Naiara sequer teve a chance de recusar.
Caminharam até o carro, e a própria Isabella fez questão de abrir a porta traseira para ela.
Naiara abaixou-se e entrou.
Isabella assumiu o banco do passageiro ao lado do motorista.
O carro começou a se afastar suavemente, e o entusiasmo de Isabella não diminuiu.
— Irmã Naiara, você nem sabe! Eu quase briguei com o Afonso agora pouco.
Não era a primeira vez que Naiara andava no carro de Afonso, mas dessa vez o clima estava excepcionalmente desconfortável.
Contudo, como não queria que Isabella percebesse o seu desconforto, manteve um sorriso amarelo.
— Vocês acabaram de chegar a Rio Belo e já causaram tantos corações partidos. Imagina, fazer a noiva ficar pensando nele em pleno casamento.
Naiara sentiu-se um pouco incomodada com aquele comentário e defendeu Afonso:
— O Sr. Afonso sempre foi muito reservado. Aquele incidente não tem nada a ver com ele.
Isabella riu.
— Ah, estou só brincando! Claro que eu conheço o meu Afonso. Lá em Porto das Estrelas também havia várias garotas loucas por ele, mas ele nunca deu a mínima. Então, eu confio nele de olhos fechados.
Naiara ficou em silêncio.
Por que ela tinha que abrir a boca para defendê-lo?
Estava arrumando dor de cabeça à toa.
— Ah, propósito, Irmã Naiara, eu reparei nesse bonequinho pendurado na sua bolsa. É uma gracinha! Se não me engano, é o Nick, daquele filme Zootopia, não é?
Naiara cobriu instintivamente o boneco com a mão.
— É sim.
— Eu assisti a esse filme! Achei que ele e a coelhinha Judy fossem namorados e até shippei os dois na época! Achava eles tão românticos juntos. Só depois descobri que eles não passavam de ótimos parceiros.
— Ah, Irmã Naiara, onde você comprou essa pelúcia do Nick? Me passa a loja, eu quero comprar um pra mim!
Naiara não soube o que responder na hora.
Não podia dizer que havia sido um presente de Afonso...
Recorreu a uma desculpa vaga:
— Foi um amigo que me deu.
— Então pergunta para ele onde comprou! Eu queria tanto um!
— Irmã Naiara, você nem imagina, eu não tenho nenhuma resistência para essas coisas fofinhas, eu...
— Se você gostou tanto, pode ficar com ele — interrompeu Naiara.
Logo depois de proferir as palavras, arrependeu-se amargamente.
Porém, não aguentava mais o falatório excessivo de Isabella, e pensou que dar o boneco talvez fosse a maneira mais rápida de calar a boca dela.
Isabella sorriu de orelha a orelha.
Naiara quis abrir a porta do carro e se jogar na estrada.
Por que o estômago não roncou antes, nem depois? Tinha que ser exatamente naquela hora...
Isabella deu uma risadinha.
— Olha só, o bebezinho está com fome! Perfeito, nós vamos comer.
Virando-se para o banco do motorista, ela disse a Afonso:
— Afonso, você está com sorte hoje. Eu vou convidar a Irmã Naiara para almoçar, mas vou deixar você vir de penetra.
Durante toda a troca de palavras, Afonso não dera um único pio.
— Afonso? O que foi? Por que não diz nada? — perguntou Isabella.
Os lábios do homem, que estavam fortemente pressionados um contra o outro, finalmente se moveram.
— Desde que chegou a Rio Belo, você parece estar com a personalidade diferente.
Isabella soltou uma gargalhada charmosa.
— Acha que eu estou falando demais?
Afonso não respondeu.
Isabella continuou:
— Eu também não sei o porquê, mas me sinto super próxima da Irmã Naiara. Só de olhar para ela já me dá vontade de conversar.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê
O livro termina nesse capitulo??...
Cadê as atualizações?...
Não vai mais atualizar os capitulos?...
Como consigo os capítulos completos?...
como consigo ler todos os capitulos...