Sabrina Becker
O clima fica tenso, o ar fica palpável. Não entendo porque, já que Silvio faz parte do círculo de amigos dos seus pais.
Mas em se tratando de Silvio, não duvido de nada. Os meninos definitivamente o odeiam. Camila já tinha nos dito... E por causa de seus gostos peculiares, é constrangedor ficar perto dele.
Mas ele é amigo de seus pais, não é?!?
Eu fiquei muito nervosa quando soube que iríamos jantar aqui.
Primeiro, porque achei que os pais de Arthur soubessem do meu envolvimento com ele.
Achei que ficaria um clima chato. Mas não foi o que aconteceu. Se sabem, não falaram nada e nem se afetaram.
Até agora fui muito bem tratada e recebida.
Os pais de Bernardo são fechados, principalmente o pai dele, mas Camila disse que ele é assim mesmo, até com o próprio filho. Estou sentada ao lado de Paulo e ao lado de Camila, o que me faz pensar que os meninos decidiram o arranjo, para que nos sentíssemos enturmadas, já que Duda, será o centro da atenção da D. Eleonora.
Já é... Eu olho para ela e sorrio, ela faz o mesmo.
A casa é linda e a sala é toda branca com sofás e poltronas também brancos espalhados. Num canto fica um piano branco. Paulo já havia me dito que o pai do Arthur tocava piano.
A casa é luxuosa, tanto na decoração quanto na estrutura. Ainda parece uma casa de revista, para se tornar uma casa familiar, eles precisam de um pouco de personalidade e identidade.
-Opa... Como sempre Silvio querendo aparecer. -Camila murmura ao meu lado.
-Achei muita falta de educação. Aparecer, depois que disse que não vinha... -murmuro de volta.
-Aposto que foi premeditado. -olho para ela e não entendo...
Ela faz sinal, dizendo depois... E eu concordo.
O senhor Armando chega à minha frente e me estende um copo de champanhe para mim e outro para Camila.
-Os meninos não se importam...-Ele fala rindo.
Pegou a taça e olhou para meu mestre, ele confirmou.
A champanhe está bem gelada...
Uma delícia!
A campainha toca novamente, e todo mundo se olha.
-Quem será agora? - fala o Sr. Armando impaciente.
-É meu segurança, pai.
Todos olham para o Arthur, não entendendo porque ele chamou o segurança, já que não tem nenhum estranho dentro da casa. Paulo aperta a minha mão ameaçando levantar, mas não levanta quando Arthur o olha.
Maria abre a porta e o segurança entra, sendo observado por todos e se pondo atrás do sofá deles, onde estão sentados.
Bom, se eu estava achando as coisas estranhas anteriormente, agora então... Aperto a mão de meu mestre. Ele está com os ombros rígidos e não tira os olhos do Arthur. Demora um pouco e me olha.
-O que está acontecendo?
-Não sei Hanī, não sei... -ele sorri sem abrir a boca e volta a olhar para o Arthur e Bernardo. Que também está sério olhando para o Arthur.
Que doido!
Me concentro em meu champanhe e na Cami, que começa a conversar comigo sobre coisas banais.
Escuto quando meu mestre diz:
-Como foi sua viagem Silvio? Seu carro ganhou a corrida desta vez?
-Ficou em quinto no ranking. Para nós foi uma grande corrida, mas precisamos melhorar o tempo. Por isso estamos testando outras formas de deixar o carro mais veloz.
-Como o que? – Paulo pergunta interessado.
-Tecnologia. Ela sempre deixa as coisas melhores.
Eles continuam conversando e os outros se interessam pelo assunto, deixando as coisas mais leves.
Maria diz que o jantar será servido e todos se encaminham para a mesa.
Paulo se levanta do sofá e eu imito ele. Vejo ele e Bernardo se encaminhando para perto de Arthur e fico com Camila. Ela sorri pra mim e diz:
-Espero que tenham nos posto juntas, não estou nenhum pouco a fim de ficar perto da D. Irene... Ela é intensa demais. -diz Cami baixinho, coçando a cabeça.
D. Irene intensa? Ela parece tão na dela...
-Devemos nos sentar ao lado dos meninos.
-Nesses jantares não... Geralmente submissas ficam de um lado e Dominadores de outro.
-O que você falou do Silvio que eu não entendi Cami?
- Bernardo me falou que Arthur comprou as ações dele do hospital. Com uma chantagem. Parece que ele estava dando em cima da Duda.
Merda! Agora eu entendo porque o clima estava tão carregado.
O que esse velho quer com a Duda?
Ela havia comentado que não tinha gostado do jeito que ele a tratou na festa do Paulo. Mas achei que isso tinha morrido ali.
Abro a boca e fecho...
-Você não sabia?
-Paulo não é boca aberta como Bernardo...



VERIFYCAPTCHA_LABEL
Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Doce Pecado
Cadê os capítulos...
A leitura não abre... Por quê???...
Cadê os capítulos...