Sabrina Becker
Ponho a primeira porção na boca e a massa é tão leve que chega a desmanchar na minha língua. Tudo está correto, o ponto da massa, a quantidade de sal e tempero, não mascarando o gosto natural dos frutos do mar.
Fecho os olhos e suspiro. Quando abro novamente ele está me olhando com um olhar divertido.
-Que foi?
-As suas expressões quando você experimenta uma comida que ama, são as mesmas que você faz quando está tendo um orgasmo. E isso... Me deixa animado, sabe?
Ele põe a mão na minha perna e eu sorrio para ele.
-É que isso está maravilhoso! Bem comparado a um orgasmo com o mestre.
Ele solta uma gargalhada.
-Bom saber, porque tem alguém que já está animado aqui…
Eu fico vermelha. Não consigo me conter... Ele às vezes me desconcerta de uma forma boa…
Comemos falando bobagens um para o outro. Eu estou já meio alegrinha, já é a terceira taça de vinho que tomo, e eu não estou acostumada ao álcool.
Vi que ele parou na primeira.
- Porque parou de beber? - pergunto a ele .
- Não gosto de perder o controle.
- Eu já devia ter parado... -ele enruga a testa e diz
-Por quê? Está passando mal?
- Não , mas sinto que não devo beber mais.
-Se hidrate- ele aponta a água e faço o que ele diz.
-Quer sobremesa Sá…
-Sim... Torta de chocolate... Podíamos dividir…
Ele sorri e chama o garçom fazendo o pedido.
Comemos a torta de chocolate juntos. Ele me dando na boca alguns pedaços. Faço o mesmo com ele.
Parecemos um casal baunilha. Na verdade tudo parece uma lua de mel, e pode até ser a bebida falando por mim... Mas tudo parece tão verdadeiro…
-Eu queria que as coisas sempre fossem assim…
-O que? Passeios, torta de chocolate na boca, dança com os corpo juntinhos, uma transa hardcore de vez em quando?
-É... Tudo isso…
-Não se sente feliz quando estamos jogando?
-Sim mestre, eu amo jogar... Mas esses momentos com o mestre, são especiais…
-Também acho, por isso esses momentos, sempre estarão presentes. Até terminar o contrato.
Eu suspiro.
-Até terminar o contrato.
Mas eu não queria que terminasse. Nunca…
Falo só pra mim, apesar de ter bebido além da conta, ainda não tenho coragem de confessar isso em voz alta.
Ele segura meu rosto com uma mão em meu queixo. Eu o encaro e ele beija a minha boca. Num beijo lento e gostoso. Ficamos nos beijando por um tempo, e depois ele pede a conta.
-Vamos subir, você precisa descansar... Consegue andar até o elevador?
-Sim mestre, eu só estou soltinha... Preciso ir ao banheiro antes.
-Não dá para esperar chegar no quarto?
Eu faço não com a cabeça. Ele segura na minha mão e vamos para o corredor onde leva aos banheiros, de repente, tropeço com o meu salto. Acho que meus reflexos não estão muito bons. Ele me segura antes que eu vá parar com a cara no chão.
Vou muito serelepe me sentar no sofá.
Ele tira meus sapatos e meu sutiã. Se levanta, me estende a mão e eu seguro.
Me leva para o quarto, afasto a colcha da cama e faz sinal para que eu me deite.
Eu estranho.
-Vamos dormir?
Falo tirando coragem não sei da onde.
-Sim Hanī, você está bem alta pra brincar hoje.
Eu suspiro... Merda! Pra que fui beber.
-Anda Hanī, tô esperando.
-Vou escovar os dentes mestre.
-Então vai... Mas se sentir algo me grite.
Eu sorrio e confirmo.
Depois que escovo os dentes e tiro a maquiagem volto para o quarto e ele está de cueca box preta, deitado por cima das cobertas na cama.
Ele me vê e sorri. Vou até o lugar em que ele arrumou para mim e me deito, me aconchegando nos lençóis macios.
-Vou no banheiro e já volto Hanī. Descanse…
-Sim mestre!
Bem que ele tem razão, estou muito cansada.
Não demora muito eu pego no sono.
*****

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Doce Pecado
Cadê os capítulos...
A leitura não abre... Por quê???...
Cadê os capítulos...