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Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê romance Capítulo 648

— Qual é o sentido de casar, então?

— O sentido é que você resolve a pressão da sua família, e eu resolvo a da minha. Nunca mais teremos que aguentar nossos pais nos forçando a ir a encontros arranjados. A gente se casa, e todo mundo fica satisfeito.

Fábio suspirou, como quem aceita uma sentença.

— Por mim, tudo bem. Contanto que você saiba exatamente o que está fazendo.

— E tem outro motivo mais importante.

— Qual?

— Você não queria desistir do casamento? — Isadora lançou a ele um olhar provocativo. — Pois agora eu faço questão de que você se case comigo.

Fábio ficou em silêncio.

--

Naiara entrou no carro e ficou sentada por alguns minutos, encarando o volante. De repente, sentiu-se sem rumo.

Após refletir um pouco, decidiu manter o plano inicial de visitar a futura escola de Natália.

Assim que ligou o motor, o celular tocou.

Ela havia salvo o número de Zuleica anteriormente, e agora o nome brilhava na tela.

O que ela quer comigo?, pensou Naiara.

Intrigada, atendeu a ligação.

— Senhorita Naiara, será que poderíamos nos encontrar rapidamente?

Duas horas atrás, Isadora havia feito exatamente a mesma pergunta.

Naquela ocasião, Naiara ainda hesitou um pouco.

Mas agora, com Zuleica do outro lado da linha, ela não teve dúvidas.

— Claro.

As relações humanas podiam ser estranhamente irônicas.

Algumas pessoas começam a jornada prometendo uma vida inteira juntas, mas o vínculo se parte antes mesmo de chegarem na metade do caminho.

Por outro lado, havia pessoas com quem parecia impossível sequer ter uma convivência pacífica, e muito menos amizade. E, no entanto, com o passar do tempo, a convivência gerava um afeto inesperado e genuíno.

Naiara e Zuleica não eram exatamente amigas, mas, de forma invisível, uma conexão de respeito e empatia havia se formado entre elas.

A floricultura de Zuleica ficava bem perto do Residencial Perfume, então Naiara foi direto para lá.

Havia dois clientes na loja, e Zuleica estava ocupada ajudando-os a escolher arranjos.

Enquanto podava as hastes, um espinho de rosa rasgou seu dedo. Zuleica apenas levou o dedo à boca rapidamente, chupou o sangue superficial, e sem dar um único pio, continuou trabalhando como se nada tivesse acontecido.

Naiara observou aquelas mãos com atenção.

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