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Da Cama Para o Altar: Um contrato com o meu Chefe romance Capítulo 269

"No fim, não são os grandes acontecimentos que permanecem. São as pessoas que continuam escolhendo ficar."

Os anos passaram. Nem rápido, nem devagar. Simplesmente passaram, como a vida costuma fazer quando estamos ocupados demais vivendo para perceber o tempo correr.

A Mansão Fitzgerald continuava de pé.

As árvores do jardim haviam crescido.

A piscina continuava sendo palco de guerras aquáticas absolutamente desnecessárias. Augustus reclamava mais do que antes, Margaret continuava fingindo não perceber, Clara seguia transformando qualquer reunião de família em um grande evento, e Adrian ainda tentava sobreviver a tudo isso.

Os anos passaram, David e Valentin chegaram aos dezesseis anos, mas uma coisa jamais mudou: Marina continuava correndo atrás dos filhos, Daniel continuava jurando que um dia teria controle sobre a própria casa e ninguém mais acreditava nessa promessa.

Porque algumas coisas simplesmente nunca mudavam.

Outras mudavam completamente.

Edward Fitzgerald observava tudo isso sentado na varanda.

Os cabelos agora exibiam discretos fios grisalhos próximos às têmporas. As marcas do tempo apareciam com mais clareza ao redor dos olhos. Mas havia algo nele que nunca esteve tão diferente.

A tranquilidade. A paz. A serenidade rara de quem já não precisava procurar mais nada.

Porque encontrou.

A piscina estava cheia.

Helena já era uma jovem mulher, Tinha dezoito anos.

Os longos cabelos escuros agora caíam sobre os ombros da mesma forma que os de Dayse anos atrás, e o sorriso continuava tendo exatamente o mesmo efeito sobre Edward: fazia qualquer preocupação desaparecer.

Ou quase qualquer uma.

Julian também tinha dezoito anos.

O menino que um dia Adrian carregou no colo agora era um rapaz educado, responsável e completamente apaixonado pela filha de Edward.

E Helena era igualmente apaixonada por ele.

Os dois haviam crescido praticamente juntos. As brincadeiras de infância deram lugar às provocações, que, aos poucos, se transformaram em conversas que duravam horas.

Até que, numa tarde qualquer, Julian apareceu na cobertura com um buquê de flores nas mãos e uma expressão tão nervosa que mal conseguia organizar as palavras.

Naquele dia, ele não pediu a mão de Helena em casamento. Pediu apenas permissão para namorá-la. Edward ainda se lembrava perfeitamente daquele momento.

Julian ensaiou um discurso inteiro diante do espelho e decorou cada palavra. Bastou Edward abrir a porta para que ele esquecesse tudo.

Mais tarde, Adrian juraria que nunca tinha visto o próprio filho tão apavorado.

Edward também quase não colaborou. Permaneceu quase dois minutos inteiros olhando para Julian sem dizer absolutamente nada.

Depois perguntou, com toda a seriedade do mundo:

— Você tem certeza?

Julian respondeu que sim.

Edward fez outra pergunta.

Depois outra.

E mais uma.

Quando terminou, Adrian já havia desistido de fingir que aquilo era uma conversa normal.

Clara ria discretamente no sofá enquanto Dayse tentava convencer o marido apenas com o olhar a parar de torturar o rapaz.

No fim, Edward respirou fundo.

Olhou para Helena, que aguardava a resposta com o coração acelerado.

Depois voltou a encarar Julian.

— Se fizer minha filha chorar...

Julian sequer o deixou terminar.

— Nunca vou fazer isso, senhor.

Edward permaneceu em silêncio por alguns segundos.

Então apenas estendeu a mão e Julian apertou-a imediatamente.

Naquele dia começou um namoro.

Dois anos depois, continuavam exatamente como todos imaginavam.

Cada vez mais apaixonados.

Edward e Dayse também aumentaram a família.

Poucos anos depois de Helena, nasceu Arthur Fitzgerald.

Agora, aos onze anos, o menino havia herdado os cabelos escuros do pai e o sorriso fácil da mãe. Era gentil, educado e dono de um coração tão grande que conseguia conquistar qualquer pessoa poucos minutos depois de conhecê-la.

Se Helena herdou a determinação de Edward, Arthur parecia ter herdado a sensibilidade de Dayse.

Era o tipo de criança que abraçava os pais sem motivo, que dizia "eu amo vocês" com a mesma naturalidade de quem desejava bom-dia e que jamais saía de casa sem antes procurar a mãe ou o pai para se despedir.

Edward costumava dizer que o filho era tranquilo demais.

Dayse respondia que aquilo apenas compensava a personalidade forte da irmã.

Arthur e Miguel, o segundo filho de Clara e Adrian, tinham a mesma idade e eram inseparáveis desde pequenos.

Os dois transformavam qualquer reunião de família em uma nova aventura, embora Miguel sempre conseguisse convencer Arthur a participar de ideias que, alguns minutos depois, inevitavelmente terminavam com Adrian, Edward ou Daniel precisando intervir.

Clara e Adrian juravam que Miguel era ainda mais arteiro do que Julian havia sido na infância, feito que Adrian considerava biologicamente impossível.

Valentin e David já tinham dezessete anos.

Tinham crescido, amadurecido e se tornado excelentes rapazes.

O curioso era que Marina continuava correndo atrás dos filhos. Não porque eles lhe dessem trabalho, muito pelo contrário.

O problema eram as namoradas.

Marina descobriu, para enorme diversão de Daniel, que era uma mãe absurdamente ciumenta. Toda vez que alguma garota aparecia perto demais de um dos gêmeos, ela encontrava um motivo perfeitamente plausível para interromper a conversa.

Daniel apenas cruzava os braços e assistia.

— Está vendo?

Marina arqueou uma sobrancelha.

— O quê?

Ele abriu um sorriso divertido.

— Finalmente descobri quem os meninos puxaram.

Ela fingiu não entender.

— Não faço ideia do que você está falando.

Daniel riu.

Porque fazia muitos anos que aprendera a não discutir com a esposa quando ela claramente já havia perdido a discussão para si mesma.

As risadas voltaram a preencher o jardim.

David e Valentin conversavam com algumas amigas perto da piscina enquanto Marina fingia não estar observando cada movimento dos dois.

Miguel corria pelo gramado perseguido por Arthur, que já começava a rir antes mesmo de ser alcançado.

Helena permanecia sentada à beira da piscina ao lado de Julian. Os dois conversavam baixinho, como se o restante da família simplesmente não existisse.

Augustus discutia alguma coisa com Adrian. Margaret fingia que não estava ouvindo. Clara, como sempre, organizava tudo ao mesmo tempo.

Era exatamente o tipo de confusão que fazia daquela casa um lar.

Edward continuava sentado na varanda com os cotovelos apoiados nos joelhos e os olhos passeando lentamente por cada pessoa que amava.

Então ouviu passos atrás de si e nem precisou olhar. Reconheceria aqueles passos em qualquer lugar do mundo.

Dayse se aproximou em silêncio, sentou-se ao lado dele e, sem dizer uma única palavra, apoiou a cabeça em seu ombro.

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