Carlos viu Felícia e congelou na porta.
— Felícia?
Felícia deixou o descontentamento transparecer no rosto, mas, por puro hábito, chamou-o com o respeito de sempre.
— Senhor Carlos.
— O que você está fazendo aqui? E o que aconteceu com o seu braço? — perguntou ele.
Felícia lembrou-se imediatamente da história que Naiara havia mandado ela contar.
— Eu acabei sofrendo um acidente e quebrei o braço. Foi a... foi a dona Naiara que ficou com pena de mim. Ela disse que, no fim das contas, eu sou a pessoa que viu o senhor crescer, então me trouxe para cá. Ela deixou que eu me recuperasse aqui e, de quebra, me deu um teto e comida.
Essas palavras deixaram Carlos ao mesmo tempo envergonhado e comovido.
Envergonhado por ter assistido de braços cruzados enquanto Felícia era enxotada da mansão.
E comovido com a atitude de Naiara.
Por isso, quando Carlos olhou novamente para o rosto vermelho e inchado da esposa, seu coração apertou de remorso.
Ele sentou-se ao lado de Naiara, com um tom de voz incrivelmente suave.
— Por que não me contou que tinha trazido a Felícia para cá?
Naiara não demonstrou a menor surpresa com a chegada dele. Respondeu com uma expressão gélida.
— Eu apenas fiz o que devia ser feito. Não estou buscando aplausos.
— Eu sei que você fez isso por mim, Naiara... Na verdade, eu vejo tudo o que você faz.
Ele vê?
Naiara sentiu uma enorme vontade de rir.
Via mesmo?
Se ele realmente visse, conseguiria ser tão frio e cruel?
Ou será que ele via, mas escolhia fechar os olhos?
Afinal, tudo o que Carlos fazia na vida envolvia pesar os prós e os contras.
Carlos estendeu a mão e acariciou suavemente o rosto dela.
— Dói?
— O Wilson bateu com toda a força para me machucar de verdade. O que você acha? Dói ou não?


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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê
Como consigo os capítulos completos?...
como consigo ler todos os capitulos...