Paulo Niko Sankyo
Chego em casa depois das sete da noite. Encontrei ela na cozinha, preparando o jantar.
Ela me olha, mas não esboçou nenhum sorriso. Vejo apreensão em seus olhos.
Não deve ser nada fácil para ela lidar com as expectativas desta conversa.
-Boa noite Sabrina.
-Boa noite meu mestre.
-Como está? -me encaminho para o outro lado do balcão a observando.
-Na medida do possível, bem.
Eu confirmo com a cabeça. Pelo menos com os olhos inchados, ela não está, que demonstra ter passado o dia bem.
-Treinou com Bianca?
-Sim mestre. Sentimos sua falta.
-Tive uma cesária de emergência para fazer. Vou subir e tomar um banho, já volto. Quero que me espere para jantar.
-Sim mestre!
Viro as costas e subo. Ontem eu perdi a cabeça. Acabei despejando um monte de coisa de forma desordenada.Em minha defesa eu havia bebido, e conversar com a cabeça cheia de whisky, não ajuda muito.
Apesar de ter falado apenas a verdade, sei que fui rude... Gritei... Ameacei... Eu não sou assim...
Não acredito que as pessoas tomam boas decisões pressionadas.
E eu pressionei ela ontem... Fiz o que Bernardo e Arthur fazem, quando querem descobrir algo ou resolver algo.
Eu sempre fui o homem dos diálogos e nunca deixei uma situação chegar a vias de fato.
Já dizia Dalai Lama:


VERIFYCAPTCHA_LABEL
Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Doce Pecado
Cadê os capítulos...
A leitura não abre... Por quê???...
Cadê os capítulos...