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Contrato de Barriga de Aluguel para o Bilionário romance Capítulo 163

Na semana seguinte.

Milena estava atenta na direção, o trânsito da manhã começando a pesar, a cabeça tentando se organizar para mais um dia de aula. Uma música leve tocando no rádio, por alguns momentos ela cantava junto. Estava tão entretida que não notou que o telefone tocava pela segunda vez. Quando se deu conta da vibração no banco ao lado ela sorriu. Sem tirar os olhos da estrada, esticou a mão e pegou o celular.

— Alô?— disse assim que atendeu.

Do outro lado, a voz da babá saiu apressada, trêmula demais para ser ignorada.

— Dona Milena… é a Vallentina… ela caiu na escola… parece que quebrou o braço, eu não sei o que fazer…

Milena freiou o carro bruscamente, seu coração parou por um segundo.

— Onde você está agora?

— Já estou indo para o colégio, me ligaram agora, disseram que foi no recreio, ela bateu a cabeça também… eu estou indo, mas...

Milena já não ouvia o resto. O corpo reagiu antes da mente. Ela virou o volante sem pensar duas vezes, ignorando completamente as buzinas atrás dela. O coração acelerou, mas a respiração se ajustou automaticamente, como se algo dentro dela tivesse sido ativado.

— Fica na linha comigo. — disse, firme. — Eles já chamaram alguém da enfermaria?

— Sim… mas disseram que a cabeça dela está sangrando muito…

— Ela está consciente?

— Disseram que sim… mas chorando muito…

Milena fechou os olhos por um segundo, organizando o raciocínio.

— Então escuta: isso já é um bom sinal. Provavelmente é um corte no couro cabeludo, sangra bastante mesmo. Não entra em pânico. Eu estou chegando.

Desligou antes de ouvir resposta.

Os minutos seguintes pareceram longos demais. Quando finalmente estacionou em frente ao colégio, saiu do carro sem sequer desligar direito o motor.

— Sou mãe da Vallentina De Valliére... — disse já entrando, sem parar na recepção. — Onde ela está?

A secretária apontou, surpresa com a postura dela.

— Enfermaria, final do corredor…

Milena nem esperou terminar. Quando entrou, encontrou a filha deitada na maca, o uniforme manchado de sangue na altura da cabeça, o choro baixo. Uma professora tentava acalmá-la, visivelmente nervosa.

— Mamãe…

A voz pequena quebrou qualquer barreira que ainda existia, mas Milena não deixou isso transparecer.

Ela se aproximou rápido, mas com cuidado.

— Ei… olha pra mim, meu amor… — disse, segurando o rosto dela com delicadeza. — Mamãe está aqui.

Os olhos correram direto para o ferimento. Um corte lateral, profundo o suficiente para assustar, mas não grave como parecia. O braço uma leve torção.

— O que aconteceu?

— Eu caí da escada… — Vallentina respondeu, chorando. — Escorreguei…

Milena estreitou os olhos por um segundo, não convencida, mas não insistiu.

— Tudo bem… tudo bem… isso aqui assusta mesmo, mas a gente vai cuidar, tá?

Colocou a luva que estava na bancada ao lado, ignorando completamente qualquer formalidade. Com delicadeza, pressionou o local com gaze limpa, sua mão firme, sem hesitação.

A professora tentou falar algo.

— Nós já estávamos...

— Depois conversamos. — Milena cortou, sem grosseria, mas direta.

Os movimentos eram rápidos, precisos. A respiração controlada. O olhar atento a cada detalhe.

— Vamos precisar levar para o hospital pra suturar. — disse, olhando para a babá, que chorava de preocupação. — Fica calma, Lana. Ela está bem.

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