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Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê romance Capítulo 824

A primeira reação de Eduardo foi correr até a porta e abri-la uma fresta para espionar.

Por sorte, o corredor estava vazio.

Se a Srta. Isabella tivesse ouvido aquilo, seria o caos absoluto.

Após fechar e trancar a porta, o mordomo voltou e viu que a expressão de Henrique era de pura estupefação.

— Jovem mestre, não se deve brincar com um assunto tão sério — alertou Eduardo, apreensivo.

Afonso ergueu os olhos para o velho homem.

— Tio Eduardo, não estou brincando. O bebê que a Naiara está esperando... é meu.

— V-você... — O queixo de Eduardo despencou. — Quando foi que vocês...

Afonso voltou a encarar o pai, que continuava mudo e em choque.

— Pai, lembra que eu te contei uma vez que congelei meu sêmen no hospital?

Henrique piscou, forçando a mente a funcionar.

— E daí?

— Quando a Naiara foi fazer a inseminação artificial, o hospital cometeu um erro e usou a amostra errada. Usaram o meu sêmen. Portanto, a criança na barriga dela carrega o meu sangue.

Henrique sentiu que estava ouvindo um enredo de novela.

— Você não está mentindo para mim, está?

— De que adiantaria mentir sobre isso? Assim que a criança nascer, um simples teste de DNA comprovará tudo.

Fazia sentido.

Um teste de paternidade revelaria a verdade imediatamente.

Eduardo estava eufórico.

— Meu Deus do céu, patrão! Isso só pode ser a vontade de Deus!

Era absurdo, inacreditável, mas maravilhoso.

O velho mordomo abriu um sorriso radiante.

— Patrão, se a Srta. Naiara está carregando o seu sangue, isso significa que a Mansão Xavier vai receber um pequeno herdeiro ou herdeira! Céus, isso é uma bênção maravilhosa! Você não passou os últimos anos rezando para que o jovem mestre lhe desse um neto? Agora você terá um, patrão! O senhor deveria estar comemorando!

A mente de Henrique estava num turbilhão incontrolável.

A surpresa era grande demais.

— Você pode ditar as regras de tudo nesta família. Mas não sobre isso.

Henrique sorriu com escárnio.

— Você acha que já tem asas o suficiente para voar? Que tem cacife para me desafiar de frente?

— Eu não vou te desafiar. Eu só vou te deixar um único aviso.

Afonso estava imóvel, profundo e letal como o abismo. Mas cada palavra que pronunciou golpeou o coração de Henrique como uma marreta.

— Se acontecer qualquer coisa com a Naiara, você perderá seu filho para sempre.

Henrique franziu a testa, não compreendendo a gravidade da ameaça de imediato.

— O que isso quer dizer? Vai fugir de casa como um adolescente?

— Não. — Afonso o encarou no fundo da alma. — Vai significar um pai enterrando o próprio filho.

...

Quando Henrique finalmente saiu do escritório, Afonso já havia ido embora há muito tempo.

Isabella, que passara horas passeando pela estufa de flores nos jardins, nem percebera que o noivo havia sumido.

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