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Da Cama Para o Altar: Um contrato com o meu Chefe romance Capítulo 235

"Algumas verdades não precisam ser explicadas. Elas apenas encontram alguém capaz de enxergá-las."

— Querida... você está grávida?

A pergunta de Margareth Fitzgerald não veio carregada de choque ou incredulidade. Pelo contrário. A voz dela saiu tão suave e emocionada que, por um instante, Dayse sentiu o coração apertar dentro do peito.

O silêncio tomou conta da cobertura.

Clara permaneceu parada ao lado do sofá com os olhos arregalados e ainda brilhando por causa das lágrimas que havia derramado minutos antes. Marina continuava de pé próxima da mais velha, mas agora observava a cena em absoluto silêncio, como se entendesse que aquele momento já não pertencia a nenhuma delas.

Dayse sentiu a garganta fechar.

Por alguns segundos, tentou responder, encontrar alguma palavra. Mas não conseguiu porque aquela pergunta transformava tudo em realidade.

Não era mais um teste escondido dentro de uma bolsa, nem um segredo dividido apenas entre amigas ou uma possibilidade.

Era real.

Os olhos dela se encheram de lágrimas novamente antes que pudesse impedir e, por fim, assentiu devagar.

Foi um movimento pequeno, quase imperceptível, mas suficiente.

Margareth levou a mão à boca ao mesmo tempo que seus olhos marejaram de imediato e aquilo surpreendeu Dayse mais do que qualquer outra reação poderia surpreendê-la.

Não havia preocupação no rosto da avó de Edward. Nem julgamento, decepção ou raiva.

Havia felicidade.

Uma felicidade tão genuína que fez o peito de Dayse doer.

— Meu Deus... — Margareth sussurrou enquanto os olhos brilhavam. — Meu Deus...

Clara foi a primeira a perder completamente a batalha contra as próprias emoções.

— Eu sabia que esse momento seria emocional demais para mim.

Marina fechou os olhos por um segundo.

— Clara...

— O quê? — ela respondeu, enxugando o rosto. — Eu estou tentando colaborar.

— Você está chorando mais do que a grávida.

— Porque eu sou uma pessoa sensível.

— Você é dramática.

— Isso também.

A pequena troca arrancou uma risada baixa de Margareth e até mesmo um sorriso trêmulo de Dayse.

Por alguns segundos, a tensão diminuiu, mas apenas por alguns segundos.

Porque a verdade continuava ali.

Margareth voltou a olhar para Dayse e, naquele instante, alguma coisa silenciosa passou entre as duas mulheres.

Talvez porque ambas soubessem que existia uma conversa muito maior esperando para acontecer.

Clara percebeu primeiro e Marina logo depois.

As duas trocaram um olhar rápido.

— Acho que vocês precisam conversar — Marina anunciou enquanto se levantava.

As duas se aproximaram de Dayse.

Clara beijou sua testa e Marina apertou sua mão.

E alguns instantes depois saíram da cobertura, deixando a sala silenciosa.

Agora havia apenas Dayse e Margareth.

Margareth sentou-se ao lado dela no sofá com calma, sem invadir seu espaço, sem pressioná-la a falar, apenas permanecendo ali.

E isso, de alguma forma, fez Dayse sentir vontade de chorar ainda mais.

Porque estava cansada de esconder, de ter medo, de tentar ser forte o tempo inteiro.

Margareth segurou delicadamente uma de suas mãos.

— Você está assustada.

Não foi uma pergunta, foi uma constatação.

Dayse abaixou os olhos para as próprias mãos e por alguns segundos ficou em silêncio. Depois assentiu.

— Muito.

Margareth apertou sua mão.

— Quer me contar por quê?

A pergunta saiu baixa e cuidadosa. Sem qualquer julgamento. E foi exatamente isso que desmontou as últimas defesas de Dayse.

Ela respirou fundo tentando organizar os pensamentos. Mas quando finalmente falou, a voz saiu trêmula.

— Eu tenho medo de que ele não queira esse bebê.

A confissão ficou suspensa entre elas.

Margareth não interrompeu, não tentou corrigir. Não tentou tranquilizá-la imediatamente. Apenas ouviu.

Dayse passou a mão pelo rosto antes de continuar.

— Eu sei que parece absurdo.

Os olhos voltaram a marejar.

— Eu sei que Edward tem sido maravilhoso comigo.

A voz falhou discretamente.

— Eu sei que ele tem cuidado de mim, que ficou ao meu lado nas Maldivas, que praticamente cancelou a própria vida para ter certeza de que eu estava bem.

Ela soltou o ar lentamente.

— Mas uma coisa é me querer.

Os dedos apertaram a própria mão.

— Outra completamente diferente é descobrir que vai ser pai.

Margareth observou aquela jovem mulher durante alguns segundos.

Então sorriu.

Um sorriso triste, carinhoso e cheio de compreensão.

— Você sabe quem apareceu chorando na minha casa quando descobriu que estava grávida?

Dayse ergueu os olhos confusa.

— Quem?

— Helena.

A resposta veio simples.

Dayse piscou.

— A mãe do Edward?

Margareth assentiu.

— Sua sogra estava apavorada.

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