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Da Cama Para o Altar: Um contrato com o meu Chefe romance Capítulo 239

"O problema nunca foi descobrir que ele a amava. Foi descobrir se podia confiar em como tudo começou."

O silêncio se tornou absoluto.

Dayse sentiu o coração acelerar tão forte que por um instante esqueceu completamente onde estava.

Edward continuou olhando para ela.

— Estou aqui porque, entre todas as pessoas que passaram pela minha vida, foi ela quem eu escolhi para caminhar ao meu lado, dividir os meus dias, os meus problemas, os meus sonhos e o meu futuro.

As lágrimas que Dayse vinha tentando conter voltaram a arder nos olhos.

— E estou aqui porque ela é minha noiva, porque será minha esposa e porque não existe uma única pessoa neste prédio que tenha o direito de desrespeitá-la sem responder diretamente a mim.

A cor desapareceu lentamente do rosto de Liliana.

— Edward...

— Pare de agir como se estivesse disputando alguma coisa com ela.

A voz dele permaneceu calma. Devastadoramente calma.

— Porque você nunca perdeu para Dayse.

A respiração da advogada vacilou.

— Não...

— Nunca perdeu porque jamais existiu competição.

A frase atingiu em cheio.

— Isso não é verdade.

— É exatamente a verdade.

Edward não desviou o olhar nem por um segundo.

— Você passou anos transformando encontros ocasionais em promessas que nunca existiram, confundindo desejo com sentimento e convencendo a si mesma de que, se esperasse o suficiente, chegaria o dia em que eu olharia para você diferente.

O rosto dela perdeu cor.

— Depois de tudo o que tivemos...

Pela primeira vez, a voz falhou de verdade. B

Edward continuou impassível.

— Nós tivemos uma relação física entre dois adultos que sabiam exatamente o que estavam fazendo, mas eu nunca prometi amor, nunca prometi compromisso e nunca prometi construir uma vida ao seu lado.

O silêncio que se seguiu foi quase doloroso.

— O fato de você ter confundido acesso com importância não transforma Dayse na responsável pela sua frustração.

Liliana fechou os olhos por um instante.

Edward continuou.

— Porque existe uma diferença enorme entre alguém que estava presente na minha vida por conveniência e a mulher que eu escolhi amar.

A frase pareceu retirar o pouco equilíbrio que ainda restava nela.

Ao fundo, Adrian observava tudo em silêncio, percebendo que aquela já não era apenas a queda profissional de Liliana Hart. Era o fim definitivo da fantasia que ela havia construído durante anos.

Edward sequer voltou a olhar para ela quando virou o rosto na direção de Megan.

— Megan, entre em contato com o RH e chame a segurança imediatamente.

A assistente endireitou a postura.

— Sim, senhor Fitzgerald.

— E certifique-se de que tudo o que aconteceu aqui hoje seja registrado formalmente, porque a doutora Hart acabou de ultrapassar todos os limites que esta empresa estava disposta a tolerar.

Liliana ergueu a cabeça imediatamente.

— Você não pode estar falando sério.

Edward voltou a encará-la.

— Estou.

— Edward…

— Doutora Hart — ele a interrompeu, usando o título com uma frieza que pareceu empurrá-la ainda mais para longe —, a partir deste momento, você não representa mais a Fitzgerald Corporation em qualquer função, projeto, contrato ou negociação.

A boca dela se abriu, mas nenhuma palavra saiu.

— Seu acesso será bloqueado imediatamente, seus pertences serão encaminhados conforme o protocolo interno e qualquer tentativa de contato direto com a minha noiva será tratada como assédio.

O departamento inteiro permaneceu imóvel.

Liliana respirou com dificuldade.

— Você está acabando com a minha carreira por causa dela?

Edward sustentou o olhar dela.

— Não.

A resposta veio firme.

— Você acabou com a sua carreira no instante em que acreditou que poderia humilhar minha mulher dentro da minha empresa e sair daqui intacta.

O rosto de Liliana se contorceu de ódio.

— Ela não é quem você pensa.

Edward não se moveu.

— Não volte a falar dela.

A ameaça foi clara, baixa e definitiva.

Liliana olhou para Dayse, e naquele instante toda a raiva voltou a se concentrar nela.

— Você vai se arrepender.

Edward deu um passo à frente tão rápido que vários funcionários prenderam a respiração.

— Olhe para mim quando fizer ameaças dentro da minha empresa.

Liliana congelou.

— Se você se aproximar dela novamente, se tentar atingi-la por qualquer meio, se usar seu nome em qualquer conversa pública ou privada com a intenção de prejudicá-la, eu vou garantir pessoalmente que cada porta que ainda resta aberta para você em Nova York seja fechada antes que tenha tempo de bater.

— Não aqui.

A resposta veio imediata.

Ele lançou um rápido olhar para o departamento inteiro.

— Vamos para minha sala.

Dayse não discutiu.

Na verdade, não tinha forças para discutir. Apenas assentiu levemente.

O departamento inteiro acompanhou em silêncio enquanto Edward colocava a mão na região inferior das costas dela e a conduzia para fora dali.

Ninguém ousou dizer uma única palavra. Porque todos tinham acabado de assistir Edward Fitzgerald destruir Liliana Hart, e agora assistiam o mesmo homem abandonar completamente aquela batalha para se concentrar apenas em Dayse.

Adrian observou os dois desaparecerem pelo corredor e soltou o ar devagar.

Porque conhecia Edward o suficiente para saber que a parte mais difícil daquela manhã ainda não tinha começado.

Minutos depois, a porta da presidência se fechou atrás deles e o silêncio tomou conta da sala imediatamente.

Pela primeira vez desde que entrou na Fitzgerald Corporation naquela manhã, Dayse sentiu que não havia mais ninguém observando.

Apenas ela e Edward.

Ele retirou o paletó devagar e o deixou sobre uma das cadeiras antes de voltar toda a atenção para ela.

— Agora me diz o que está acontecendo.

Dayse permaneceu imóvel durante alguns segundos.

Porque aquela era justamente a parte mais difícil.

Ela acreditava quando ele dizia que a amava. Acreditava quando afirmou diante de toda a empresa que ela era a mulher que tinha escolhido. Acreditava em cada palavra que ouviu poucos minutos antes.

Mas, apesar disso, a dúvida continuava ali.

Os dedos dela apertaram a bolsa contra o corpo.

O teste continuava guardado ali dentro. A notícia que tinha ido levar até ele ainda estava esperando para ser dita. Mas antes precisava ouvir outra verdade.

Quando finalmente voltou a erguer os olhos para ele, a voz saiu baixa e fragilizada.

— Edward...

Ele ficou imóvel.

— O erro que deu origem ao contrato...

O coração dele pareceu parar por um segundo.

Dayse sentiu a garganta apertar.

— Foi mesmo um erro?

O silêncio que tomou conta da presidência pareceu muito maior do que qualquer palavra.

E, naquele instante, Edward Fitzgerald entendeu exatamente o tamanho do estrago que Liliana tinha tentado causar.

Porque ela não havia atacado o amor deles. Ela havia atacado a confiança. E aquilo era infinitamente mais perigoso.

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