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Contrato de Barriga de Aluguel para o Bilionário romance Capítulo 139

Bruno empurrou a porta do pequeno quarto no fundo do esconderijo e parou imediatamente. Por um segundo ele pensou ter entrado no lugar errado. O ambiente estava completamente diferente de horas atrás. As paredes haviam sido pintadas de azul claro. Um papel de parede com pequenos aviões cobria uma das laterais. Sobre a cama havia lençóis novos, dobrados com perfeição. Dois travesseiros pequenos estavam alinhados no centro.

— Mas que raio está acontecendo aqui?— murmurou Bruno franzindo a testa.

No canto do quarto havia uma caixa aberta cheia de brinquedos, carrinhos, blocos de montar, um ursinho de pelúcia. E no meio de tudo aquilo estava Sabrina. Ela estava ajoelhada no chão, organizando os carrinhos sobre um tapete peluciado. Quando percebeu a presença dele, ergueu os olhos lentamente.

— Demorou.

Bruno continuou parado na porta.

— O que… é isso?

Sabrina pegou um dos carrinhos e o colocou ao lado do outro com uma delicadeza quase ensaiada.

— O quarto dos meus filhos.

Ela falou com naturalidade, como se estivesse explicando algo completamente óbvio.

Bruno sentiu um arrepio percorrer sua nuca.

— Você está… falando sério? Pretende manter esses meninos na mesma cidade em que Marcelo mora?

Sabrina levantou-se devagar. Ajeitou o vestido e passou a mão sobre a colcha da cama, alisando uma dobra invisível.

— Eu quero tudo perfeito quando eles chegarem.— respondeu ignorando a outra pergunta.

Bruno olhou ao redor outra vez, tudo aquilo beirava a insanidade. Ele passou a mão pelo rosto um pouco hesitante.

— Sabrina…

Ela ergueu o olhar.

— O que foi?

Bruno pensou por um instante, foi apenas uma fração de segundo. Mas naquele momento algo dentro dele vacilou.

— Talvez… a gente esteja indo longe demais.

Sabrina ficou imóvel e então um sorriso lento, frio surgiu em seus lábios.

— Ah Bruno…— Ela murmurou caminhando até ele devagar. Os passos ecoavam no chão de madeira.— Agora você quer bancar o bom moço?

— Não é isso...— Bruno respondeu desviando o olhar.

Ela sorriu e parou bem perto dele.

— É tarde demais para isso, Bruno.— A voz dela saiu baixa. Ela inclinou a cabeça levemente. — Você já mentiu, manipulou. Já perseguiu aquela minha filha por meses. Já traiu seu amigo. O mesmo que te tirou do fundo do poço quando seu pai deu você e sua fragil irmã como pagamento de dívida. Agora vai terminar o que começou.

Bruno engoliu em seco, mas continuou em silêncio.

Sabrina sorriu.

— Ou eu posso simplesmente contar para seu pai onde você e sua irmã estão.

O silêncio caiu pesado entre os dois. Bruno ficou rígido. Ela deu um pequeno tapinha no peito dele.

— Sabia que não iria me decepcionar, querido.— disse com a voz arrastada. Sabrina se afastou, pegou uma bolsa sobre a cadeira. — Vou sair.

— Para onde vai? Não é bom ficar desfilando por aí. Marcelo está desconfiado. Passei pelo colégio e ele estava lá.

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