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Contrato de Barriga de Aluguel para o Bilionário romance Capítulo 137

Os dias que se seguiram à visita de Bruno foram estranhamente silenciosos. Marcelo reforçou a segurança da mansão sem dizer exatamente o motivo, mas Milena já sabia a resposta.

Tudo se resumia em mais homens na entrada, mais carros rondando a rua, e um segurança novo passou a acompanhar as crianças até o portão da escola. Marcelo dizia que era apenas precaução, mas Milena sabia que era mais do que isso. Desde que Bruno saiu daquela casa com aquela ameaça velada, algo no ar havia mudado. E Marcelo não iria arriscar que seus filhos e Milena corressem perigo.

Numa manhã ensolarada, Bruno segurava o volante com uma das mãos enquanto observava o prédio à frente. O colégio das crianças estava cheio de movimento. Uniformes azuis e brancos atravessavam o portão acompanhados por pais, babás e motoristas.

No banco do passageiro, Sabrina observava tudo em silêncio. Usava óculos escuros e mantinha o cabelo preso em um rabo de cavalo baixo. Um sorriso frio se desenhava no canto da boca.

— Então é aqui que os pestinhas estudam. — disse ela.

Bruno assentiu sem tirar os olhos do portão.

— Sim.

Ela inclinou levemente a cabeça, analisando a movimentação.

— Horários?

— Marcelo ou Milena trazem as crianças entre sete e sete e quinze. — respondeu ele. — Dois seguranças ficam sempre próximos do carro.

Sabrina arqueou uma sobrancelha.

— Só dois?

— Mais dois dentro da escola. E um carro de apoio que fica circulando a quadra.

Ela cruzou os braços e sorriu.

— Ele ficou paranoico.

Bruno soltou uma pequena risada.

— Você ficaria também se alguém ameaçasse sua família.

Sabrina ignorou o comentário como se ele não tivesse importância.

— As quatro crianças estudam ai?

— Sim.

Os olhos dela se estreitaram.

— Qual deles se parece mais com Marcelo?

Bruno deu de ombros.

— Dominic e Leon. São gêmeos idênticos.

Sabrina tirou os óculos escuros. Seus olhos brilharam com uma frieza perigosa.

— Então pegamos os dois.

Bruno virou o rosto para ela.

— Isso complica.

— Não me importo! — respondeu Sabrina com frieza. — Quero o que mais se parece com ele. Se são idênticos, não vamos correr risco.

Bruno passou a mão pelo rosto.

— O problema não são as crianças.

Ela ergueu uma sobrancelha.

— Então qual é?

— A segurança. Eu tentei subornar um deles.

Sabrina ficou imóvel por um instante.

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