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Contrato de Barriga de Aluguel para o Bilionário romance Capítulo 167

Cinco anos depois

A mansão que já foi palco de gritos, risadas e choros, estava tranquila naquela manhã. O café já estava pronto, o cheiro preenchendo o espaço de forma familiar. Os quartos no andar de cima ainda fechados.

— Estranho, né? — a voz de Marcelo surgiu atrás dela.

Milena sorriu, apoiando as mãos na bancada.

— Silêncio demais.

Ele se aproximou devagar, parando ao lado dela. Também olhou em direção à escada, como se esperasse que, a qualquer momento, alguém fosse descer correndo, discutindo por qualquer motivo bobo.

— Quem diria, amanhã nossos filhos fazem dez anos… — ele murmurou, mais para si mesmo.

Milena virou o rosto para ele, o olhar mais calmo do que ele já tinha visto um dia.

— Eles cresceram tão parecidos, mas tão diferentes ao mesmo tempo.

Marcelo soltou um pequeno riso.

— Não acha que passou rápido demais? Ontem mesmo Dominic estava subindo na mesa e Mason correndo tentando esconder o uniforme.

— Rápido o suficiente pra gente nem perceber quando deixaram de precisar da gente pra tudo.

Alguns minutos depois, passos começaram a surgir no andar de cima.

Dominic apareceu primeiro, já com o uniforme do colégio, o celular na mão, ajeitando o óculos com as pontas dos dedos. Ele se aproximou, deu um beijo no rosto de Milena e um abraço em Marcelo. Era assim desde os seus seis anos de idade.

— Bom dia, mãe, pai.

— Bom dia, filho. — os dois responderam quase juntos.

Leon veio logo atrás, discutindo alguma coisa sobre um projeto de robótica do colégio. O mesmo rosto de Dominic, os mesmos olhos e cabelos escuros, mas com uma energia completamente diferente. Enquanto um mergulhava em números, o outro vivia no céu, falando de aviões como se já estivesse lá.

Mason apareceu depois, mais quieto, observando antes de se aproximar. Os fios cor de cobre e as sardas no rosto faziam dele o único que não era confundido. Por muito tempo isso o incomodou. Hoje, era exatamente o que o fazia se sentir único.

E por último, Vallentina apareceu. Olhos azuis como da mãe, cabelos escuros e as covinhas do sorriso iguais as de Marcelo. Delicada e obediente. Ama balé e natação. Tem uma vocação incrível para desenhar. Apegada ao pai. Tem ciúmes até da sombra quando se trata dele.

Marcelo ainda parava por um segundo quando olhava para ela. Não mais pela fragilidade de antes, mas pela força que ela tinha se tornado.

— Pai, hoje o senhor pode me buscar na casa da Samantha? — ela perguntou, a voz doce e o olhar sensível que emocionava Marcelo.

— Claro, princesa. — ele respondeu sem hesitar.

Milena observava tudo em silêncio. Não precisava mais intervir o tempo todo. Eles tinham aprendido a cuidar um do outro, principalmente os três meninos, Vallentina era protegida pelos irmãos, não importava quem tentasse se aproximar com segundas intenções. Eles tinham crescido da melhor forma possível. Educados, sensíveis e muito inteligentes. Milena sempre se sentia orgulhosa por isso.

Mesmo tentando o quinto filho, Milena não conseguiu engravidar. O risco era muito grande e apesar da tristeza, ela entendeu que nada acontece por acaso.

Anos de estudo e persistência a trouxeram até ali. Hoje, Milena não era mais conhecida como esposa de Marcelo De Valliére, mas como doutora Milena Carlson. Ela conseguiu o reconhecimento que sempre quis, por meio dos seus esforços.

Álvaro que sempre incentivou a filha chora toda que lembra do quanto foi difícil para ela chegar até ali.

Após um atendimento onde uma jovem de dezoito anos foi diagnosticada com uma doença grave, Milena saiu para tomar um ar. Marcelo estava encostado na parede do corredor quando a viu sair de cabeça baixa. Nem precisou perguntar, só de olhar para ela, ele sabia que algo doía.

— Você não pode controlar tudo, amor.

Ela suspirou e Marcelo a abraçou com carinho.

— Mas é tão difícil quando acontece isso. Ela é tão nova e já está enfrentando algo tão doloroso sozinha. Mas eu prometi que vou ajudar ela...

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