Afonso deu um leve sorriso.
— Você não prefere perguntar se eu estou com uma e de olho na outra?
A seriedade de Fábio não durou nem três segundos.
— Ah, isso não. Essa frase tem uma conotação negativa, eu jamais usaria isso com o nosso precioso Afonso.
A conversa mergulhou em um breve silêncio.
— Realmente estou um pouco preocupado com ela. Afinal, ela tem que enfrentar muitas pessoas e situações sozinha.
— Você gosta dela? — perguntou Fábio.
— Eu já fui sincero com você. No passado, eu realmente gostei.
— E agora?
— Sinto afeto, mas mantenho o respeito.
Fábio sorriu.
— Foi mais ou menos a resposta que eu imaginei.
Essa era, provavelmente, a sintonia que só grandes amigos possuíam.
— Se, e eu digo apenas se... — Fábio falou, num tom que misturava brincadeira com seriedade. — Se ela se divorciar, eu posso tentar conquistá-la?
Afonso não hesitou nem por um segundo.
— Você é livre para fazer isso.
— Não se importa nem um pouco?
— Mesmo que não fosse você, seria outra pessoa. Eu preferiria que fosse você; pelo menos, acredito que você não a machucaria.
— E quanto a você?
— Eu tenho minhas responsabilidades — respondeu Afonso.
— Aquele noivado foi só para que o patriarca partisse em paz. Já que não se amam, por que se prender a essa responsabilidade? Seria melhor terminarem as coisas de forma amigável.
A voz de Afonso permaneceu impassível.

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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê
Como consigo os capítulos completos?...
como consigo ler todos os capitulos...