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Da Cama Para o Altar: Um contrato com o meu Chefe romance Capítulo 266

"Alguns presentes não cabem debaixo da árvore. Eles sentam à mesa conosco."

A Mansão Fitzgerald nunca esteve tão cheia.

As luzes douradas iluminavam cada corredor, os enormes pinheiros decorados ocupavam os principais salões da propriedade e praticamente todas as superfícies disponíveis haviam sido tomadas por guirlandas, laços vermelhos, velas aromáticas e enfeites que Margaret vinha colecionando há décadas.

Segundo Augustus, a casa parecia ter sido sequestrada pelo espírito natalino.

Segundo Margaret, aquilo se chamava bom gosto.

Segundo Edward, era mais seguro concordar com a avó e Augustus, após cinquenta anos de casamento, admitia que aquela era uma decisão extremamente inteligente.

Naquela noite, porém, ninguém estava realmente prestando atenção à decoração.

Porque a casa estava cheia.

Cheia de vozes, risadas, crianças e família, a casa parecia respirar de um jeito diferente, e talvez fosse exatamente por isso que aquele Natal se tornasse diferente de todos os anteriores.

Assim que entrou no salão principal, Augustus percebeu a diferença, parou por um instante, deixou o olhar percorrer o ambiente e permaneceu em silêncio.

Margaret, ao seu lado, acompanhou seu olhar.

Edward estava próximo à árvore segurando Helena nos braços.

A pequena já tinha quase um ano e observava os enfeites brilhantes com uma concentração impressionante, como se estivesse analisando seriamente a possibilidade de capturar uma das bolas douradas.

Dayse permaneceu ao lado deles, sorrindo enquanto observava os dois.

Margaret reconheceu imediatamente aquela expressão, porque era a mesma que costumava surgir em seu próprio rosto sempre que observava Augustus.

Augustus se aproxima da esposa envolvendo os braços ao redor de sua cintura e sussurra baixinho:

— Faz muito tempo que esta casa não fica assim.

Margaret olha para ele.

— Nunca ficou.

Ele sorri.

Olha novamente para Edward.

Para Helena.

Depois responde.

— Tem razão.

Simples assim.

Dayse estava ao lado de Edward e Helena com um sorriso no rosto quando de repente.

— Não deixe ela pegar aquilo.

Dayse mal terminou a frase quando Helena já esticava o braço em direção ao enfeite, mas Edward segurou a pequena mão antes que ela o alcançasse.

— Negativo.

Helena olhou para a mãe como quem buscasse reforços.

Dayse ergueu as duas mãos.

— Não adianta me olhar assim. Hoje eu estou do lado do seu pai.

Helena olhou para o pai, permaneceu em silêncio por um instante, como se estivesse pensando, e então sorriu daquele jeitinho inocente que só ela tinha.

Edward percebeu imediatamente o que estava por vir.

— Não.

Helena riu, tentou alcançá-lo novamente, mas Edward desviou de propósito, arrancando uma gargalhada de Dayse.

Helena encarou Edward sem desviar os olhos. Ele sustentou o olhar da filha por alguns segundos, mas bastou ela fazer um pequeno bico para que ele acabasse suspirando em rendição.

— Não use essa expressão comigo.

Helena repetiu exatamente a mesma expressão e Dayse começou a rir. Porque ambos já sabiam quem venceria aquela discussão e não seria Edward.

— Papai promete que depois de dar um brinquedo melhor.

Helena imediatamente voltou a sorrir, agarrou-se ao pescoço do pai e começou a bater palminhas.

Augustus observava tudo a poucos passos dali com os olhos cheios de ternura.

— Posso?

Edward levantou os olhos e, sem hesitar, colocou Helena nos braços do avô.

A pequena o observou por alguns segundos, como se estivesse avaliando aquele novo colo. Então ergueu a mãozinha e segurou o nariz dele.

Augustus soltou uma risada baixa.

— Acho que fui aprovado.

Margaret sorriu ao assistir à cena.

— Igualzinha ao pai.

Edward arqueou a sobrancelha.

— Eu fazia isso?

— Fazia. E depois puxava os óculos do seu avô.

Augustus balançou a cabeça.

— Você era um perigo em miniatura.

Dayse riu enquanto Edward apenas fingia indignação.

— Tenho quase certeza de que essa história foi aumentada com o passar dos anos.

— Não foi — responderam Augustus e Margaret ao mesmo tempo.

Edward apenas suspirou.

— Estou em desvantagem.

Do outro lado da sala, Clara perseguia Adrian, ou, pelo menos, tentava, já que carregava Julian no colo.

— Você colocou a roupa errada nele.

— Não coloquei.

— Adrian.

— Não coloquei.

— Você trocou o conjunto de Natal pelo pijama.

— Eles são vermelhos.

— Adrian.

— Clara.

— Eles não são iguais.

— São muito parecidos.

— Adrian Keller.

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