você poderia estar precisando conversar.

Marcelo franziu levemente a testa, ainda surpreso, mas sorriu.

— Obrigado pela preocupação.

Milena apareceu atrás de Marcelo por curiosidade de saber quem era. No segundo em que viu Bruno, seu corpo inteiro ficou rígido. O coração deu uma batida tão forte que pareceu ecoar nos ouvidos.

Bruno desviou seus olhos para ela. O olhar dele mudou no mesmo instante. Um sorriso pequeno, quase imperceptível, surgiu no canto da boca dele. Então ele voltou a olhar para Marcelo como se nada tivesse acontecido.

— Posso entrar? — perguntou.

Marcelo abriu um pouco mais a porta, ainda sem perceber a tensão que havia surgido atrás dele.

— Claro. Entra.

Bruno deu um passo à frente, foi então que Milena falou.

— Não. — Sua voz saiu mais firme que esperava.

Marcelo virou o rosto imediatamente. Os olhos dele se estreitaram ao perceber que Milena estava nervosa.

— Amor?

Ela não desviava os olhos de Bruno. Seu rosto estava sério.

— Desculpa amor, mas ele não entra nesta casa.

Marcelo franziu o cenho, claramente sem entender.

— Vocês se conhecem?

Milena deu um passo à frente, ficando ao lado de Marcelo.

— Sim.

Bruno soltou uma pequena risada pelo nariz, cruzando os braços.

— Parece que alguém aqui não ficou feliz em me ver.

Marcelo endireitou a postura. Era como se um barulho de alerta tivesse soado em seu ouvido.

— Como você conhece minha mulher? — ele perguntou olhando diretamente para Bruno.

Bruno encarou Milena sem pudor.

— Será que ela gostaria que eu contasse?

— Não vejo problema algum nele saber. Conheci Bruno quando eu ainda dançava na boate… ele estava lá todos os dias.

O sorriso de Bruno não desapareceu, mas deu uma vacilada.

Marcelo olhou rapidamente para ele. Depois voltou para Milena.

— Todos os dias?

Milena assentiu.

— No começo eu achei que fosse só mais um cliente.

Bruno deu de ombros, como se aquilo não fosse nada demais.

— Eu só estava sendo simpático.

Milena ignorou a interrupção.

— Até que um dia ele descobriu quem eu realmente era. Começou a conversar comigo. A aparecer sempre no mesmo horário. A perguntar da minha vida… se aproximou das crianças.

Bruno soltou um pequeno suspiro, impaciente.

— Isso não é exatamente um crime.

Mas Milena continuou.

— Depois disso ele começou a se aproximar mais. Se ofereceu para ajudar com algumas coisas… dizia que só queria ser meu amigo.

— E você estava todo esse tempo se aproximando dela pelas minhas costas? Me fazendo de idiota!

Os olhos de Bruno se estreitaram.

— Eu estava investigando. Eu não tinha certeza de que era ela.

Marcelo apertou ainda mais o colarinho dele.

— Você deve me achar muito idiota para acreditar nisso, não é mesmo? — A mandíbula de Marcelo travou. — Você estava perseguindo ela.

Bruno soltou um suspiro irritado.

— Corta essa, Marcelo. Eu não achei que isso fosse virar um drama desse tamanho. Eu não tinha segundas intenções com ela. — Mentiu.

Marcelo ficou alguns segundos em silêncio, apertou os lábios um no outro com força.

— Claro. E eu sou o Homem-Aranha. — disse com sarcasmo. — Então faz de conta que eu acredito em você. E me diz, o que você queria se aproximando dela daquele jeito?

Bruno passou a língua pelos dentes e antes de responder olhou para Milena.

— Confesso que estou surpreso. Achei que ela nunca ia dizer que me conhecia.

Marcelo o encarou por alguns segundos. Então soltou o colarinho dele com um empurrão.

Bruno ajeitou a camisa devagar e estreitou os olhos.

Após uns minutos em silêncio, Marcelo sorriu e colocou Milena ao seu lado. Seus dedos deslizaram na cintura dela quase em um gesto possessivo.

— Diferente de você. Ela não tem mais nada a esconder de mim. — Ele apontou para fora da casa. — E se não quiser piorar as coisas, vai embora e nunca mais volte. Você não é bem-vindo aqui.

O sorriso sarcástico de Bruno voltou lentamente. Mas dessa vez os olhos dele estavam mais escuros.

— Certo.

Ele deu um passo para trás, descendo o primeiro degrau da entrada. Antes de ir embora, olhou diretamente para Milena.

— A gente ainda vai se encontrar, Milena.

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