Entrar Via

Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê romance Capítulo 708

Naiara sequer teve a chance de recusar.

Caminharam até o carro, e a própria Isabella fez questão de abrir a porta traseira para ela.

Naiara abaixou-se e entrou.

Isabella assumiu o banco do passageiro ao lado do motorista.

O carro começou a se afastar suavemente, e o entusiasmo de Isabella não diminuiu.

— Irmã Naiara, você nem sabe! Eu quase briguei com o Afonso agora pouco.

Não era a primeira vez que Naiara andava no carro de Afonso, mas dessa vez o clima estava excepcionalmente desconfortável.

Contudo, como não queria que Isabella percebesse o seu desconforto, manteve um sorriso amarelo.

— Vocês acabaram de chegar a Rio Belo e já causaram tantos corações partidos. Imagina, fazer a noiva ficar pensando nele em pleno casamento.

Naiara sentiu-se um pouco incomodada com aquele comentário e defendeu Afonso:

— O Sr. Afonso sempre foi muito reservado. Aquele incidente não tem nada a ver com ele.

Isabella riu.

— Ah, estou só brincando! Claro que eu conheço o meu Afonso. Lá em Porto das Estrelas também havia várias garotas loucas por ele, mas ele nunca deu a mínima. Então, eu confio nele de olhos fechados.

Naiara ficou em silêncio.

Por que ela tinha que abrir a boca para defendê-lo?

Estava arrumando dor de cabeça à toa.

— Ah, propósito, Irmã Naiara, eu reparei nesse bonequinho pendurado na sua bolsa. É uma gracinha! Se não me engano, é o Nick, daquele filme Zootopia, não é?

Naiara cobriu instintivamente o boneco com a mão.

— É sim.

— Eu assisti a esse filme! Achei que ele e a coelhinha Judy fossem namorados e até shippei os dois na época! Achava eles tão românticos juntos. Só depois descobri que eles não passavam de ótimos parceiros.

— Ah, Irmã Naiara, onde você comprou essa pelúcia do Nick? Me passa a loja, eu quero comprar um pra mim!

Naiara não soube o que responder na hora.

Não podia dizer que havia sido um presente de Afonso...

Recorreu a uma desculpa vaga:

— Foi um amigo que me deu.

— Então pergunta para ele onde comprou! Eu queria tanto um!

— Irmã Naiara, você nem imagina, eu não tenho nenhuma resistência para essas coisas fofinhas, eu...

— Se você gostou tanto, pode ficar com ele — interrompeu Naiara.

Logo depois de proferir as palavras, arrependeu-se amargamente.

Porém, não aguentava mais o falatório excessivo de Isabella, e pensou que dar o boneco talvez fosse a maneira mais rápida de calar a boca dela.

Isabella sorriu de orelha a orelha.

Naiara quis abrir a porta do carro e se jogar na estrada.

Por que o estômago não roncou antes, nem depois? Tinha que ser exatamente naquela hora...

Isabella deu uma risadinha.

— Olha só, o bebezinho está com fome! Perfeito, nós vamos comer.

Virando-se para o banco do motorista, ela disse a Afonso:

— Afonso, você está com sorte hoje. Eu vou convidar a Irmã Naiara para almoçar, mas vou deixar você vir de penetra.

Durante toda a troca de palavras, Afonso não dera um único pio.

— Afonso? O que foi? Por que não diz nada? — perguntou Isabella.

Os lábios do homem, que estavam fortemente pressionados um contra o outro, finalmente se moveram.

— Desde que chegou a Rio Belo, você parece estar com a personalidade diferente.

Isabella soltou uma gargalhada charmosa.

— Acha que eu estou falando demais?

Afonso não respondeu.

Isabella continuou:

— Eu também não sei o porquê, mas me sinto super próxima da Irmã Naiara. Só de olhar para ela já me dá vontade de conversar.

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê