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Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê romance Capítulo 634

— Afonso, olhe para mim.

Quando os olhares se encontraram, Naiara deu um sorriso suave.

— Enquanto pudermos ver que o outro está bem, já é o suficiente. Ficarmos juntos não é o mais importante. Talvez o nosso destino seja esse: apenas observar o outro viver em um mundo paralelo. Eu já me sinto muito grata por isso. Então, não fique triste. Pelo menos, ainda estamos aqui, não estamos?

No olhar do homem, escorria uma tristeza melancólica.

Sem ela, como ele poderia estar bem?

Os dias seriam apenas um peso a ser carregado.

— Em relação à criança. — Naiara soltou a mão dele e desviou o olhar para o nada. — Se eu não te contei, além de não querer atrapalhar a sua vida, havia um motivo muito maior.

— Eu tive medo. Medo de que, se vocês descobrissem, você ou a família Xavier me obrigassem a tirar o bebê. Ou pior, medo de que, depois que eu desse à luz, vocês o roubassem de mim.

A dor cruzou os olhos de Afonso por um instante.

— Isso nunca aconteceria. A criança é sua, não tem nada a ver comigo. Foi apenas um acaso do destino que me fez ser o pai biológico.

Naiara piscou, surpresa.

— Você realmente pensa assim?

— Sim. Foi por isso que pedi ao médico que não te contasse o que eu já sabia. Eu conheço você e sabia que iria ficar cheia de medos. Era melhor manter segredo para que você pudesse ter uma gestação tranquila e dar à luz em paz.

Cenas do passado passaram como um filme na mente de Naiara.

Só agora ela entendia que os comentários casuais dele eram, na verdade, intencionais.

Aquela história de ser o padrinho da criança.

O comentário de que, por conviverem tanto, o filho dela nasceria com o rosto dele.

E da vez em que ela perguntou se ele preferia meninos ou meninas, e ele respondeu: "O que ela gostar, eu vou gostar."

Naquela época, Naiara achou que ele estava se referindo a Isabella.

Não era à toa que Afonso ficava desesperado ao menor sinal de desconforto na barriga dela.

Acompanhei a fofoca esse tempo todo e, no fim, a protagonista da novela era eu.

O carro já estava parado em frente ao prédio dela havia um bom tempo. Naiara foi quem quebrou o silêncio denso.

— Vou entrar. Cuidado no caminho.

Ao se virar, sentiu sua mão ser segurada.

A voz dele era grave e profunda.

— Me deixa te abraçar mais uma vez.

Naiara balançou a cabeça.

— Não. A gente já combinou.

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