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Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê romance Capítulo 571

Natália fez uma chamada de vídeo.

— Tia, a vovó e o vovô vieram me ver hoje à tarde! E ainda trouxeram um monte de coisas gostosas para mim.

Ao ouvir falar em coisas gostosas, Naiara lembrou-se na hora dos espetinhos de frutas cristalizadas que o chefe havia levado.

Com tanta confusão, ela acabou esquecendo os doces no restaurante.

— E tem mais! A vovó disse que, quando eu sair do hospital, vai me levar a um parque de diversões. Tia, acredita que eu nunca fui num parque de diversões na vida? Você vai junto, não vai? Por favorzinha!

Era nítido que a garotinha irradiava alegria.

Belmira e Leonardo nunca tiveram filhos e, agora, com o surgimento inesperado de Natália em suas vidas, estavam tratando a menina como uma verdadeira neta.

Eles deviam estar ocupados, mas extremamente felizes.

Isso era muito bom.

Pelo menos, os dois senhores teriam algum tipo de consolo espiritual e emocional dali em diante.

Naiara não teve coragem de estragar a animação da criança.

— Claro. A tia vai com você.

— Então avisa o tio também para ele ir com a gente. Assim fica todo mundo junto!

Todo mundo junto?

O que ela queria dizer com aquilo?

A garotinha estava tentando montar uma cena de "família feliz"?

Lembrando-se do atrito que teve com Afonso algumas horas antes, Naiara tentou dar uma desculpa vaga.

— Lembra que a tia te falou que o tio é muito ocupado? Ele tem muitas coisas importantes da empresa para resolver. Não podemos ficar atrapalhando o trabalho dele toda hora, tá bom?

Natália concordou prontamente, muito obediente.

— Tá bom, tia. Eu entendo.

Naiara continuou conversando com a menina por mais alguns minutos antes de encerrar a chamada.

Após tomar um banho, foi para a cama. Mal havia encostado a cabeça no travesseiro, o celular vibrou.

Não era uma ligação desta vez, mas uma mensagem de texto.

Era de Carlos.

[Amanhã levo as suas coisas. Vamos marcar um horário e local.]

Se ele não tivesse mandado a mensagem, Naiara já teria se esquecido completamente daquele detalhe.

[Pode ser amanhã às três da tarde. Eu te espero na portaria do condomínio Baía Esmeralda, aí você só me entrega os pertences.]

Carlos respondeu quase imediatamente.

[Ao meio-dia terei de resolver uns assuntos bem perto da sua empresa. Entro em contato com você nesse horário.]

[Está bem.]

Naiara bloqueou a tela do celular e fechou os olhos. Não se passaram nem cinco minutos quando o aparelho tocou de novo.

Que noite agitada.

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