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Doce Pecado romance Capítulo 59

Sabrina Becker

Acordo com uma claridade bem em cima de meus olhos, saindo pela cortina aberta. Fecho os olhos novamente. Quem abriu as cortinas?

Sinto minha cabeça pesada, daquele jeito que a gente acorda quando bebe demais. Eu não deveria... Mas o clima estava tão bom, que até esqueci que estava na companhia de meu dominador. Bdsm e bebida não se misturam, no máximo bebemos uma dose como aperitivo, e existem dominadores que nem isso permitem.

Será que ele está chateado comigo? Eu devia ter dito a ele que sou fraca para bebida. Quem diria que três taças de vinho, me deixariam zonza como fiquei.

Abro os olhos novamente e olho ao meu redor. Ele não está em lugar nenhum. Me levanto e sinto minha cabeça rodar. Pego o celular e vejo ao lado do aparelho um copo com água e um remédio. Sorrio.

Tomo comprimido e olho para o travesseiro ao lado tem um bilhete ali. Pego o papel e leio.

"Fui à academia. Seu café está na ante sala. Se apronte para sairmos... Daqui a pouco retornarei. Ass: Seu mestre"

Olho no relógio e são oito horas. Provavelmente ele já deve está retornando, já que ele sempre acorda às seis... Levanto- me espreguiçando e tentando ignorar a dor de cabeça chatinha.

Preciso me arrumar. Só espero que ele esteja de bom humor hoje.

*****

Tomo um gole de café quando vejo ele entrando no quarto, apenas com um short e uma camisa de malha branca encharcada. Seus cabelos estão úmidos.

-Bom dia Hani!

-Bom dia mestre!

Ele beija a minha testa e pega a garrafa térmica, botando café numa xícara para si.

-Como se sente?

-Bem, acordei com um pouco de dor de cabeça, mas já estou melhor. Queria me desculpar por ter bebido demais.

Ele bebe um gole do café e diz:

-Devia ter me dito que é fraca para bebida.

-Devia mestre... Me desculpe... É que tudo estava tão legal, e aconchegante, a companhia estava agradabilíssima, que me esqueci que não posso beber muito.

Ele abocanha um pedaço de bolo e diz:

-Tudo bem... Dessa vez passa ... Mas numa próxima não vou ser compreensivo.

-Eu compreendo mestre…

-Já está pronta?

Ele olha para meu short jeans, meu tênis e minha blusa de malha.

-Está ruim, mestre?

-Não... Está ótimo para um piquenique. Leva um casaco... Vou tomar um banho e já volto.

Ele sai da sala e eu suspiro. Pelo menos ele não me castigou...

***

Ele abre a porta do carro pra mim e logo depois entra pela porta do motorista. Vejo pelo retrovisor Afonso colocando uma cesta na mala.

Nem acredito que vamos fazer um piquenique.

Costumávamos fazer isso no internato, já que lá perto tem um parque belíssimo. Mas em São Paulo temos que tomar cuidado com a segurança.

Fazer um piquenique num jardim botânico deve ser maravilhoso.

Só curtir a natureza, sem se preocupar com a segurança.

-Eles não vão conosco, mestre?

-Vão acompanhar até lá. Depois eles esperarão do lado de fora. Não é necessário segurança lá dentro. -Eu confirmo com a cabeça.-Lá tem um orquidário lindo, um rosário com várias espécies de rosa, o prédio de cristal que abriga algumas espécies raras de plantas e um mirante. Enfim, lugares para meditar e contemplar a natureza não vão faltar.

Um dos objetivos dessa viagem é para ele meditar.

Essas duas cirurgias que ele tem que fazer, devem ser importantes para ele priorizar sua meditação.

Desde que estamos juntos, já peguei ele algumas vezes meditando. Na maioria das vezes, ele faz no tapete do escritório, às vezes na casa de seus pais, ao lado da fonte de água que eles têm no jardim.

Eu queria ter paciência pra ficar parada meditando. Mas não consigo.

Minha mente logo começa a vagar e eu visito todos os lugares que eu quiser, menos o vazio da meditação.

-Como serão essas cirurgias que o senhor fará durante a semana?

-Complicadas...são duas operações para tirar ovário, útero e um tumor localizado ali. Às pacientes estão frágeis por causa da quimioterapia.

-Por isso é importante a meditação?

-Eu só fico bem quando estou em contato com a natureza. A meditação me traz a concentração necessária no trabalho, e na minha vida em todos os ramos.

-Eu queria aprender a meditar, mas minha mente não desliga.

Ele sorri.

-Meditar é um exercício. No começo era difícil para mim também me desligar, mas com o tempo você vai aprendendo os caminhos para conseguir chegar na meditação propriamente dita.

Logo chegamos no jardim botânico e ele pôs o carro no estacionamento.

-Espera aqui…

Ele sai do carro e vai se encontrar com os três armários.

Ele logo volta com a cesta de piquenique nas mãos.

*******

Tudo é tão lindo. Já fomos no castelo de cristal. Ele é cheio de fontes, laguinhos de peixe, passarelas que nos dão uma visão privilegiada de fora, por causa das paredes de vidro.

Fomos ao orquidário e demos sorte de ver algumas orquídeas floridas. No rosário também havia bastante rosas de várias cores. Tiramos muitas fotos.

Agora estamos sentados na varanda do mirante descansando um pouco, depois da subida íngreme. Estendemos uma toalha e sentamos no chão mesmo.

E o que posso dizer?

A vista é linda. Além de ver todo Jardim Botânico, ainda podemos ver a cidade ao redor do jardim. A noite deve ser bem legal, ver as luzes da cidade ao fundo. Pena que o jardim botânico fecha às cinco.

-É lindo!

Ele abre a cesta e tira uma garrafa de água, bebendo um pouco e logo depois me dando.

-Sim é... O lugar ideal para se conectar com um Ser Superior, não importando em qual você acredite.

-No seu caso, Buda!

-Sim... Quer tentar?

Porque não?

-Eu sou manhosa!

-Hummm. -ele cheira meu pescoço.- Isso eu tenho que concordar. Minha manhosa, só minha…-Ele mergulha a esponja na água e vai em direção a minha boceta, lavando ali com muito cuidado.Eu gemo…-Tão manhosa, que eu não posso encostar nela, que ela já solta esses gemidos que parecem mais ronronados de uma gatinha.

-Sua gatinha... -Eu sussurro, sentindo ele substituir a esponja, por seus dedos em minha partes íntimas.

Ele começa a fazer movimentos circulares em meu clitóris.

-Minha KITI... Na próxima vez que formos brincar você será uma ôni... Quero ver se vai se sair tão bem quanto saiu como gatinha…

-Sim meu mestre, prometo me esforçar.

E eu começo a me desligar de nossa conversa. Porque ele vai aumentando os movimentos no meu clitóris. Eu só ouço o barulho da água se movimentando com seus dedos.

Quando quase chego lá, ele para.

Morde meu ombro, aperta um dos bicos do meu seio, e me penetra com três dedos. Começa a entrar e sair de minha boceta , coçando com os dedos meu ponto g. E assim ele começa a me levar ao topo novamente, e quando quase chego lá ele para…

Eu solto um som de frustração.

-Vire, quero que goze no meu pau hanī…

Eu na mesma hora me viro para ele, ele fecha as pernas e eu sento nele, encaixando meu brinquedinho favorito.

Ele rosna e eu gemo.

-Que delícia Hanī... Existem outras formas de relaxar, sabe?

O que? Ele vai querer conversar sobre meditação?

-Quais mestres…

-Te ter encaixada no meu pau por exemplo... Te ver cavalgar nele, mordendo os lábios. É o próprio nirvana!

Eu gemo.

E começo a fazer o que ele diz. Me apoiando com os joelhos no fundo da banheira e subindo e descendo até o final, onde ele fica todo dentro de mim.

Vou aumentando os movimentos. A água ao nosso redor começa a transbordar e molhar todo o banheiro, mas nem eu e nem ele estamos preocupados com isso. Só queremos perseguir nossos prazer.

E não demora muito até atingirmos o nosso ápice, ele esporra dentro de mim, mordendo meus ombros, e grito sentindo todo meu corpo estremecer.

-Que delícia Hani…

-Sempre é... -eu sussurro.

-A impressão que tenho é que só melhora.... Estamos ficando bons nisso…

-Muito bons...-beijo a sua boca segurando em seus ombros.

Só me dou conta que toquei nele sem pedir permissão, agora...

E ele nem se deu conta disso...

Nem eu…

Então eu vou ficar bem quietinha... Porque é muito bom tocar nele sem pedir permissão... É muito bom sentir que me permitiu fazer naturalmente.

Eu estou perdida, meu Deus!

E nem sei o que vai ser de mim, quando isso tudo terminar.

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